Adelmo Genro Filho

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Adelmo Genro Filho
Nascimento 25 de dezembro de 1951
São Borja, RS
Morte 11 de fevereiro de 1988 (36 anos)
Florianópolis, SC
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Jornalista, teórico e político

Adelmo Genro Filho (São Borja, 25 de dezembro de 1951Florianópolis, 11 de fevereiro de 1988) foi um jornalista, teórico e político brasileiro. É autor do livro O Segredo da Pirâmide: Para uma teoria marxista do jornalismo, uma das principais referências sobre a teoria do jornalismo. O Centro Acadêmico do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - onde Adelmo Filho lecionou - é batizado em sua homenagem [1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Adelmo Genro filho nasceu em 25 de dezembro de 1951, na cidade de São Borja, interior do Rio Grande do Sul. Em 1953, mudou-se com a família para a cidade de Santa Maria, também no interior do estado, onde viria a residir até 1982.

A partir da adolescência, Adelmo passou a exercer intensa atividade política, tanto como líder estudantil quanto membro de organizações clandestinas de resistência à ditadura militar. Formou-se em 1975 pela Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Como jornalista, atuou no jornal A Razão, de Santa Maria; no Semanário de Informação Política, de Ijuí e no Jornal Informação, de Porto Alegre.

Em 1976 foi eleito vereador de Santa Maria, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), exercendo mandato até 1982. Naquele ano, foi candidato a deputado estadual pelo PMDB, não conseguindo se eleger. Em seguida, quando transferiu-se para Florianópolis e ingressou, através de concurso público, como professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na UFSC cursou o mestrado em Ciências Sociais, concluído em 1986, apresentando como dissertação um trabalho que resultou na publicação do livro O segredo da pirâmide, uma das principais referências sobre teoria do jornalismo na América Latina.

Em 1987 licenciou-se da UFSC e, transferindo-se para Porto Alegre, foi um dos fundadores do Centro de Estudos de Filosofia e Política (CeFiP), vivendo um período de intensa produção. Em 1988, Adelmo continuaria licenciado da UFSC para desenvolver pesquisas e atividades no CeFiP. Em fevereiro de 1988, entretanto, veio a falecer tragicamente, em Florianópolis, no Hospital da UFSC, em decorrência de uma virose que, em poucos dias o levou à morte.

Vida familiar[editar | editar código-fonte]

Adelmo foi casado com Letícia Pasqualini, com quem teve duas filhas, Júlia e Bruna. Posteriormente casou-se com Márcia Soares, com quem viveu até falecer. Era irmão de Tarso Genro.

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Adelmo militou no MDB, depois no PMDB e, posteriormente, no Partido dos Trabalhadores (PT), junto com o irmão Tarso. Na clandestinidade, atuou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e, posteriormente, no Partido Revolucionário Comunista (PRC), dissidência do PCdoB que ingressaria no PT em 1985.

Obras[editar | editar código-fonte]

Adelmo publicou sete livros, sendo três em conjunto com outros autores.

  • 1980: Hora do povo - uma vertente para o fascismo (com Marcos Rolim e Sérgio Weigert)
  • 1985: Lênin/coração e mente (com Tarso Genro)
  • 1986: Marxismo, filosofia profana
  • 1987: Fazendo o amanhã - partido de vanguarda, política revolucionária e crítica da economia
  • 1987: Contra o socialismo legalista
  • 1987: O segredo da pirâmide - para uma teoria marxista do jornalismo
  • 1988: Filosofia e práxis revolucionária - Karl Marx, Friedrich Engel, Ernest Bloch e Karl Korsch

Referências

  1. Centro Acadêmico Livre de Jornalismo Adelmo Genro Filho "CALJ leva o nome de Adelmo Genro Filho" Arquivado em 24 de junho de 2016, no Wayback Machine.. CALJ-UFSC, 02/05/2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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