Teoria de Oparin

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Teoria de Oparin foi desenvolvida na década de 1920 pelo biólogo russo Oparin e o escocês Jonh B. S. haldane.

Oparin propôs sua teoria em 1924, mas seu papel não chegou ao ocidente até os anos 1930; J. B. S. Haldane, um bioquímico, propôs, de forma independente, uma teoria semelhante, em 1929.[1] [2]

A teoria[editar | editar código-fonte]

Sua teoria tem um forte embasamento dinâmico: através de competição e seleção natural, determinadas formas de organização molecular tornaram-se dominantes e caracterizam as moléculas vivas de hoje. Segundo ele, não existe diferença fundamental entre os organismos vivos e matéria sem vida. Em princípio havia soluções simples de substâncias orgânicas, cujo comportamento era governado pelas propriedades de seus átomos e pelo arranjo destes átomos em uma estrutura molecular. Gradualmente, entretanto, como resultado do crescimento em complexidade, novas propriedades surgiram em conseqüência do arranjo espacial e relacionamento mútuo das moléculas. Portanto, a complexa combinação de propriedades que caracteriza a vida surgiu a partir do processo de evolução da matéria. Levando em conta a então recente descoberta de metano na atmosfera de Júpiter e outros planetas gigantes, Oparin postulou que a Terra primitiva também possuía uma atmosfera fortemente redutora, contendo metano, amônia, hidrogênio e água. Em sua opinião, esses foram os elementos essenciais para a evolução da vida. Nessa época a Terra estava passando por um processo de resfriamento, que permitiu o acúmulo de água nas depressões da sua crosta, formando os mares primitivos. As tempestades com raios eram freqüentes e ainda não havia na atmosfera o escudo de ozônio contra radiações. As descargas elétricas e as radiações que atingiam nosso planeta teriam fornecido energia para que algumas moléculas presentes na atmosfera se unissem, dando origem a moléculas maiores e mais complexas: as primeiras moléculas orgânicas. Estas eram arrastadas pelas águas das chuvas e passavam a se acumular nos mares primitivos, que eram quentes e rasos. O processo, repetindo-se ao longo de vários anos, teria transformado os mares primitivos em "sopas primitivas", ricas em matéria orgânica. Baseado no trabalho de Bungenberg de Jong em coacervados, certas moléculas orgânicas (especialmente as proteínas) podem espontaneamente formar agregados e camadas, quando estão na água. Oparin sugeriu que diferentes tipos de coacervados podem ter se formado nas "sopas primitivas" dos oceanos. Esses coacervados não eram seres vivos, mas sim uma primitiva organização das substâncias orgânicas, principalmente proteínas, em um sistema isolado. Apesar de isolados os coacervados podiam trocar substâncias com o meio externo, sendo que em seu interior houve possibilidade de ocorrerem inúmeras reações químicas. Subsequentemente, sujeitos ao processo de seleção natural, esses coacervados cresceram em complexidade, adquirindo por fim características de organismos vivos.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

As listas de quando Lysenko os estava denunciando a Stalin para que eles fossem presos ou mortos, sua teoria não foi aceita no Ocidente, com base na lógica de que, se Oparin é um cara mau, então sua teoria também é má.[3] Atualmente, um dos proponentes desta teoria é Doron Lancet, um químico do Weizmann Institute de Israel.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Oparin and Haldane [em linha]
  2. Haldane, J.B.S. 1954. The origin of life. New Biology. 16: 12
  3. a b Freeman Dyson, Gravity is Cool, or, Why our Universe is Hospitable to Life, Oppenheimer lecture, given at the University of California. Berkeley, California, March 9, 2000 [em linha]