Proteína c-reativa

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Proteína c-reactiva (CRP, do inglês "C-reactive protein", erroneamente chamada de PCR, pois PCR é uma sigla internacional de Polymerase Chain Reaction) é uma proteína plasmática reagente de fase aguda produzida pelo fígado. É um dos membros da família de proteínas pentraxina. Sua concentração é muito baixa em indivíduos sadios, porém na presença de infecções ou respondendo a estimulos inflamatórios pode ter um aumento de até 1.000 vezes no indivíduo. Não deve ser confundida com o Péptido-C (resultado do processamento da pró-insulina) nem com a Proteina-C (anticoagulante fisiológico quando em conjunção com a proteína S). É um indicador extremamente sensivel de inflamação. Em casos de inflamação sistêmica, nosso fígado passa a produzir diversas proteínas diferentes, chamadas de proteínas de fase aguda. A VHS é um exame que mede indiretamente a produção do fibrinogênio, uma dessas proteínas.

A popularização da dosagem da proteína C reativa (CRP) reduziu a importância da VHS como marcador de inflamação, pois a CRP também é uma proteína de fase aguda produzida pelo fígado. Com este exame medimos diretamente os níveis da própria proteína, bem mais sensível do que uma avaliação indireta como a VHS.

Porém, assim como na VHS, a dosagem da CRP nos atesta que há uma inflamação em curso no organismo, mas não nos diz onde ela está, nem por que ela ocorre. Todas as condições listadas para a VHS também podem causar elevação da CRP, com exceção da idade avançada, que causa, quando muito, apenas uma discreta elevação.

Antigamente o resultado da CRP era fornecido somente como positivo ou negativo, pois apenas detectava a presença ou não de CRP no sangue. Atualmente, com técnicas mais modernas, pode-se efetivamente dosar a quantidade de CRP circulante. Considera-se normal valores até 0.1 mg/dL (1mg/L). Valores entre 0.1 mg/dL (1mg/L) e 1,0 mg/dL (10 mg/L) podem surgir em pequenas inflamações como gengivites ou outros pequenos problemas, não tendo, na maioria dos casos, relevância clínica. Inflamações importantes costumam causar uma CRP maior que 1,0 mg/dL (10 mg/L)

A CRP é mais sensível que a VHS, pois, além de elevar mais precocemente, também serve para avaliar risco de doença cardiovascular. Há muito se sabe que as doenças cardiovasculares são causadas por uma combinação de uma constante e pequena inflamação nas paredes do vasos com o depósito de colesterol nos mesmos. Pessoas com níveis de CRP persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3mg/L) apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares como infarto e AVC (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA e AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). Com esses valores, a CRP indica que há um processo inflamatório discreto, porém contínuo.

Só para ilustrar, a CRP em infecções virais costuma estar entre 1 mg/dL (10mg/L) e 4 mg/dL (40 mg/L). Em infecções bacterianas como pneumonia pode ficar acima dos 5 mg/dL (50 mg/L). Em casos de sepse grave os valores podem ultrapassar a casa dos 20mg/dL (200mg/L).

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