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Último comentário: 8 de julho de 2012 de Riquepqd no tópico Consequências
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Descendentes de holandeses no nordeste do Brasil[editar código-fonte]

Prezado usuário Elsonjunior0110, vejo que tem alguma opinião sobre este assunto, conforme comentário sobre a Daiane dos Santos que você fez na página de discussão do DutchDevil,estou tentando incluir o texto abaixo nos artigos "Invasões Holandesas ao Brasil", "imigração neerlandesa ao Brasil", "Imigração no Brasil" e "Brasileiros brancos", nos últimos dois artigos precisa de uma diminuição, mas em resumo o texto está abaixo e os usuários Xuxo e Fulviusbsas revertem sumariamente, parece que tem aversão em admitir a possibilidade de algum nordestino ter uma ascendência branca diferente da portuguesa. Segue o texto que estou tentando incluir, desde já agradeço se puder ajudar com sua opiniões nas páginas de discussão destes artigos ou me ajudando a reverter quando eles apagarem o texto, desde já agradeço a ajuda se for possivel:


Consequências[editar código-fonte]

Quadro retratando a reconquista de Salvador pelas luso-brasileiras (1635).

Em consequência das invasões à Região Nordeste do Brasil, o capital neerlandês passou a dominar todas as etapas da produção de açúcar, do plantio da cana-de-açúcar ao refino e distribuição. Com o controle do mercado fornecedor de escravos africanos, passou a investir na região das Antilhas. O açúcar produzido nessa região tinha um menor custo de produção devido, entre outros, à isenção de impostos sobre a mão-de-obra (tributada pela Coroa Portuguesa) e ao menor custo de transporte. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não conseguiu concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil (e a de Portugal) numa crise que atravessaria a segunda metade do século XVII até a descoberta de ouro nas Minas Gerais.

Sete anos após a capitulação do Campo do Taborda (1654), Portugal cedeu aos Países Baixos o Ceilão (atual Sri Lanka) e as ilhas Molucas, a título de compensação, além de pagar quantia indenizatória.

Herança genética e cultural[editar código-fonte]

A herança das invasões holandesas no Brasil vai além da influência na economia. A ausência de mulheres holandesas estimulou a união e mesmo o casamento de oficiais militares e colonos holandeses com filhas de abastados senhores de engenho luso-brasileiros, e mais informalmente, dos praças militares holandeses com índias, negras, caboclas, mulatas e brancas locais, segundo o historiador Eduardo Fonseca, estas uniões teriam gerado na atualidade, cerca de um milhão de brasileiros nordestinos com ascendência dos cerca de oitenta mil holandeses que no nordeste estiveram durante este período,[1] e que esta origem teria inclusive influenciado parte da cultura nordestina, acredita-se que em suas manifestações culturais, o violino holandês teria sido incorporado, lá sendo chamado de rabeca.[2]

Destaca-se que uma estratégia de sobrevivência dos holandeses também influenciou a ser muito sutil a presença de descendentes de holandeses nas capitais nordestinas, com a vitória luso-brasileira, a maior parte das tropas e colonos holandeses fugiu de volta à Holanda, mas um grande contingente de holandeses não pôde ou não quis retornar a Europa, principalmente comerciantes e numerosos soldados desertores do Exército Holandês,[3] a maioria destes já estava há mais de vinte anos no Brasil, totalmente adaptados, falavam português, uniram-se com brasileiras e tinham filhos nascidos no Brasil, e seus negócios eram no Brasil. Com isso, muitos holandeses e suas famílias fugiram para o interior, principalmente para cidades litorâneas,[4] do interior do chamado nordeste setentrional, onde ocultavam ou "aportuguesavam" seus nomes de origem holandesa, para fugir das tropas luso-brasileiras e também da Inquisição católica, que também os perseguia por serem em maioria calvinistas ou judeus.[5]

Genética[editar código-fonte]

Sertão Nordestino: Respectivamente crianças com traços germânico, mulato, caboclo e latino.

Uma pesquisa genética chamada Retrato Molecular do Brasil, realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais, ratifica percentualmente o número apresentado pelo historiador Eduardo Fonseca, de possíveis um milhão de nordestinos brancos descendentes dos invasores holandeses, baseada em análises do cromossomo Y, a pesquisa identificou que entre os nordestinos brancos há um percentual de 19% que possuem o cromossomo Y do haplogrupo 2, um percentual 6% superior ao encontrado em Portugal, país colonizador do Brasil.[6]

Analisando a maior incidência destes genes do haplogrupo 2 no sul e nordeste do Brasil, a pequisa aponta que tal fato é devido a imigração alemã em massa para o sul do Brasil durante os séculos XIX e XX, e devido à invasão holandesa ao nordeste do Brasil durante o século XVII,[7] pois se os genes deste haplogrupo não fossem mais comuns na Alemanha e Holanda do que em Portugal, não seria possível que o percentual destes genes fossem mais comuns entre os brasileiros sulistas e nordestinos brancos.

Fazendo uma analise matemática, sabemos através de pesquisas do IBGE que dos 53.081.510 nordestinos, 28,8% ou algo em torno de 15.287.474 se declaram brancos,[8] podemos dizer que dos 19% destes nordestinos brancos portadores dos genes do haplogrupo 2, em torno de 13% ou algo próximo de 1.987.371 herdaram estes genes de ancestrais portugueses, devido a este ser o mesmo percentual encontrado em Portugal,[9] e o excesso em relação a Portugal de 6% de nordestinos brancos portadores deste gene, representa algo em torno de 917.248 pessoas, destes podemos dizer que os genes do haplogrupo 2 foram herdados de ancestrais holandeses.

Com esses números também podemos dizer que dos cerca de 53.000.000 nordestinos, em torno de 1.000.000 ou algo próximo de 2% é descendente de holandeses, desmistificando um mito recorrente no nordeste do Brasil de que a maioria dos nordestinos brancos é descendente de holandeses, porém, não deixa de ser um número considerável de descendentes.

Região de maior influência[editar código-fonte]

Ainda analisando os fatos históricos da invasão holandesa e os dados do IBGE, podemos ter uma ideia de onde se concentra a maioria destes nordestinos descendentes de holandeses, os cinco Estados nordestinos com maior percentual de população branca, são respectivamente Rio Grande do Norte (41,15% da população)[10], Paraíba (39,8%),[11] Pernambuco (37,9%),[12]Alagoas (36%) e Ceará (33,7%),[13] e todos territorialmente se concentram sobretudo na maior parte da área da antiga Capitania de Pernambuco, palco da invasão e principal área de atuação dos holandeses, destes cinco Estados, quatro formam o chamado nordeste setentrional, onde se diz comumente estarem a maior parte dos nordestinos descendentes de holandeses.[14]

A média percentual de população branca nestes cinco Estados é de 37,7% da população, 8,9% mais alta que a média de população branca de todo o nordeste, que é de 28,8%.[15] Se analisarmos o percentual de população branca dos demais Estados nordestinos, temos uma média de 24,8%, média 12,9% menor que a média destes cinco Estados.

Esta considerável diferença étnica dentro de uma mesma região brasileira, pode ser explicada devido a diferentes costumes entre o modo português e o holandês e de demais populações germânicas ao colonizar. Os portugueses são conhecidos pelo costume de se miscigenar as populações nativas e aos escravos em todas as suas ex colônias,[16][17] o que diminuiu a quantidade de população branca e aumenta a de população parda nestes territórios. Já os holandeses, como podemos ver na História de suas ex colônias, não tinham o costume de se miscigenar a população nativa ou aos escravos, por exemplo na África do Sul, a segregação racial era fortemente incentivada por colonos de origem holandesa e outros germânicos,[18][19][20] e o resultado é uma população de apenas 8,8% de mestiços de brancos com negros e pardos, chamados na África do Sul de colorados, uma média muito inferior aos 43,1% de pardos do Brasil, colonizado por Portugal. As mesmas características de colonização se encontram nas demais ex colônias holandesas e portuguesas.--Riquepqd (discussão) 13h59min de 8 de julho de 2012 (UTC)Responder

  1. [holandesa.http://www.brasileirosnaholanda.com/novo/coluna.php?codColuna=214]
  2. [holandesa.http://www.brasileirosnaholanda.com/novo/coluna.php?codColuna=214]
  3. [1]
  4. [2]
  5. [3]
  6. [4]
  7. [5]
  8. [6]
  9. [7]
  10. «Tabela 3145 - População residente por sexo, situação do domicílio e cor ou raça - Resultados Preliminares do Universo». IBGE. 2010. Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  11. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE Estados - Paraíba
  12. IBGE. «Populaחדo e Domicםlios - Pesquisa IBGE 2008 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaraחדo).» (PDF) 
  13. [8]
  14. [9]
  15. [10]
  16. [11]
  17. [12]
  18. Bond, Patrick (1999). Cities of gold, townships of coal: essays on South Africa's new urban crisis. [S.l.]: Africa World Press. 140 páginas. ISBN 9780865436114 
  19. Cape of Good Hope (South Africa). Parliament. House. (1906). «Report of the Select Committee on Location Act». Cape Times Limited. Consultado em 30 de julho de 2009 
  20. «Report of the Inter-departmental committee on the native pass laws». Cape Times Limited, government printers. 1920. 2 páginas  |coautores= requer |autor= (ajuda)