Aeromot

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A Aeromot Aeronaves e Motores é um grupo empresarial brasileiro dedicado à área de aeronáutica e sediado em Porto Alegre, RS. Fundado em 1967, dedica-se à venda e manutenção de aeronaves e motores, à venda de peças de reposição e à prestação de serviços no segmento aeronáutico, como cursos e sistemas de imageamento aéreo. Foi responsável por todo o sistema aeronáutico da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016.  [1]

Grupo-aeromot.jpg
Sociedade Limitada
Atividade Aeronáutica e Defesa
Fundação 13 de maio de 1967 (52 anos)
Sede Porto Alegre, RS
 Brasil
Produtos Aviões, serviços e material de defesa

A Aeromot, sediada no aeroporto Salgado Filho, na capital do Rio Grande do Sul, foi fundada em julho de 1967[2]

Inicialmente destinada a prestar serviços de manutenção de aeronaves, a empresa passou mais tarde a também fabricar componentes das mesmas (como poltronas, peças de motor, etc.) e a produzir pequenos aviões de treinamento.[2] Fez o projeto de assentos do Embraer EMB-110 Bandeirante, o primeiro avião da Embraer. [3]

A empresa Aeoromot Aeronaves e Motores se difere da antiga Aeoromot Indústria, que fabricava aviões. Desde 2007, a Aeoromot Aeronaves e Motores passou a ser controlada em sua totalidade por um novo grupo do ramo da aviação, separando-se totalmente da empresa Aeromot Indústria. Apesar da semelhança do seu nome fantasia, as empresas são totalmente distintas.

  • Aeromot Aeronaves e Motores - responsável pela inspeção e manutenção aviônicos.
  • Aeromot Indústria - responsável pela fabricação de aviões e componentes.

Segue um pouco da história da antiga Aeromot Industria:

No final da década de 1980, produziu sua primeira aeronave, o AMT-100 Ximango, depois de um processo de transferência de tecnologia,[4] a partir do RF-10 criado nos anos 80 pela empresa francesa Aerostructure, da qual a Aeromot comprou os direitos de produzir no Brasil.[5] No auge do mercado, no final da mesma década, o faturamento atingiu US$ 18 milhões.[3]

Também desenvolveu e produziu para a Marinha do Brasil, de 1986 a 1990, uma aeronave destinado a exercícios de tiro antiaéreo denominado K1AM, porém devido ao elevado custo operacional dos sistemas KD2R-5/K1AM, o programa não teve continuidade na Marinha do Brasil que optou por sistemas mais leves e mais baratos.[6]

Entre 1997 e 2001 a empresa projetou, desenvolveu e certificou, conforme especificação do DAC, um avião de treinamento primário, biplace, denominado AMT-600 Guri, destinado a substituir os Paulistinhas e Aero Boero existentes nos aeroclubes brasileiros.[6]

Entre 1999 e 2005 a Aeromot criou variantes do Ximango: AMT-200 Super Ximango e AMT-300 Turbo Ximango Shark.[6]

Em 2001 vendeu 14 aeronaves para serem usados no treinamento inicial dos pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 2,5 milhões, desbancando a Diamond.[3]

Em 2003 foram iniciadas negociações para a transferência de tecnologia do planador motorizado, com a intenção é produzir inicialmente 150 aeronaves, das quais 50 já em fins de 2004 e 100 cinco anos depois.[5] Os planos atrasaram e a joint venture com a estatal chinesa Guizhou Aviation Industries Corporation deveria ter iniciado as operações em 2009. [7] Porém os planos naufragaram mais tarde.

A partir de meados da década de 2000 a empresa entrou em crise, inicialmente por causa da oscilação cambial, principalmente entre 2005 e 2006, que reduziu ganhos com exportações; depois por causa da baixa demanda da área pública e finalmente com a crise financeira desde 2008, que estancou compras de clientes, principalmente de aeroclubes dos Estados Unidos.[8] Em 2009, nenhum avião saiu das oficinas da Aeromot.

Outro fator importante foram os problemas enfrentados depois da vitória em uma licitação de 2006 que garantiria a produção de dez aeronaves para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no valor de R$ 4,8 milhões. [7] Tumultuado por um recurso administrativo contra o resultado da disputa, que previa também a aquisição de helicópteros, o processo não foi concluído, desestruturou a programação industrial e financeira da empresa, quase custando a falência e obrigando-a a vender as operações de manutenção de aviões e motores para fazer caixa. [7]

Presentemente a empresa encontra-se habilitada a inspecionar rotineiramente e fazer a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em aeronaves da Raytheon, Piper Aircraft, Cessna, Embraer, Neiva, Robinson, Beechcraft, Lake e Aerocomander.[9]

Em 20 anos de fabricação de aviões, a Aeromot soma 178 Ximangos (vendidos a 16 países) e 22 Guris.

Aeronaves[editar | editar código-fonte]

A empresa produz uma série de pequenas aeronaves, destinadas ao treinamento de pilotos, da classe de motoplanadores, que são:

Referências

  1. [1] Arquivado em 24 de novembro de 2017, no Wayback Machine., datada de 2017 (acessada em novembro de 2017)
  2. a b Matéria institucional Arquivado em 15 de fevereiro de 2009, no Wayback Machine., datada de 2003 (acessada em novembro de 2008).
  3. a b c Aeromoto em Céu Americano, IstoÉ Dinheiro, Edição 268 | 16.OUT.02 - 10:00 | Atualizado em 08.03 - 14:49.
  4. «Apresentação da Aeromot para a ANAC.» (PDF). Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 16 de julho de 2015 
  5. a b Aeromot tenta produzir motoplanador Ximango na China, Estadão, Terça-feira, 28 de Janeiro de 2003, 15:43.
  6. a b c «Apresentação da Aeromot para a ANAC.» (PDF). Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 16 de julho de 2015 
  7. a b c «Grupo gaúcho Aeromot vende unidade de manutenção para fazer caixa, Forum Contato Radar, fonte: Valor Econômico 29 de agosto de 2008 - 09:43:17.». Consultado em 29 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 22 de março de 2016 
  8. Aeromot depende do governo para sobreviver, Revista Portuária, 16 de dezembro de 2009.
  9. Segundo informe institucional no site oficial Arquivado em 24 de outubro de 2008, no Wayback Machine. (acessado em novembro de 2008)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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