Salina

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Salinas em Lançarote

Uma salina é uma área de produção de sal marinho pela evaporação da água do mar ou de lagos de água salgada. O sal marinho formado na salina é uma rocha sedimentar química que tem origem na precipitação da água do mar, quando esta sofre evaporação.As salinas, embora sejam um habitat artificial elaborado pelo Homem há milhares de anos, constituem verdadeiros santuários de biodiversidade, permitindo um equilíbrio notável entre o aproveitamento econômico de um recurso e a conservação de valores naturais.

No Brasil, as principais salinas localizam-se no litoral norte do Rio Grande do Norte, notoriamente nas cidades de Galinhos, Macau e Areia Branca, onde existe o Porto-Ilha de Areia Branca, principal terminal para suprir a demanda de sal marinho no mercado interno brasileiro.[1] [2]

As salinas da lagoa de Araruama, localizadas a leste do estado do Rio de Janeiro, foram no início dos anos 40 e 50 as maiores produtoras de sal do país, perdendo apenas para as salinas do Rio Grande do Norte. Sua existência data do século XVI sendo exploradas, no início naturalmente. O sal se produzia naturalmente nas cavidades e reentrâncias da lagoa de Araruama. Em 1797 já haviam 9 salinas na região. Somente com a chegada dos europeus que a extração de sal passa a ter maior importãncia através das técnicas trazidas pelos portugueses de Figueira da Foz e Aveiro, e franceses, que se instalaram na Região dos Lagos, entre Cabo Frio e Saquarema. A primeira salina construída na região é a salina Perynas, em Cabo Frio, em 1823. Mais tarde as produção de sal prosperou e já haviam cerca de 120 salinas em 1930 entre Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Araruama. As áreas ocupadas eram de aproximadamente 19 milhões de metros quadrados com uma produção de 80 mil toneladas de sal.

Até chegar ao sal grosso, a produção passa por 4 etapas (fonte: Jornal Tribuna dos Municípios, pág. 5, 2001. Salineiras ressuscitam na Região dos Lagos): 1a.: a água fica num grande reservatório de onde é bombeada dos moinhos para os decantadores. Ali passa pela primeira fase de evaporação para sair do grau de salinidade de 5 para 15. 2a.: é desviada para os evaporadores que são tanques menos profundos. 3a.: quando a água atinge os graus de 17 a 19 de salinidade, surge o primeiro subproduto, o sulfato de cálcio que é vendido para a indústria de cimento para a transformação em gesso. 4a.: a água restante vai então, para os cristalizadores, que são os tanques bem rasos e retangulares, símbolo das salinas. É ali que os cristais de sal grosso começam a se formar, quando a água alcança o grau 25 de salinidade.

Referências

http://www.terrasdesal.com/salinas.php

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