Brama

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Brama
Relevo representando Brama, o Criador, no Templo Hoysaleswara, em Halebid, em Karnataka, na Índia
Outro(s) nome(s) BrahmaBramá
Nome nativo ब्रह्मा
Mantra Oṃ Brahmaṇe Namaḥ
Símbolo Vedas
Cônjuge(s) Sarasvati[1]
Filho(s) Deva, Quatro Kumaras, Narada, e Daksha
Região Hindu
Festividade Srivari Brahmotsavam

Brama,[2] Brahma ou Bramá[3] é o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros deuses são Vishnu e Shiva). Brama é o deus da música e das canções, com imagem representada como um ser de muitas faces. Além disso é considerado, pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo. A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vishnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado numa flor de lótus brotada do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4 320 000 000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama.

Brama é representado com quatro cabeças, mas, originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brama criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brama viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.

Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brama e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama. Brama tem quatro cabeças (das quais brotaram os quatro Vedas) e oito braços. Nas mãos, segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um Rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento. Brama usa um manto branco.[4]

A esposa de Brahma é Sarasvati, a deusa das artes. No passado, era considerado o maior dos deuses, por ter criado o universo. No entanto, com a ascensão de Krishna e Vishnu na devoção popular, decaiu de importância.[4] Atualmente, não é mais comumente venerado de forma independente, mas somente como o membro principal da trimúrti (Brahma, Vishnu e Shiva).[1] As lendas sobre Brama não são tantas nem tão ricas quanto as de Vishnu e Shiva. Para estes deuses, existem incontáveis templos de adoração, mas, para Brama, apenas um, que fica no lago Pushkar, em Ajmer.

Simbolismo[editar | editar código-fonte]

Como primeiro membro da trimúrti hindu, Brama representa a força de Criação, enquanto Vishnu e Shiva representam, respectivamente, as forças de Conservação e da Destruição (que deve ser entendida como força de renovação de transformação).[1]

Dia de Brama[editar | editar código-fonte]

Brahma vive cem anos, mas não são anos humanos, são "anos de Brahma". O período do dia ou da noite da vida do deus é chamado de Kalpa, quando a noite de Brahma chega, o universo é reabsorvido (Pralaya) no seu sono divino. Um Kalpa corresponde a 4.320.000.000 anos terrestres. A idade da Terra é medida em quatro Yugas ou "Eras", que são:

A cada Yuga que se passa, a virtude no mundo vai caindo progressivamente. Na Satya-Yuga, a virtude prevalece e o mal é desconhecido. Na Treta-Yuga, a virtude cai para três quartos. Na Dwapara-Yuga, a virtude já caiu pela metade. Na Kali-Yuga, só resta um quarto de virtude. As quatro Yugas juntas formam a Mahayuga.

Referências

  1. a b c d WILKINSON, P. O livro ilustrado das religiões: o fascinante universo das crenças e doutrinas que acompanham o homem através dos tempos. Tradução de Margarida e Flávio Quintiliano. São Paulo. Publifolha. 2001. p. 36.
  2. SAMUEL, A. As religiões hoje. Tradução de Benôni Lemos. São Paulo. Paulus. 1997. p. 87.
  3. Darmapada: a doutrina budista em versos. Tradução de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre, RS. L&PM Editores. 2010. p. 145.
  4. a b Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome SCHULBERG, L. 1979. p. 182

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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