Anarkia Boladona

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Anarkia Boladona
Anarkia Boladona grafitando.
Nascimento 1981
Rio de Janeiro

Panmela Castro (Anarkia Boladona) é uma grafiteira brasileira nascida e criada no subúrbio do Rio de Janeiro. Formada[1] em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em processos artísticos contemporâneos pelo Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mas sua arte tem influência, da pichação, nicho underground habitualmente dominado por homens.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Artista de rua ativista nascida em 1981 no Rio de Janeiro como Panmela Castro. Seu trabalho de arte aborda de uma forma autobiográfica as relações estabelecidas a vivencia na rua, questões sobre o corpo feminino[2] em diálogo com a paisagem urbana, e outras relacionadas à alteridade [3]como crítica cultural feminista.[4]

Obra Artística[editar | editar código-fonte]

Pensando em provocar e polemizar através do processo artístico de convivência com a rua as verdades instituídas por nossa sociedade patriarcal, em especial em relação ao corpo feminino, à sexualidade, à subjetividade, analisando as relações de poder. Retirando a possibilidade restrita da concepção da produção de obras e colocando a arte como o próprio estilo de vida. Assim sua vivencia pessoal, as suas intimidades, as atitudes, as escolhas por caminhos não convencionais e o seu diálogo com a rua seriam o processo mais importante: A obra em si. Possuí um trabalho efêmero, pois coisas fixas e pertinentes não são suficientes para a sua ansiedade e não correspondem as necessidades de entendimento do mundo em que viva.

Panmela Castro conquistou reconhecimento internacional[5] por meio de seus grafites mas também desenvolve trabalhos em outras mídias como video e fotografia e na Exposição Eva[6] inaugurada em sete de julho de 2015 criou sua primeira performance pública chamada Ruptura[7].

Trabalho Social[editar | editar código-fonte]

Panmela criou em 2008 o "Grafiteiras Pela Lei Maria da Penha",[8] um projeto que usa o graffiti e cultura urbana para combater a violência contra as mulheres. Através deste projeto, realiza junto com outras grafiteiras uma campanha para educar as mulheres desfavorecidas sobre a recentemente aprovada Lei Maria da Penha, uma importante nova lei sobre a violência doméstica da constituição brasileira. Para promover os direitos das mulheres, Anarkia aventurou-se em favelas do Rio de Janeiro dialogando com mulheres e meninas que agora estão informadas dos seus direitos, e produzindo murais com mensagens sobre os direitos das mulheres e a lei.[9] Junto com o grupo que se formou durante o projeto, Anarkia fundou a Nami rede feminista de artistas urbanas [10] que pensa e discute a situação da mulher na sociedade, realiza projetos sociais e usa a arte como um instrumento de transformação cultural. Suas integrantes acreditam que podem tornar o mundo um lugar melhor, usando grafite para uma mudança social positiva.

Em 2015 com apoio da Fundação Ford desenvolveu o programa #AfroGrafiteiras[11] que formou um grupo de 30 artistas nas temáticas da arte urbana, comunicação, raça e gênero.

Ações e Prêmios[editar | editar código-fonte]

Além de estudar na prestigiada Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ), Anarkia conquistou lugar como uma das figuras mais importantes do graffiti Brasileiro[12] através de sua arte com consciência social. Hoje, Anarkia promove sua missão em diferentes lugares do mundo compartilhando sua visão através de palestras, exposições e workshops hospedado por festivais, fóruns e conferências como das Organização das Nações Unidas, da Organização dos Estados Americanos,da Fundação Rosa Luxemburgo, La Família Ayara, Festival Manifesto, FASE e Caramundo. Além de produzir murais e expor em diversos países, Anarkia recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos, incluindo o Prêmio Hutúz, como grafiteiro da década em 2009 e o Vital Voices Global Leadership Awards[13] na categoria de direitos humanos, entrando assim para o grupo de seletas homenageadas como a Presidente do Chile Michelle Bachelet, a pioneira antitrafico de mulheres Somaly Mam, a premio Nobel Laureate Muhammad Yunus, e a secretária dos Estados Unidos Hillary Clinton. Em 2012 foi homenageada pela Diller Von Furstenberg Family foundation com o DVF Awards[14] da famosa estilista Diane von Fürstenberg junto de outras mulheres como Oprah Winfrey e entrou para lista da revista Newsweek [15] como uma das 150 mulheres que estão "Bombando" no mundo.

Em 2015 foi homenageada com o prêmio Mulher Melhor e o Prêmio Toda Extra[16].

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Panmela continua ativa intervindo em toda a cidade e através de participação em manifestações públicas, seminários e projetos sociais.[17] O seu trabalho político social é a grande inspiração para seu trabalho artístico que matem como tema principal a questão das mulheres e o feminismo.

Referências

  1. «Grafiteira Panmela Castro inaugura exposição no Centro | VEJA Rio». Consultado em 10 de agosto de 2015 
  2. «Panmela Castro - Anarkia Andarilha :: Exposições :: Guia Rio Show :: O Globo». rioshow.oglobo.globo.com. Consultado em 10 de agosto de 2015 
  3. «galeriascenarium». galeriascenarium. Consultado em 10 de agosto de 2015 
  4. Como na obra para a Bienal Internaciona de Graffiti Fine Art: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/por-anna-rachel-ferreira-593506.shtml
  5. Citação vazia (ajuda) 
  6. «Por que a exposição Eva, de Panmela Castro, é totalmente transgressora?». Consultado em 10 de agosto de 2015 
  7. «Panmela Castro expõe suas obras em grafites sobre o mito de Eva». Consultado em 10 de agosto de 2015 
  8. Pela ONG ComCausa: http://www.comcausa.org.br/noticias/grafiteiras_promotoras.htm
  9. De acordo com a Vital Voices: http://vitalvoices.org/vital-voice/panmela-castro-anarkia-brazil
  10. Verificado no site da organização: http://www.redenami.com
  11. «#AfroGrafiteiras - o programa de formação em arte urbana - MISTURA URBANA». Consultado em 10 de agosto de 2015 
  12. E internacional: http://www.canned-goods.co.uk/graffiti-interviews/egr/100/
  13. Criado durante o período em que Hillary Clinton era primeira Dama: http://vitalvoices.org/awards2010
  14. De acordo com o site do prêmio: http://www.dvf.com/inside/Article/inside-dvf-acticles/dvf-awards-3
  15. Site da Publicação: http://www.thedailybeast.com/newsweek/2011/03/06/150-women-who-shake-the-world.html
  16. «Prêmio Toda Extra: Grafiteira faz arte para se expressar contra agressão a mulheres». Consultado em 10 de agosto de 2015 
  17. Como o encontrão dos Enrraizados: http://oitavoencontrao.wordpress.com/graffiti/jurados-graffiti/graffiti-panmela-castro/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Anarkia Boladona