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Dança do Cururu[editar | editar código-fonte]

Cururu é uma dança folclórica regional típica dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas originária de São Paulo. Também pode ser somente cantada, com dois violeiros a disputar versos e repentes. Em Mato Grosso é típica das festas dos santos padroeiros, principalmente do Divino Espírito Santo e de São Benedito.

Há várias hipóteses para a origem do cururu. Alguns pesquisadores afirmam que é uma dança de origem tupi-guarani, de função ritualística. Outros a consideram uma dança que recebeu igual influência do misticismo indígena, dos ofícios jesuítas e dos negros africanos. Ela se originou no estado de São Paulo, próximo do rio Tietê, na região de Sorocaba e Piracicaba. Foi levada pelos bandeirantes para o interior do Brasil, chegando a Goiás e Mato Grosso, onde é mais conhecida.

Inicialmente como dança de roda e usada pelos jesuítas na catequese, foi evoluindo para dança de festa religiosa e atualmente pode ser só cantada, em versos e desafios. O cururu só ficou nacionalmente conhecido quando foi levado como espetáculo ao público, por Cornélio Pires, em 1910. Hoje, como outras tradições folclóricas, está deixando de ser passada para as novas gerações.

A origem do nome também é controversa. Há duas teorias: uma, que diz que vem de "caruru", uma planta que era cozida com o feijão servido antes do início das orações e da dança; e outra que remete a origem ao sapo-cururu.