Augusto Meira
Augusto Meira | |
|---|---|
| Deputado Estadual pelo Pará | |
| Período | 1912 a 1930 |
| Senador pelo Pará | |
| Período | 1947 a 1951 |
| Deputado Federal pelo Pará | |
| Período | 14 de março de 1951 a 1957 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 11 de dezembro de 1873 Ceará-Mirim (RN) |
| Morte | 21 de março de 1964 (90 anos) Belém (PA) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Maria Generosa Ribeiro Dantas Pai: Olymtho José Meira |
| Alma mater | Faculdade de Direito do Recife da Universidade Federal de Pernambuco |
| Cônjuge | Anésia Pinto Guimarães de Bastos |
| Filhos(as) | Silvio Bastos Augusto Meira |
| Profissão | Jurista, político, poeta e professor |
José Augusto Meira Dantas (Ceará-Mirim, 11 de dezembro de 1873 — Belém, 21 de março de 1964) foi um escritor e político brasileiro.[1]
Biografia
[editar | editar código]Nasceu à margem do rio Ceará-Mirim, no Engenho Diamante, propriedade de canaviais e que há mais de duzentos anos pertencia à sua família. Descendia de duas grandes famílias rurais nordestinas: os Meira de Vasconcelos, da Paraíba, pelo lado paterno; e os Ribeiro Dantas, do Rio Grande do Norte, pelo lado materno. Seu pai, Olinto José Meira de Vasconcelos formara-se na Faculdade de Direito de Olinda, em 1851, sendo logo nomeado promotor público do município de Sousa, no alto sertão da Paraíba. Ali contraiu matrimônio na família Correia de Sá, indo residir na propriedade Acuã[2].
Do primeiro matrimônio de Olinto José Meira nasceu Francisco de Sales Meira e Sá, juiz, desembargador, senador federal pelo Rio Grande do Norte. Exerceu a promotoria pública na cidade da Paraíba, antiga capital do Estado. Perdendo a esposa, transferiu-se para o Rio Grande do Norte, onde ocupou a chefia de polícia do Pará e o Governo dessa mesma província, no ano de 1861, e a presidência do Rio Grande do Norte nos anos de 1863 a 1866. Os Meiras de Vasconcelos da Paraíba exerceram forte influência em seu estado e em todo o Norte.
Augusto Meira acompanhara todas as mudanças, todas as transformações políticas, sociais, filosóficas e morais de sua época. Sua palavra ainda se fazia ler e ouvir através dos jornais ou das tribunas. Os estudos primários e secundários, Augusto Meira os realizou com seu próprio pai. Realizou o curso jurídico na Faculdade de Direito de Recife, diplomando-se em 1899.
Exerceu o cargo de delegado de polícia no Rio de Janeiro. Foi promotor público na cidade de Santarém, no estado do Pará. Foi professor de Direito Criminal e, também, jornalista[3].
Foi Deputado Estadual de 1912 a 1930, Senador de 1947 a 1951 e Deputado Federal de 1951 a 1957, todos os mandatos pelo estado do Pará[3].
Foi o escritor da letra do atual hino do Rio Grande do Norte, oficializado em 1957.[4]
Obras
[editar | editar código]- Eis o livro : estudos de philosophia, religião e história (1902)[3]
- Pirina (1908)[3]
- Direito e arbítrio : impostos intra-estadoaes (1913) [3]
- Os casos dos habeas-corpus e a autonomia municipal (1918)[3]
- Brasileis : epopéia nacional brasileira (1941)[3]
- Violação e restauração da lei : extinção de mandatos, imperativo constitucional (1947)[3]
- Encontros do caminho (1948)[3]
- No centenário de Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Amaro Cavalcanti e Meira de Vasconcellos (1950)[3]
- Discursos : o porto de Santarém, exploração de petróleo, acordo militar, omnibus nigra umbra (1953)[3]
- Na selva selvagem ; orando e vigiando (1958)[3]
- Tirania dos erros : questões constitucionais (1960)[3]
- Direito criminal : delinquência e responsabilidade ; determinismo creador ; libertas superest (1963)[3]
Referências
- ↑ «Augusto Meira». VIAF (em inglês). Consultado em 17 de dezembro de 2019
- ↑ «Augusto Meira, 1873 - 1964». obrasraras.fcp.pa.gov.br (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 «Perfis parlamentares: Augusto Meira». senado.leg.br (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2026
- ↑ ASSECOM/RN (8 de agosto de 2019). «Dados Gerais do RN». Portal do Governo do RN. Consultado em 24 de maio de 2021