Pastelão

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Pastelão, em inglês slapstick, é um gênero de comédia cinematográfica em que predominam cenas de tropelias, explorando-se motivos de riso fácil e gosto discutível, implicando, por vezes, violência física. Suas maiores representações atuais, embora marcadamente diferentes dos clássicos, encontram-se nos desenhos animados, nos filmes cômicos de argumento simples e seriados norte-americanos com suas risadas programadas, normalmente direcionados ao público jovem. Apesar de o termo ser muito usado pejorativamente, a interpretação da comédia-pastelão — baseada em sincronismo e cálculo de execução delicados: ação do personagem e risada do público — é considerada uma das tarefas mais difíceis que um ator pode enfrentar.

São exemplos consagrados do humor "Pastelão": Charles Chaplin, "O Gordo e o Magro" e "Os Três Patetas".

No Brasil, "Os Trapalhões" foi o principal grupo a representar o humor pastelão.

Outro expoente muito conhecido do gênero foi Chespirito, criador, roteirista e intérprete dos personagens Chaves, Chapolin e Dr. Chapatín , embora também tenha feito uso de outro tipo de humor: o de caracterização.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Slapstick seria um termo inglês originário da junção de slap (bofetada) e stick (bastão), cuja aplicação cinematográfica surgiu nos primeiros filmes cômicos, nos quais os gestos exagerados, os golpes eram a base da comicidade[1] .

Referências

  1. Denise Santos Cruz. (1986). "A Comédia Muda". Cinemin 25 (5): pp. 28–31. Rio de Janeiro: Ebal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Predefinição:No Brasil No Brasil, esse género teve sua maior influencia com grupo "Trapalhões" Os Trapalhões é um programa humorístico brasileiro criado por Wilton Franco 1 e estrelado pelo grupo cômico de mesmo nome, composto por Didi Mocó (Renato Aragão), Dedé Santana, Mussum e Zacarias; cada um desenvolveu uma persona cênica distinta. O grupo já obtinha sucesso na televisão e no cinema desde meados da década de 1960.

O programa estrou em março de 1977, antes do Fantástico. Exibido aos domingos, o programa apresentava uma sucessão de esquetes entremeados sem aparente conexão, exceto a presença d'Os Trapalhões. Um dos maiores fenômenos de popularidade e audiência no Brasil em toda a história, Os Trapalhões entrou para o Livro Guinness de Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da televisão, com trinta anos de exibição.

O primeiro filme d'Os Trapalhões, Na Onda do Iê-Iê-Iê (1965), contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com o quarteto clássico, foram produzidos vinte e um filmes, começando com Os Trapalhões na Guerra dos Planetas (1978) até Uma Escola Atrapalhada (1990). Mais de cento e vinte milhões de pessoas já assistiram aos filmes d'Os Trapalhões, sendo que sete destes filmes estão na lista das dez maiores bilheterias do cinema brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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