Rio Vermelho (Minas Gerais)

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Município de Rio Vermelho
Bandeira de Rio Vermelho
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 31 de janeiro de 1938
Gentílico rio-vermelhense
Prefeito(a) Djalma de Oliveira (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Rio Vermelho
Localização de Rio Vermelho em Minas Gerais
Rio Vermelho está localizado em: Brasil
Rio Vermelho
Localização de Rio Vermelho no Brasil
18° 17' 38" S 43° 00' 32" O18° 17' 38" S 43° 00' 32" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Conceição do Mato Dentro IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Itamarandiba, Senador Modestino Gonçalves, Felício dos Santos, Serra Azul de Minas, Materlândia, Paulistas, Coluna
Distância até a capital 325 km
Características geográficas
Área 987,222 km² [2]
População 13 645 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 13,82 hab./km²
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,635 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 56 977,524 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 720,62 IBGE/2008[5]
Página oficial

Rio Vermelho é um município brasileiro do estado de Minas Gerais e sua população estimada em 2010 era de 13.645 habitantes, tendo uma área de 987 km², o que corresponde a uma densidade populacional de 14,4 hab/km².

História[editar | editar código-fonte]

O primitivo núcleo denominado Nossa Senhora da Pena do Rio Vermelho surgiu presumivelmente na segunda metade do século XVIII, estando sua formação condicionada à atividade agrícola. O povoado representava um local de passagem e comércio daqueles que buscavam as regiões auríferas, funcionando também como uma das fontes abastecedoras de algumas áreas mineradoras vizinhas, sobretudo o Arraial do Tijuco (Diamantina). O povoamento se dá a beira do Rio Barreiras, ponto de cruzamento das estradas do Arraial do Tijuco (Diamantina) para Minas Novas e Filadélfia. O município foi fundado por Antonio Gonçalves Torreão; que registrou um auto-possessório feito pelo Vigário Francisco Martins, em 10 de abril de 1758, reconhecido pelo Governo Provincial somente em 1776. Após esse acontecimento, foi instituída a Paróquia, por previsão de 5 de abril de 1810. Segundo José Vicente Mendonça, na primeira metade do século XIX, Rio Vermelho prosperou tanto que foi proposto para sede de um município, com um comércio ativo, e disputas políticas locais acirradas entre as famílias Carvalhais e Lopes; a primeira apoiando o Partido Conservador e a segunda ao Partido Liberal. Tal pedido foi defendido junto a Câmara Provincial de Ouro Preto, em conjunto com a proposta de emancipação de Itambacurí, pelo Deputado João Antonio Mendonça Machado em 1822. Entretanto, o pedido não foi atendido plenamente. Atendendo somente ao segundo distrito, e Rio Vermelho permaneceu como distrito do Serro.

Em 1883 chega à Rio Vermelho seu primeiro médico, João Antonio Lopes Figueredo, e em 1914, distrito ganha sua primeira biblioteca, elaborada por José Vicente de Mendonça, que no mesmo ano fundou um centro cívico e em 1915 fundou o primeiro periódico da cidade, chamado "Rio Vermelho". Em 1920, José Vicente fundou um clube chamado "Clube Tiradentes", no intuito de unir a população em prol da emancipação de Rio Vermelho. Desse núcleo primitivo, apesar das lutas intensas pelo poder local e divergências politico-ideológicas (o "Partido Tanajura" de Honório Lopes, versus o "Partido Formigão", liderado por Padre Câmara), saiu a comissão "pró-vila", que em 1923 conseguiu apresentar nova proposta de emancipação, reprovada novamente pelo Governo de Minas Gerais.

O município só foi criado em 1938 pela Lei nº 148, de 17 de dezembro do mesmo ano, desmembrado do município do Serro, e com seu topônimo atual. Rio Vermelho teve como primeiro prefeito o Senhor Serafim Balsamão, empossado em 1939, mas que governou por um curto espaço de tempo, pois faleceu exercendo o mandato, sendo substituído pelo Dr. Paulo Penido.[6]

Segundo Auguste Saint-Hilaire, grande botânico Francês que aqui esteve em 1817, disse no seu livro "Viagem Pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais" que definiu a "Ponte dos Paulistas" como a maior obra da engenharia de Minas Gerais até aquele ano, desde Mariana (então Capital da Província de Minas Gerais) não vira nenhuma obra gigantesca como aquela e disse textualmente: "Seu nome prova que é devido a alguns desses ousados aventureiros, que partindo da cidade de São Paulo levaram a cabo antigamente tantas descobertas no interior das terras e cuja lembrança não não se apagou da memória dos brasileiros"...

Saint-Hilaire disse também: " Rio Vermelho foi edificada sobre uma pequena planície cercada de todos os lados por montanhas. Tem maior comprimento que largura, e compõe-se de umas cinquenta casinhas que, na maior parte, são de construção recente, mas das quais apenas duas ou três foram caiadas e apenas constam, todas elas, do rés-do-chão". Ainda segundo Saint-Hilaire: "Seus habitantes foram atraídos , não pelo intuito de procurar ouro, porém, pela fertilidade do terreno e pela vizinhança do Tijuco (Diamantina), onde os vveres se se vendem por preços mais altos que em outros lugares. Além de Saint-Hilaire, o naturalista dinamarquês Pohl também passou por Rio Vermelho em emados do ano de 1818, segundo consta no artigo do Jornal do Comércio, de 18 de abril de 1923.[7]

Bandeiras que percorreram a região[editar | editar código-fonte]

  • A bandeira liderada por Francisco Bruzza Espinosa, o primeiro homem branco que pisou o solo Mineiro no ano de 1536 (para outros historiadores 1554) Expedição que partiu de Porto Seguro - Bahia.
  • A bandeira liderada por Sebastião Fernandes Tourinho, no ano de 1572 - Saindo de Porto Seguro - Bahia.
  • A bandeira liderada por Marcos de Azeredo Coutinho, que no ano de 1612 encontrou o primeiro Diamante do Brasilm as margens do Rio Suassuí, (no município de Paulistas MG). Advindo do Espírito Santo e fazendo o mesmo projeto do Bandeirante Sebastião Fernandes Tourinho.
  • A bandeira liderada por Fernão Dias Paes Leme, que saindo de São Paulo no dia 21 de julho de 1674 tomando rumo do rio Paraíba, passando por Taubaté, Pindamonhagaba e daí penetrou no território Mineiro passando por Passa Quatro, Pouso Alto, Caxambú, Baependi, Ibituruna, daí rumo ao Rio das Mortes, até fundar a segunda Feitoria em Minas (São Pedro do Paraopeba). De lá, ruma para a região de Betim, Lagoa Santa, Sumidouro, Rio das Velhas e parte para a região do Serro Frio (Serro)e deflete rumo a Itacambira e inicia seu retorno passando por Itamarandiba e chega a região de Rio Vermelho. No local onde há o encontro das águas do Rio Vermelho com o Rio Turvo ( divisa da cidade de Rio Vermelho com Paulistas); constrói a maior obra da engenharia mineira. A Ponte dos Paulistas (Cachoeira de Geraldo Miranda).[8]

Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

  • Jogos da Primavera - Data: Setembro
  • Festa Nossa Senhora da Pena - Data: Agosto
  • Festa de São Sebastião - Data: Janeiro
  • Semana do Fazendeiro de Rio Vermelho - Data: Julho

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Rio Vermelho faz parte do "Circuito dos Diamantes"
  • Parque da Serra do Gavião, com a Gruta do Taipero, Cachoeira do Landim, Cachoeira Sete Quedas e a Gruta da Lapa Sant.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. [www.pmriovermelhomg.com.br História] PM do Município
  7. SANT-HILAIRE,Auguste - "Viagem para as Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais".USP 1975
  8. PIMENTA,Rui - "A História de Peçanha". 1995
  • Auler, A.S; Farrant, A.R.1996.A brief introduction to karstand caves in Brazil. Proceedings of the University of Bristol Spelaeological Society 20:187-20
  • Cavalcante, J.A.D. 1996 Mapeamento Espeológico. Sociedade Excursionista e Espeológica, Ouro Preto, 28p.
  • Auler, A.S., Labegalini, J.A., Pilo, L.B. 1986 – Curso de Extensão Espeleologia, GEEP-Açungui/UFPR. Paraná – PR
  • Ferreira, R.L. 1988 Ecologia de comunidades cavernícolas associados a depósitos de guanos de morcegos. Dissertação de mestrado – UFMG – Bel Horizonte – MG.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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