Os Bruzundangas

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Os Bruzundangas é um livro de autoria do escritor brasileiro Lima Barreto, publicado póstumamente em 1923.

Índice

[editar] Enredo

Bruzundanga é um país fictício, que representa o Brasil, onde o narrador conta sua visão sobre essas "terras". Disserta sobre sua burguesia cultura, política e economia, criticando principalmente a "pseudo-erudição"(falsa importância) e falsa nobreza desse povo. Mostra a pobreza, o racismo e a valorização de títulos que os ricos possuem, mesmo jazendo na ignorância. Fica clara uma analogia entre a Bruzundanga e o Brasil, que na época, passava pelo momento político chamado de República Velha, ferozmente criticada por esse autor.

[editar] Subdivisões

No prefácio há uma citação de Arte de Furtar, na qual o autor abre dizendo: Citação: Na Arte de Furtar, que ultimamente tanto barulho causou entre os eruditos, há um capitulo, o quarto, que tem como ementa esta singular afirmação: 'Como os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões'.

[editar] Análise

Embora tenha sido escrito no começo do século XX, apresenta-se atual no tocante ao retrato feito, à época, ao Brasil, em temas como corrupção dos governantes, falhas no sistema educacional (crítica à nobreza doutoral) entre outras características.

A obra contem intertextualidade com Viagens de Gulliver de Jonathan Swift.

"Sob o nome de Bruzundanga — um pais ficcional, pode se identificar facilmente o Brasil, que na época passava por mudanças políticas aparentemente radicais, mas que em nada melhoraram a condição de vida das classes menos privilegiadas"[1].

[editar] Ver também

Referências

  1. Os Bruzundangas. Escola 24h. Página visitada em 30 de dezembro de 2011.
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