Amy Goodman

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Amy Goodman
Nascimento 13 de abril de 1957
Washington
Cidadania Estados Unidos
Alma mater Radcliffe College, Universidade Harvard, Bay Shore High School
Ocupação colunista, radio producer, investigative reporter, escritor, Produtor de televisão, apresentador de televisão, jornalista
Prêmios Orwell Award, Prémio Nobel Alternativo, George Polk Award, Gandhi Peace Award, EFF Pioneer Award, Thomas Merton Award, I. F. Stone Hall of Fame
Página oficial
http://www.democracynow.org/

Amy Goodman (Washington, D.C., 13 de abril de 1957) é uma jornalista americana, repórter investigativa e escritora. Goodman é a âncora do programa de notícias independente e sem fins lucrativos Democracy Now!, transmitido diariamente pelo rádio, pela televisão e pela Internet.

Em 2008, ela recebeu o Right Livelihood Award, conhecido como "prêmio Nobel alternativo". [1]

Carreira no jornalismo investigativo[editar | editar código-fonte]

Goodman fala ao público do Power to the Peaceful Festival (San Francisco, 2004).

Em 1991, cobrindo o movimento de independência do Timor-Leste, Goodman e se colega jornalista Allan Nairn relataram ter sido espancados por soldados indonésios depois de testemunhar um massacre de manifestantes timorenses, durante o episódio conhecido como o Massacre de Santa Cruz.[2]

Em 1998, Goodman e o jornalista Jeremy Scahill documentaram o papel da Chevron Corporation num confronto entre o exército nigeriano e aldeões que haviam ocupado uma plataforma de petróleo e outras instalações pertencentes à empresa petroleira, em protesto contra as atividades da empresa. Dois aldeões foram baleados e morreram durante o episódio.[3] Em 28 de maio de 1998, a Chevron forneceu a tropas da Marinha da Nigéria e da MOPOL (o braço paramilitar da polícia nigeriana) transporte por helicóptero até a plataforma de Parabe, que havia sido ocupada pelos aldeões. Estes acusavam a companhia de contaminar suas terras. Logo depois do desembarque, os militares nigerianos atiraram contra a população e mataram dois dos manifestantes - Jola Ogungbeje e Aroleka Irowaninu -, além de ferir outras 11 pessoas. O porta-voz da Chevron, Sola Omole, reconheceu que a companhia havia transportado as tropas e que o usos de tropas havia sido pedidosolicitado pela própria administração da Chevron. O documentário Drilling and Killing: Chevron and Nigeria's Oil Dictatorship,[4] sobre o episódio, ganhou o Prêmio George Polk em 1998.

Michael Delli Carpini, diretor da Annenberg School for Communication, da Universidade da Pensilvânia, declarou: "Ela não é uma editorialista. Ela se prende aos fatos... Apresenta pontos de vista que fazem você pensar e consegue isso quando diz: "Quem não ouvimos, na mídia tradicional?"[5]

Referências

  1. Amy Goodman no site do Right Livelihood Award
  2. "Massacre: The Story of East Timor", Democracy Now!, November 12, 1997. Retrieved September 17, 2009.
  3. "Drilling and Killing: As President Bush Meets with the CEO of Chevron Texaco in Nigeria, a Look at Chevron’s Role in the Killing of Two Nigerian Villagers". Democracy Now!, 11 de julho de 2003.
  4. Vídeo do documentário e transcrição do texto.
  5. Tanya Barrientos, "She's taking the watchdog to task", Philadelphia Inquirer, 13 de maio de 2004.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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