Tetranitrato de pentaeritrina

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Tetranitrato de pentaeritrina
Alerta sobre risco à saúde
PETN.svg
Outros nomes PETN
Tetranitrato de eritritol
Identificadores
Número CAS 78-11-5
PubChem 6518
SMILES
Propriedades
Fórmula molecular C5H8N4O12
Massa molar 316.137 g/mol
Densidade 1.77 g/cm3 at 20 °C
Ponto de fusão

141.3 °C, 414 K, 286 °F

Explosive data
Sensibilidade ao choque Medium
Sensibilidade à fricção Medium
Velocidade de explosão 8400 m/s
Fator RE 1.66
Riscos associados
Temperatura
de auto-ignição
190 °C
Compostos relacionados
Nitratos de alquila relacionados Trinitroglicerina
Tetranitrato de eritritol
Pentanitrato de xilitol
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

O PETN, abreviado também como PENT (tetranitrato de pentaeritritol ou tetranitrato de eritrina, também conhecido como pentrita) é um dos mais poderosos altos explosivos conhecidos, com um fator de efetividade relativa (fator E.R.) de 1,66. É mais sensível ao choque ou à fricção que o TNT ou que o tetril. É utilizado principalmente como potenciador, pelo qual nunca é utilizado sozinho, nas cargas explosivas de munição de pequeno calibre, nas cargas superiores dos detonadores, em algumas minas terrestres e blindagens e como núcleo explosivo de cordão detonante. Junto com o RDX, forma o grupo dos explosivos mais usados atualmente e dos mais poderosos que se conhece (embora explosivos muito mais poderosos já tenham sido desenvolvidos, como é o caso do HMX, do MEDINA, do DINGU, entre outros). Na sua forma pura, é uma substância que lembra vagamente o TNT, ou seja, é um sólido amarelo pálido de cheiro irritante.

Também é utilizado como vasodilatador, similar a nitroglicerina. O medicamento Lentonitrato, para as enfermidades do coração, é fabricado com PENT puro.[1]

Sendo um explosivo extremamente seguro, tem grandes aplicações, tanto para fins militares quanto para civis (mineração, demolições especiais, etc), sendo usado na construção de cordéis detonantes, granadas, torpedos, bombas e outros aparelhos. Necessita de uma forte onda de choque primária (provida, por exemplo, por uma cápsula detonante de azida de chumbo) para assegurar sua detonação.

Sua síntese usual na industria compreende a nitração em condições controladas de um poliálcool chamado pentaeritritol, usando ácido nítrico (HNO3) de 95-100% de concentração e sem óxidos nitrosos livres, a precipitação em água e a purificação pela recristalização em solventes orgânicos (exemplo: acetona pura).

C(CH2OH)4 + 4 HNO3 ---> C(CH2ONO2)4 + 4 H2O

Além das aplicações acima citadas, o PETN vem se popularizando entre alguns grupos extremistas. Um caso recente foi o de um representante da Al-Qaeda, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir uma aeronave da Northwest Airlines que voava entre Amsterdã e Detroit, no atentado falhado contra o Voo Northwest Airlines 253 em 25 de dezembro de 2009. [2]

Propriedades[editar | editar código-fonte]

A velocidade de detonação do PETN, a uma densidade de 1,7 g/cm³ é de 8400 m/s.

Sua fórmula química é C(CH2ONO2)4. Sendo sua densidade cristalina teórica máxima 1,773 g/cm³. Se funde a 141 °C.

Contaminante do meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Como o PETN não se encontra livre na natureza, seu uso e produção pode contaminar o meio ambiente. É um produto biodegradável na urina ou fezes. Também existem informes sobre sua biodegradação por bactérias, que reduzem o PETN denitrificando-o em trinitratos e logo em dinitratos (French et al., 1996). O último dos produtos, o dinitrato de pentaeritritol, se degrada posteriormente a produtos não conhecidos.

Produção[editar | editar código-fonte]

A preparação do PETN envolve a nitração do pentaeritritol com uma mescla de ácido nítrico e ácido sulfúrico. O método preferido de nitrificação é o chamado método ICI, que usa somente ácido nítrico concentrado (98%+), já que a mistura de ácidos pode criar coprodutos sulfonados instáveis.

C(CH2OH)4 + 4HNO3 → C(CH2ONO2)4 + 4H2O

História[editar | editar código-fonte]

A pentrita foi sintetizada inicialmente em 1891 por Tollens e Wiegand mediante a nitrificação do pentaeritritol. Em 1912, depois de que o governo alemão o patenteara, começou a produção do PETN. Foi utilizado pelo exército alemão na Primeira guerra mundial.[3] Além do PETN é também um dos ingredientes do explosivo plástico chamado Semtex.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Russek H. I.. (1966). "The therapeutic role of coronary vasodilators: glyceryl trinitrate, isosorbide dinitrate, and pentaerythritol tetranitrate.". American Journal of Medical Science 252 (1): 9-20. PMID 4957459.
  2. http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u671677.shtml
  3. Stettbacher, Alfred. Die Schiess- und Sprengstoffe. [S.l.]: Barth, 1933. 459 pp.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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