Open innovation

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Open innovation (ou inovação aberta, em português) é um termo promovido por Henry Chesbrough, professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley e chairman do Centro de Open Innovation - Brasil.

Ao analisar o comportamento histórico das grandes firmas americanas ao longo do séc. XX, Chesbrough percebeu que o modelo de gestão da inovação utilizado nessas empresas foi bastante fechado no que se refere ao surgimento das ideias e sua aplicação no mercado. Duas premissas fundamentais mantiverem esse modelo: “nós detemos os melhores talentos e portanto nossas ideias são melhores que a dos demais” e “se nós inventamos ninguém melhor do que nós para comercializar”. Entretanto, essas premissas começam a ruir a medida que passamos por alterações sociais profundas na disseminação do conhecimento e portanto na divisão do trabalho para a inovação. Entre esse fatores destacam-se a crescente mobilidade de mão-de-obra, o surgimento de centros de formação de excelência em todo o mundo, a perda de hegemonia dos EUA, Europa e Japão para outras regiões emergentes e o crescente investimento em capital empreendedor (Venture Capital). Se uma boa ideia é rejeitada por uma empresa, está cada vez mais fácil para aquele funcionário ou equipe responsável pela criação dessa ideia sair e buscar alternativas externas para viabilizá-la.

A ideia central por trás da inovação aberta é que num mundo com informações distribuídas, empresas não aplicam inteiramente a confiança de seus recursos em suas pesquisas, mas ao invés disso compram ou licenciam processos de inovação (como patentes) de outras empresas. Além disso, as invenções internas que não forem usadas pelos negocios das empresas devem ser licenciadas para fora, de forma que outras empresas tenham a oportunidades de utilizá-las.[1] A inovação aberta se refere assim a um fluxo aberto, no qual os recursos se movem facilmente na fronteira porosa entre empresa e mercado.

De maneira oposta, closed innovation (ou inovação fechada em português) refere-se ao processo de limitar o conhecimento ao uso interno da empresa e não fazer uso ou somente pouco uso do conhecimento exterior. [2]

Henry Chesbrough esteve pela primeira vez no Brasil em junho de 2008, quando discutiu a aplicabilidade do modelo em empresas nacionais no Open Innovation Seminar 2008.[3] Ele esteve novamente no país em 2009, nos dias 22 e 23 de outubro, para a segunda edição do Open Innovation Seminar, e em dezembro de 2010 não somente palestrou como também ministrou o Curso de Gestão da Inovação Aberta organizado junto ao Centro de Open Innovation - Brasil.

Empresas que fazem Open Innovation no Brasil

- FIAT: A montadora italiana, está lançando no Brasil o projeto colaborativo chamado Fiat Mio. O projeto vem sendo desenvolvido pela FIAT em parceria com a Agência Click desde Setembro 2009. O projeto de começo já economizou milhões de reais da empresa em pesquisas com consumidor na concepção de um novo carro, pois a partir de um site, as pessoas puderam – espontaneamente – dar depoimentos do que queriam em um carro.

Vamos aos resultados da ação:

1,5 milhão de visitantes;

15,3 mil cadastrados de mais de 100 países;

10 mil ideias enviadas;

3 mil desenhos dos designers da empresa até chegar ao projeto finalizado que fosse não apenas um carro conceito, mas também um carro criado em parceria com o público, que com certeza, são potenciais consumidores do produto.

- TECNISA: A construtora brasileira lançou em Outubro de 2010 o portal colaborativo chamado Tecnisa Ideias , onde pergunta para as pessoas como é o melhor lugar do mundo para se viver em comunidade. Com o portal a Tecnisa busca mais que ideias, mas soluções para melhorar a vida das pessoas. A intenção é criar empreendimentos mais inclusivos, sustentáveis e com a colaboração de todos.

Para lançar o portal a Tecnisa fez uma parceria com o Zoopa, que é uma das maiores redes sociais de propaganda colaborativa (crowdsourcing advertising) do mundo, e tem como objetivo engajar consumidores com as marcas por meio de seu conceito inovador.

A competição teve início em 2/08/2010 e terminou no dia 27/9/2010. Em quase dois meses a competição recebeu 132 peças gráficas, 22 vídeos e 2109 comentários que competiram por 5 mil dólares em prêmios.

Através do portal Tecnisa Ideias você pode enviar sua ideia, fazer perguntas para que outras pessoas e a própria empresa responda e votar nas melhores ideias, além de compartilhar as ideias nas redes sociais.

Até agora a ação conta:

1063 Ideias;

169 Perguntas;

2091 Participantes;

Referências

  1. Rohrbeck, R., Hölzle K. and H.G. Gemünden (2009): "Opening up for competitive advantage - How Deutsche Telekom creates an open innovation ecosystem" R&D Management, Vol. 39, S. 420-430.
  2. Oportunidades e Desafios do Open Innovation no Brasil. Instituto Inovação. Página visitada em 2009-04-20.
  3. entrevista com Henry Chesbrough quando ele esteve no Brasil. Época Negócios. Página visitada em 2009-05-23.

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