Paralisia do sono

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O pesadelo, por Henry Fuseli (1781), uma das representações da paralisia do sono na cultura popular.

Paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer.

Fisiologicamente, ela é diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do sono REM, a qual é conhecida como atonia REM. A paralisia do sono ocorre quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal persiste. Isto deixa a pessoa temporariamente incapaz de se mover. Além disso, o estado pode ser acompanhado por alucinações hipnagógicas.

Com frequência, a paralisia do sono é vista pela pessoa afligida como nada mais do que um sonho. Isto explica muitos relatos de sonhos nos quais as pessoas se vêem deitadas na cama e incapazes de se mover. As alucinações que podem acompanhar a paralisia do sono tornam mais provável que as pessoas que sofram do problema acreditem que tudo não passou de um sonho, já que objetos completamente fantasiosos podem aparecer no quarto em meio a objetos normais.[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas da paralisia do sono incluem:

Imobilidade: Ocorre pouco antes da pessoa adormecer ou imediatamente após despertar. A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, apesar de exercer, por vezes, controle mínimo sobre certas partes do corpo (como boca, olhos e mãos) e sobre a respiração. Esta paralisia é a mesma que acontece quando uma pessoa sonha. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. Se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo, e manter a paralisia.

Percepções: São alucinações experienciadas pela pessoa paralisada, que, por assimilarem-se aos sonhos, acabam sendo confundidas com os mesmos. Como o a consciência durante esses eventos não é plena, não é possível determinar exatamente o que é real e o que não é. Algumas pessoas relatam visões e sons estranhos, outras a sensação peso no peito, como se alguém ou algum objeto pesado estivesse pressionando-o. Há também aqueles que relatam terem saído do corpo, ou até "flutuado".

Estes sintomas podem durar de alguns poucos segundos até vários minutos e podem ser considerados assustadores para algumas pessoas.

Possíveis causas[editar | editar código-fonte]

A paralisia do sono acontece durante o período de sono REM, o que previne assim movimentos corporais. Muito pouco se sabe sobre a fisiologia da paralisia do sono. Entretanto, já foi sugerido que ela pode estar relacionada à inibição pós-sináptica de neurônios motores na ponte do tronco cerebral. Particularmente, níveis baixos de melatonina podem interromper a despolarização em atividade nos nervos, a qual previne o estímulo dos músculos. Essa melatonina está ligada ao consumo excessivo de bananas em um certo horário do dia, entre 14h00 e 20h00, ou pelo menos 5 horas antes de dormir ou 3 horas depois de acordar.

Vários estudos concluíram que a maioria das pessoas experimentará a paralisia do sono pelo menos uma ou duas vezes em suas vidas.

Muitas pessoas que frequentemente passam pela paralisia do sono também sofrem de narcolepsia. Alguns estudos sugerem que existem vários fatores que aumentam a probabilidade da ocorrência de paralisia do sono e de alucinação. Eles incluem:[2]

  • indução consciente da paralisia (que também é uma técnica comum para entrar em um estado de sonho lúcido ou projeção da consciência),
  • agenda de sono irregular (cochilos e/ou privação do sono),
  • stress elevado,
  • mudanças súbitas no ambiente ou na vida de alguém
  • um sonho lúcido que imediatamente precede o episódio
  • sono induzido através de medicamentos como anti-histaminas e
  • nível elevado de cansaço

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Clonazepam é altamente efetivo no tratamento da paralisia do sono.[3] Ritalina já foi usada com sucesso como um medicamento diurno para promover padrões de sono estruturados e a prevenção da paralisia do sono em alguns adultos. Deve-se tomar cuidado em monitorar a pressão sangüínea em meio a outros testes apropriados.

Referências culturais[editar | editar código-fonte]

  • Na cultura Hmong, paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Frequentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
  • Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
  • Na China, paralisia do sono é conhecida como "鬼压身" (pinyin: guǐ yā shēn) ou "鬼压床" (pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
  • Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari (金縛り), que significa literalmente "atado ao metal".
  • Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída a um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".[4]
  • Na cultura brasileira, a paralisia do sono pode ter originado a lenda da Pisadeira, segundo a qual, durante o sono, uma mulher lendária pisa sobre o peito da pessoa que está dormindo, enquanto esta vê tudo e não pode fazer nada.


Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Carl Sagan. The Demon-Haunted World: Science As a Candle in the Dark (em inglês). [S.l.]: Random House Incorporated, 1995. 457 p. ISBN 0-345-40946-9
  2. J. A. Cheyne. Preventing and Coping with Sleep Paralysis. Página visitada em 17 July de 2006.
  3. Wills L, Garcia J. (2002) Parasomnias: epidemiology and management16(12):803-10.
  4. lidérc, Magyar Néprajzi Lexikon, Akadémiai Kiadó, Budapest 1977, ISBN

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Em português:

Em inglês: