Batalha de Nola (216 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Batalha de Nola.
Primeira Batalha de Nola
Segunda Guerra Púnica
Carte guerre latine trifanum 340.png
Mapa da região de Nola (que está na parte inferior do mapa) e vizinhança.
Data 216 a.C.
Local Nola, Campânia
Desfecho Vitória romana
Beligerantes
República Romana República Romana Cartago Cartago
Comandantes
República Romana Marco Claudio Marcelo Cartago Aníbal
Baixas
500 2 800
Nola está localizado em: Itália
Nola
Localização de Nola no que é hoje a Itália

A Primeira Batalha de Nola foi travada em 216 a.C. entre as forças do general cartaginês Aníbal e um exército romano comandado por Marco Cláudio Marcelo[1]. Aníbal queria capturar a cidade de Nola, mas fracassou. Depois desta primeira batalha, Nola voltaria a enfrentar mais dois assaltos, também fracassados, nos anos seguintes.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Aníbal enviou por mar, até Brúcio, seu irmão, Magão Barca, com parte de suas forças, para recepcionar as cidades que abandonaram os romanos e ameaçar as que ainda se negavam a fazê-lo[2]. Com o grosso do exército, Aníbal marchou para a Campânia, onde aceitou a deserção da Cápua, que era, na época, a segunda mais importante cidade de toda a península Itálica, atrás apenas de Roma[3].

Depois, retomou as operações na Campânia, tentando, em vão, conquistar Neápolis. Dali, seguiu para o território de Nola na esperança de que esta cidade se renderia sem combate[4]. O Senado de Nola era favorável a manter a aliança com os romanos, mas o povo queria se render a Aníbal. Como os senadores temiam não poder impedir a multidão, tentaram ganhar tempo e, enquanto fingiam estar negociando uma deserção, enviaram embaixadores ao pretor romano Marco Cláudio Marcelo para informá-lo da situação na cidade[5].

Marcelo chegou a Nola depois de atravessar as montanhas[6] e Aníbal preferiu recuar novamente até Neápolis, pois precisava conquistar uma base para receber possíveis reforços vindos da África. Porém, ao saber que a cidade havia sido ocupada pelo prefeito romano Marco Júnio Silano, Aníbal foi para Nucéria Alfaterna, que saqueou e incendiou[7], e rapidamente voltou para Nola.

Batalha[editar | editar código-fonte]

Quando os exércitos se encontraram, os dois comandantes ordenaram que as tropas assumissem a ordem de batalha e algumas escaramuças isoladas foram relatadas, mas sem que se iniciasse uma batalha campal[8].

Marcelo foi informado por alguns senadores de Nola sobre a existência de conversas secretas do povo com os cartagineses para que os romanos fossem traídos e, por isso, decidiu iniciar o combate. Dividiu seu exército em três partes, cada um de frente para uma das portas da cidade, com sua melhor legião e sua cavalaria à frente do portão principal[9]. Subitamente, o prefeito romano deu a ordem de ataque, surpreendendo o centro cartaginês, e, ao mesmo tempo, atacaram dois dos legados de Marcelo as alas inimigas[10].

O poderoso estrondo gerando gerou entre os cartagineses a crença de que estariam sendo atacados por uma força muito superior. Durante esta batalha, segundo Lívio, morreram 2 800 cartagineses e apenas 500 romanos[11].

Naquele dia ficou registrado um grande feito para aquela guerra. O feito de não ser vencido por Aníbal foi, na realidade, mais difícil do que vencê-lo depois.
 
Lívio, Ab Urbe Condita XXIII, 16.16[12].

Referências

  1. Lívio Ab Urbe Condita Periocheae 23.4
  2. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 1.4
  3. Políbio Histórias VII, 1, 1-2.
  4. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 14.5-6.
  5. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 14.7-10.
  6. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 14.11-13.
  7. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 15.1-6.
  8. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 16.4.
  9. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 16.7-9.
  10. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 16.13.
  11. Lívio Ab Urbe Condita XXIII, 16.14-15.
  12. Lívio, Ab Urbe Condita XXIII, 16.16