Robert Southey

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Robert Southey, Poeta britânico romântico

Robert Southey (Bristol, Inglaterra, 12 de agosto de 1774 - 21 de março de 1843) foi um historiador, escritor prosador e poeta britânico da escola do romantismo e "Poeta laureado".

Vida[editar | editar código-fonte]

Era filho de Thomas Southey e de Margaret Hill, um negociante abastado que tinha o estabelecimento na "Rua do Vinho". Robert trabalhou na loja do pai como entregador, com o falecimento do pai o negócio foi sucedido por seu tio que cuidou da sua educação. Na adolescência foi destinado para a carreira eclesiástica, teve lições com um ministro protestante e depois ingressou no Colégio Corstor.

Aos 13 anos foi matriculado na Westminster School de onde foi expulso por editar num períodico satírico contra os dirigentes da escola. Mais tarde ingressou na Universidade de Oxford.

Foi levado para Lisboa por seu tio materno Herbert Hill, pastor anglicano, onde teve a oportunidade de planejar uma História de Portugal. Em 1810 foi nomeado scretário no Erário da Irlanda, retirando-se deste emprego foi residir em Keswick. Tinha um biblioteca que somava 14.000 volumes.

Especializou-se em História de Portugal e do Brasil, provavelmente era possuidor da melhor coleção de livros espanhóis e documentos originais sobre Portugal e América do sul em toda a Inglaterra.

O centenário do seu falecimento foi objeto de comemoração no Brasil por diversas entidades culturais, principalmente pelos Institutos Históricos e Geográficos Brasileiro e de São Paulo.

A História do Brasil[editar | editar código-fonte]

De 1810 a 1819 lançou a "História do Brasil", em Londres, que foi a primeira publicação contendo a sua história geral e que abrange todo o período colonial até a chegada de D. João VI ao Brasil, em 1808.

Sobre esta obra diz Nelson Werneck Sodré: O que se deve ler para conhecer o Brasil): Um dos seus grandes méritos está em não se ter deixado fascinar pela tradição oficial, particularmente quanto à obra dos jesuítas, mantendo julgamento próprio, estabelecendo critérios de discriminação diversos daqueles habitualmente adotados. (Do prefácio da obra de Southey por Brasil Bandecchi)

Da sua obra disse o próprio Southey: Seria faltar à sinceridade que vos devo, esconder que minha obra, daqui a longos tempos, se encontrará entre as que não são destinadas a perecer; que me assegurará ser lembrado em outros países que não o meu; que será lida no coração da América do Sul e transmitirá aos brasileiros, quando eles se tiverem tornado uma nação poderosa, muito da sua história que de outra forma teria desaparecido ficando para eles o que é para a Europa a obra de Heródoto. (idem)

Em 1862 a sua História do Brasil foi editada pela primeira vez no Brasil pela Livraria Garnier, em 6 volumes com tradução de Luís Joaquim de Oliveira e Castro e anotada pelo Cônego Dr. Joaquim Caetano Fernandes Pinheiro.

Em 1965 foi impresso a terceira edição no Brasil pela Editora Obelisco Limitada em 6 volumes, dirigida por Brasil Bandecchi e com orientação gráfica de Pedro J. Fanelli.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Além da sua História do Brasil (1810), publicou muitas outras obras dentre elas destacam-se:

  • Vida de Horatio Nelson
  • Vida de Wesley
  • Joana d'Arc (1796)
  • Poesias (1797)
  • Cartas de Espanha e de Portugal (1797)
  • Palmerim de Inglaterra (1807)
  • Cartas de Espriello (1807)
  • Maldição de Keama (1811)
  • Poemas para os Soberanos Aliados (1814)
  • Rodrigo, o Último dos Godos (1814)
  • Sir Thomas More, Colóquios de Estado e da Sociedade (1832)
  • As Vidas dos Almirantes Britânicos (1839)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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