Peixe-médico

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Doctor fish2.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Cypriniformes
Família: Cyprinidae
Género: Garra
Espécie: G. rufa
Nome binomial
Garra rufa
Heckel, 1846

O peixe médico (Garra rufa) é uma espécie de peixe utilizado com fins medicinais.

Medicina[editar | editar código-fonte]

Na Turquia, foi criada uma piscina ao ar livre com peixes que se alimentam da pele de doentes com psoríase. O peixe consome apenas a pele morta ou afetada pela doença, deixando a pele saudável crescer normalmente. Ainda que este tratamento não cure a doença, apenas aliviando temporariamente os sintomas, os doentes repetem periodicamente os tratamentos. Registaram-se casos de cura completa da psoríase após alguns tratamentos. Ora, devido à natureza imprevisível da doença, fortemente influenciada por factores endógenos, a cura pode surgir, mas normalmente não é provável.

A espécie tem o habitat nas bacias hidrográficas das áreas setentrionais e centrais do Médio Oriente, nomeadamente nos rios Jordão, Orontes, Tigre e Eufrates, assim como em rios e lagoas da Turquia e do norte da Síria. A sua exploração comercial é protegida por lei na Turquia, devido ao receio de uma captura excessiva para exportação. Os Garra rufa podem ser criados em aquários domésticos. Embora não seja um peixe para principiantes, é bastante robusto. Para tratamento de doenças de pele, os espécimes de aquário não serão os mais adequados, pois a tendência para se alimentarem de pele manifesta-se apenas em condições de alimentação escassa e irregular.

Estética[editar | editar código-fonte]

Os peixes-pedicure são utilizados na Ásia, nos Estados Unidos e, crescentemente, em todo o mundo, para uma técnica popular de limpeza dos pés.[1] [2] Segundo os adeptos da técnica, o trabalho destes peixes é mais higiênico do que o realizado com tesouras e navalhas.[2]

A estância termal de Oedo Onsen Monogatari, em Tóquio, disponibilizou este tratamento aos seus clientes a partir de abril de 2006, anunciando-o não só para doenças de pele, mas também como excelente pedicure.

Os peixes, em cardume, mordem os pés dos clientes (que sentem apenas um ligeiro formigueiro, totalmente inócuo e indolor), removendo as células mortas da pele, o que permite a sua esfoliação.[3]

A duração do tratamento, em banheiras com 100 peixes em média,[2] é de 15 a 30 minutos, passando depois o cliente por uma pedicure normal.

Notas e referências

  1. Flórida proíbe peixes-pedicure em salões do estado. Página visitada em 25/02/2009.
  2. a b c Peixes-pedicure são a nova sensação dos salões nos EUA. Página visitada em 25/02/2009.
  3. Salão nos EUA usa peixes para esfoliar os pés. Página visitada em 25/02/2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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