Banco Opportunity

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O Banco Opportunity (formalmente Opportunity Asset Management) é um banco brasileiro sediado no estado do Rio de Janeiro. Era um banco múltiplo com carteiras de investimento e comercial, porém recentemente tornou-se apenas um banco de investimentos[1]. Foi fundado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, por Dorio Ferman.

Dentro das atividades permitidas pela carteira de investimento, o Banco Opportunity concentra-se em serviços relacionados com a administração de recursos de terceiros. Suas atividades de tesouraria para administração de recursos próprios não têm o objetivo de assumir riscos, uma vez que é voltada exclusivamente para aplicação do seu caixa em operações compromissadas, lastreadas em títulos públicos federais, não exercendo atividades de captação de recursos via emissões de títulos próprios.

Segundo informação do próprio Opportunity, entre 8 e 9 de julho de 2008 os fundos de investimento do banco tiveram saques de cerca de 6,2% do patrimônio total administrado. Os fundos geridos pelo banco de Daniel Dantas cerca de 16,1 bilhões de reais. Ou seja: em 48 horas, foram resgatados 50 milhões de reais, cifra correspondente ao total da captação entre janeiro e dezembro de 2007.[2].

Bloqueio do fundo de investimento[editar | editar código-fonte]

Após receber um alerta do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre operações supostamente "irregulares no mercado financeiro" de Dantas, a Justiça Federal de São Paulo determinou, no dia 11 de setembro de 2008, o bloqueio de um fundo de investimento, no valor de R$ 535,8 milhões, que pertencem ao banqueiro e a outras quatro pessoas. De acordo com o Ministério Público Federal, esse bloqueio criou uma nova linha de investigação da Operação Satiagraha para apurar os supostos crimes de gestão fraudulenta e de evasão de divisas atribuídos ao banqueiro e ao Grupo Opportunity[3]

Prisão dos diretores[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de julho de 2008 foram presos pela Polícia Federal dez diretores do Banco Opportunity na Operação Satiagraha, dentre eles: Daniel Dantas, Verônica Dantas (irmã de Daniel), Arthur Carvalho, Dório Ferman, Eduardo Penido, Danielle Silbergleid, Maria Amália Coutrim e Humberto Braz.[4]

Ver artigo principal: Operação Satiagraha

Habeas corpus[editar | editar código-fonte]

No dia seguinte às prisões, o Ministro Gilmar Mendes, então presidente do Supremo Tribunal Federal, considerou "desnecessária" a prisão preventiva dos suspeitos, considerando não haver ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal, e concedeu habeas corpus a todos os intergrantes do grupo Opportunity: Daniel Dantas, Verônica Dantas, Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrim, Rodrigo Bhering de Andrade. Essa decisão do STF não beneficiou Naji Nahas e Celso Pitta.[5]

De volta à prisão[editar | editar código-fonte]

Daniel Dantas foi preso novamente na tarde do dia 10 de julho de 2008, quinta-feira, horas depois de ser solto em razão do habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, através do ministro Gilmar Mendes. Dantas foi preso no Rio de Janeiro a pedido do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A prisão foi efetuada num escritório na avenida Nove de Julho, em São Paulo. Dantas foi algemado pessoalmente pelo delegado Protógenes Queiroz e voltou para a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo às 16h50.

A nova ordem de prisão foi solicitada pela Polícia Federal em São Paulo "em razão de documentos encontrados nas buscas realizadas na última terça-feira" e também por uma testemunha que fortaleceu "a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações". Segundo o Ministério Público Federal, o depoimento de Hugo Chicaroni, preso na terça-feira, motivou o novo pedido de prisão do banqueiro[6].

Dantas foi libertado por um segundo habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, que lançou duras críticas contra a atuacão do juiz de Sanctis e do delegado Protógenes, ambos responsáveis pela Satiagraha.

Suspeita de lavagem de dinheiro[editar | editar código-fonte]

O Banco Central do Brasil está processando o Opportunity por suspeita de lavagem de dinheiro. Indícios da suposta prática criminosa foram levantados numa fiscalização feita em 2007 pelo Departamento de Combate a Ilícitos Financeiros e Supervisão de Câmbio e Capitais Internacionais (Decic).

Confirmando essas suspeitas preliminares, a Justiça Federal de São Paulo, no dia 11 de setembro de 2008, determinou o bloqueio de um fundo de investimento, no valor de R$ 535,8 milhões, pertencente ao banqueiro e a outras quatro pessoas[3].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Daniel Dantas volta às origens». ISTOÉ DINHEIRO. 31 de maio de 2013. Consultado em 23 de outubro de 2014 
  2. Opportunity perde cerca de R$ 1 bilhão em 48 horas. SOUZA, Josias. 11 de julho de 2008, 01h33
  3. a b Justiça bloqueia fundo de Daniel Dantas com R$ 535,8 milhões. Folha Online, 11 de setembro de 2008 às 03h49
  4. Lauro Jardim (8 de julho de 2008). «Opportunity: o alto-comando todo está preso». Veja Online. Consultado em 26 de julho de 2014 
  5. STF decide pela liberação de Daniel Dantas e mais 10 pessoas. Folha Online, 09/07/2008 - 23h48
  6. Banqueiro Daniel Dantas é preso novamente pela PF. Ultimas Notícias, UOL News, 10/07/2008 - 15h54, Atualizado às 18h11
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