Aílton Brandão Joly

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Aílton Brandão Joly
Nascimento 15 de novembro de 1924
Itatiba
Morte 29 de agosto de 1975 (50 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação botânico
Empregador Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas

Aylthon Brandão Joly (Itatiba, 15 de novembro de 1924São Paulo, 29 de agosto de 1975) foi um botânico brasileiro.[1]

Foi pai do também cientista Carlos Alfredo Joly.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fez o curso secundário no Ginásio do Estado, em Santos. Ingressou no curso de História Natural da Faculdade Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em 1943, bacharelando-se em 1945. Ingressou no Departamento de Botânica, como auxiliar técnico, em 1944. Em 1946, iniciou sua carreira docente, doutorando-se em Ciências em 1950.

Em 1957, prestou concurso para livre docente; em 1962, para professor associado (adjunto); e em 1973, para professor titular, já no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Foi bolsista do The Rockefeller Foundation e "Fellow" da Guggenheim Memorial Foundation, tendo ainda recebido inúmeros auxílios do Conselho Nacional de Pesquisas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e da UNESCO (Paris).

Recebeu o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria melhor livro de ciências naturais, em 1967, por Botânica – Introdução e Sistemática.[3]

Publicou vários livros, tendo produzido quase uma centena de trabalhos especializados. Ministrou cursos de sua especialidade na Argentina (1962) e nos Estados Unidos (1971).

Deu cursos em inúmeras universidades brasileiras. Orientou o doutoramento e o mestrado de vinte discípulos, tendo formado inúmeros estagiários brasileiros e estrangeiros. Foi o iniciador do estudo de algas marinhas no Brasil, onde agremiou inúmeros discípulos. Fundou o departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas e foi seu primeiro diretor. Foi chefe do departamento de Botânica e vice-diretor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. O acervo do Herbário da Universidade de São Paulo foi iniciado com duplicatas da coleção da flora da Serra do Cipó[4]

Dentre suas obras destacam-se as seguintes:Botânica: introdução à taxonomia vegetal, Estudo fitogeográfico dos campos de Butantã, Contribuição para o conhecimento da flora algológica marinha do estado do Paraná e Gêneros de algas de água doce da cidade de São Paulo e arredores.

Referências

  1. FERRI, Mario G. Aylthon Brandão Joly: Sua vida e sua obra. Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo v. 3 (1975)
  2. ecodebate.com.br (20 de julho de 2015). «PBES, o 'IPCC' da biodiversidade, será nossa Arca de Noé? artigo de José Penalva Mancini». Consultado em 13 de dezembro de 2017. 
  3. Prêmio 1967. Prêmio Jabuti
  4. Herbário da Unicamp, segundo maior do Estado de São Paul

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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