Salimbene

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Salimbene di Adam ou Salimbene de Parma foi um frei Franciscano e importante historiador que registrou a história da Itália e França no século XIII. Seu nome de batismo é Ognibene di Guido di Adamo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Salimbene nasceu em 9 de Outubro de 1221 e morreu circa 1290 em Parma na Itália, filho de Guido di Adam, rico morador de Parma que lutou nas cruzadas1 . Contrariando os desejos paternos, Salimbene filiou-se aos Franciscanos em 1238 no convento de Fano (na costa do mar Adriático, mas nunca ocupou cargo de relevância na ordem. Seu pai repetidas vezes tentou retirá-lo da ordem Franciscana à força 2 . Salimbene foi transferido entre muitos conventos, dentre os quais Pisa, Lion (1247), Paris, Ferrara (1249 a 1256), Cremona, Troyes, Florença, Ravena, Gênova (1249), Reggio e Montefalcone (mosteiro em San Polo d'Enza), onde provavelmente faleceu com cerca de 70 anos de idade.

Escritos[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que uma parcela significativa da obra de Salimbene se perdeu. O mais importante dos seus trabalhos que sobreviveu são crônicas organizadas por data (Chronicon), que documentam o período entre 1167 e 12873 4 . Essa obra foi iniciada em 1282, mas começa descrevendo a fundação de Alessandria no norte da Itália (Lissandria no dialeto Piemontês) um século antes. Salimbene trabalho na Cronica até sua morte. O manuscrito foi descoberto no século XVIII e transferido para a biblioteca do Vaticano, onde ainda se encontra5 6 .

Salimbene também escreveu "As Doze Calamidades do Emperador Frederico II" (XII scelera Friderici imperatoris). Essa obra é escrita no estilo Exempla, sob a perspectiva de um servo, registrando as falhas do emperador. Desenvolvendo um paralelo algo forçado entre as dez pragas descritas no livro do Êxodo e dez atitudes do emperador, Salimbene conclui com um dito popular entre os cruzados: "Ele (Frederico II) teria sido um excelente governante, se fosse cristão.7 "

Influência[editar | editar código-fonte]

A perambulação por várias cidades proporciou a Salimbene rico material para documentar vividamente o quotidiano político e eclesiástico de seu tempo. Seu trabalho documenta o ambiente político na poderosa ordem Franscicana. Em suas muitas viagens, Salimbene conheceu importantes figuras contemporâneas, tais como o imperador Frederico II do Sacro Império Romano, Luis IX da França e o papa Inocêncio IV. Salimbene foi seguidor das idéias apocalipticas de Joaquim de Fiore, e muitos dos seus escritos apresentam idéias de numerologia8 . Pela riqueza de detalhes e pela fidedignidade do material primário, Salimbene é importante fonte referncial sobre a hisória da Itália e França no período.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Salimbene Di Adam. (2009). In Encyclopædia Britannica. Acessado em 1 de agosto de 2009 em http://www.britannica.com/EBchecked/topic/519226/Salimbene-di-Adam
  2. Salimbene (1911). In Encyclopædia Britannica, edição de 1911. Acessado em 1 de agosto de 2009 em http://www.1911encyclopedia.org/Salimbene
  3. SCALIA, G.; Scrittori d'Italia, Bari 1966.
  4. BERNINI, F.; Scrittori d'Italia, 1942/
  5. A. BERTANI, A,; Parma, 1857.
  6. HOLDEREGGER, O.; Monumenta Germaniae historica. Scriptores, Band xxxii, Hanover, 1905.
  7. ABULAFIA, David; Frederick II: A Medieval Emperor, Oxford 1988.
  8. COULTON, G.C.; From St Francis to Dante: translations from the chronicle of the Franciscan Salimbene, Londres, 1907.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]