Campos rupestres
Campos Rupestres
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|---|---|
Vegetação Campo Rupestre, planalto da Serra do Cipó, porção sul da Serra do Espinhaço | |
| Ecologia | |
| Bioma | Campo |
| Geografia | |
| Área | 66,447 km² (Silveira et al. 2016) |
| Países | |
| Ponto mais alto | 2072 metros (Pico do Sol, Serra do Caraça) |
Localização aproximada da ecorregião dos Campos Rupestres, segundo o WWF. | |
Os Campos Rupestres constituem formações vegetacionais típicas dos topos de serras e chapadas, caracterizadas principalmente pela presença de afloramentos rochosos, especialmente de rochas duras como quartzito e itabirito (localmente chamado de cangas), que originam solos arenosos, brancos a pedregosos, de formação muito lenta, nos quais predominam ervas, gramíneas e arbustos.[1]
O termo Campo Rupestre foi utilizado pela primeira vez por Magalhães (1966) e Joly (1970) para classificar a vegetação encontrada nos topos da Serra do Espinhaço.[2][3] Essa serra, considerada a segunda maior cordilheira da América do Sul, se estende entre os estados de Minas Gerais e Bahia e constitui uma das reservas da biosfera mundiais reconhecidas pela UNESCO, a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço.[4]
Autores como Veloso e colaboradores, em 1991, reconheceram os Campos Rupestres como áreas de "refúgios vegetacionais", por se tratarem de uma vegetação completamente distinta da flora dominante em que se inserem.[5] De modo geral, entretanto, os Campos Rupestres são comumente tratados como uma fitofisionomia do domínio Cerrado, ocorrendo, geralmente, em altitudes superiores a 900 m.[6][7] No entanto, áreas isoladas dessa formação podem ser amplamente encontradas ao longo do domínio da Floresta Atlântica e, em menor proporção, na Caatinga, na Amazônia e no Pantanal.[8]
Vale lembrar que, já em 1867, o naturalista dinamarquês Eugenius Warming (1867) foi quem pela primeira vez apresentou as vegetações de Campos Rupestres e de altitude como uma formação à parte do Cerrado e da Mata Atlântica, denominando-os como "höjeste med en alpinsk flora beklædte bjergtopper", ou "topos de montanha mais elevados cobertos por uma flora alpina".[9][10]
Atualmente, existe uma proposta de reconhecimento dos Campos Rupestres como um peinobioma azonal, ou seja, um tipo fitofisionômico que não se enquadra nos grandes domínios fitogeográficos tradicionais, como o Cerrado.[11][8]
Vegetação e Flora
[editar | editar código]No Brasil, em um sentido mais amplo (sensu lato), a vegetação dos Campos Rupestres pode ser compreendida como um mosaico de formações savânicas e florestais associadas aos afloramentos rochosos, incluindo os campos limpos, turfeiras, capões de mata e florestas de galeria, entre outros. Em um sentido mais restrito (sensu stricto), como à vegetação que se desenvolve diretamente sobre os afloramentos rochosos (rupícolas).[1]
Apesar de ocuparem menos de 1% do território brasileiro, os Campos Rupestres concentram cerca de 15% de todas as espécies de plantas com flores do país.[12] Muitas dessas espécies existem apenas nesses ambientes (endêmicas) e estão ameaçadas de extinção.[1]

Essa grande riqueza de espécies e a alta ocorrência de plantas restritas a uma ou poucas localidades devem-se, principalmente, à topografia acidentada dos blocos rochosos, aos solos rasos, ácidos e pobres em nutrientes, ao baixo regime de chuvas e à alta radiação solar, além da influência da vegetação adjacente.[1][13]
Nesses táxons, é comum observar adaptações que aumentam sua capacidade de sobrevivência em condições ambientais estressantes, embora permaneçam altamente vulneráveis aos impactos antrópicos.

Entre elas estão folhas pequenas, grossas e resistentes, geralmente imbricadas, presença de muitos tricomas que protegem contra o sol e a perda de água, velames e pseudobulbos em orquídeas, tanques de água e tricomas especializados em bromélias, e pseudo-troncos cobertos pelos restos das bainhas foliares nas Vellozias (Giulietti et al. 1997).[14] Outras estratégias adaptativas incluem mecanismos CAM (Metabolismo ácido das Crassuláceas), Poiquiloidria (capacidade de sobreviver à dessecação quase completa, característica das chamadas plantas de ressurreição) e, em alguns casos, carnivoria.[1][14]
Por essas e outras razões, atualmente os Campos Rupestres são reconhecidos como um dos OCBILs (paisagens antigas, inférteis e climaticamente estáveis) do mundo.[15][16][1]

Entre as famílias típicas dessas formações rochosas estão Velloziaceae (popularmente conhecidas como canelas-de-ema), Eriocaulaceae (conhecidas como sempre-vivas e chuveirinhos), Xyridaceae, Asteraceae, Fabaceae, Melastomataceae, Orchidaceae, Poaceae, Bromeliaceae, Lamiaceae e Rubiaceae.[1][14]
Ocorrendo juntamente com os Campos Rupestres em altitudes elevadas, existe também o Cerrado Rupestre, que é um subtipo de Cerrado sensu stricto com vegetação arbóreo-arbustiva que ocorre em ambientes rupestres (litólicos ou rochosos) e terrenos bem drenados. Possui cobertura arbórea entre 5% a 20%, altura média de 2 a 4 metros e estrato arbustivo-herbáceo também destacado. As espécies arbóreas-arbustivas concentram-se nas fendas das rochas, sendo muitas, endêmicas.[17] A diferença entre essas duas vegetações é apresentada em Pereira e Fernandes (2022).[18]
Campos rupestres ferruginosos (cangas)
[editar | editar código]Em sua maior parte, os Campos Rupestres são formados por rochas quartzíticas (Campos Rupestres quartzíticos) e ferruginosas (Campos Rupestres ferruginosos ou cangas) e, com menor frequência, por rochas areníticas. O segundo tipo vegetacional é encontrado sobre afloramentos rochosos ricos em ferro, originados a partir do isolamento das Formações Ferríferas Bandadas (BIFs; rochas conhecidas como itabirito), enquanto os arenitos por erosão regressiva, resultando em cristas elevadas em uma matriz de rochas mais macias.[1][19]

As principais formações de cangas ferruginosas no Brasil são encontradas na Serra dos Carajás, como parte da Amazônia no sudeste do Pará, e no Quadrilátero Ferrífero*, no extremo sul da Cadeia do Espinhaço, no estado de Minas Gerais. Os níveis altimétricos variam entre 200 a 700 metros de altitude na Serra dos Carajás, enquanto que no Quadrilátero Ferrífero ocorrem entre 1000 a 2000 metros de altitude.[8][20] Essas formações constituem verdadeiras “ilhas de ferro” nos topos e encostas de algumas dessas serras.[21]
As espécies de plantas que habitam os afloramentos ferruginosos apresentam adaptações fisiológicas, morfológicas e reprodutivas semelhantes às de outros tipos de afloramentos rochosos dos Campos Rupestres.[19] Porém distingue-se das demais pela capacidade de sobreviver em substratos ricos em metais pesados, sendo denominadas plantas metalófitas ou tolerantes a metais. Além disso, as áreas de canga podem apresentar variações térmicas acentuadas, com temperaturas que podem atingir de 45 °C a mais de 60 °C.[19]
Essa acumulação de metais foi registrada nas folhas e raízes de diversas árvores e arbustos de savana que ocorrem nas cangas.[19] As altas concentrações de metais são, contudo, tóxicas e provavelmente contribuem para o nanismo observado em grande parte dos táxons presentes nesses ambientes.[8][19]
Além disso, tal especialização única faz com que as áreas de cangas sejam também ricas em espécies de distribuição geográfica muito restrita, raras ou endêmicas,[22] denotando a importância desses ambientes como um repositório de biodiversidade e endemismos. As famílias com maior riqueza nas cangas ferruginosas coincidem com as dos Campos Rupestres em geral, como Asteraceae, Poaceae e Velloziaceae.[2]

No entanto, os afloramentos ferruginosos enfrentam crescente pressão da mineração.[20] A mineração a céu aberto remove o solo superficial e, após a extração, o endurecimento e empobrecimento do substrato dificultam a revegetação, seja ela natural ou artificial, além da geração de resíduos por essas atividades que contaminam as bacias hidrográficas próximas com metais pesados e elementos tóxicos [2]. Um exemplo disso são os crimes ambientais ocorridos em Mariana (Minas Gerais), em 2015, e em Brumadinho (Minas Gerais), em 2019.[23]
Esses fatores colocam os Campos Rupestres ferruginosos do Brasil em um grau extremo de ameaça, considerando a restrição de certos táxons a estes tipos de ambiente e sua possível eliminação com o avanço da degradação ambiental. Além disso, são observados eventos de invasão biológica severos, como pelo capim-gordura no Quadrilátero-Ferrífero, e muitas espécies importantes para a estruturação das comunidades vegetais possuem interesse econômico e são coletadas ilegalmente, incluindo plantas ornamentais como orquídeas e bromélias e plantas medicinais.[1]
O aumento das pesquisas sobre os Campos Rupestres ferruginosos nas últimas décadas tem avançado o conhecimento botânico dessas vegetações, com a descrição contínua de novas espécies, como a Comanthera gandarela Echtern. & R.Ramos (Eriocaulaceae), Ditassa monocoronata Rapini (Apocynaceae) e Vriesea longistaminea Paula & Leme (Bromeliaceae) para o Quadrilátero Ferrífero,[20][24] e Carajasia cangae R.M.Salas, E.L.Cabral & Dessein (Rubiaceae) e Passiflora carajasensis A.K.Koch & Ilk.-Borg. (Passifloraceae) para a Serra dos Carajás.[25][26] Esses estudos reforçam a necessidade de medidas conservacionistas para frear a degradação desses ambientes.
*O termo Quadrilátero Aquífero-Ferrífero tem sido sugerido por pesquisadores, em razão da importância das áreas de canga como zonas de recarga hídrica.[27]
Endemismos
[editar | editar código]Echternacht e colaboradores (2011),[28] utilizando os padrões de distribuição das plantas vasculares endêmicas do Espinhaço Mineiro, propuseram o reconhecimento de dez áreas de endemismo, agrupadas em seis áreas biogeográficas, definidas como:
- Complexo das Montanhas do Norte (CMN): Essas áreas abrangem a porção norte da Serra do Espinhaço em Minas Gerais. O limite norte situa-se próximo ao município de Monte Azul (15°10′S) e o limite sul próximo a Itacambira (17°10′S). O limite leste é próximo a Grão-Mogol (42°52′O) e o limite oeste próximo a Montes Claros (43°50′O).
- Serra do Cabral (SCa): Localizada mais ao sul, esta área é limitada ao norte por Francisco Dumont (17°18′S) e ao sul por Corinto (18°11′S). Longitudinalmente, os limites são definidos pelo rio das Velhas (44°30′O) e pela rodovia BR-135 (44°10′O).
- Chapada Diamantina (DP): Esta região constitui a maior área contínua dentro da ERMG. O limite norte está próximo a Diamantina (17°50′S) e o limite sul no rio Paraúna (18°37′S). Os limites leste e oeste são definidos pelos municípios de Monjolos (44°04′O) e Itamarandiba (42°41′O), respectivamente.
- Serra do Cipó (SCi): Latitudinalmente, esta área se estende do rio Paraúna até Jaboticatubas (19°33′S). Os limites longitudinais são marcados pelo rio Cipó (43°59′O) e pelo vale entre o Pico do Breu e o rio Campo (43°38′O).
- Conceição do Mato Dentro (CMD): Esta área inclui os flancos orientais da Serra do Cipó e regiões adjacentes. Os limites norte e sul são os municípios de Conceição do Mato Dentro (19°00′S) e Itabira (19°40′S), enquanto os limites longitudinais são o vale entre o Pico do Breu e o rio Campo (43°38′O) e o município de Itabira (43°16′O).
- Complexo das Montanhas do Sul (CMS): Esta região corresponde ao Quadrilátero Ferrífero. Os limites norte e sul situam-se próximos a Belo Horizonte (19°44′S) e Ouro Branco (20°31′S), e os limites leste e oeste são definidos pelos municípios de Catas Altas (43°23′O) e Moeda (44°01′O).Complexo das Montanhas do Norte (CMN): Essas áreas abrangem a porção norte da Serra do Espinhaço em Minas Gerais. O limite norte situa-se próximo ao município de Monte Azul (15°10′S) e o limite sul próximo a Itacambira (17°10′S). O limite leste é próximo a Grão-Mogol (42°52′O) e o limite oeste próximo a Montes Claros (43°50′O).

Nesse sentido, os autores destacam que a Serra do Espinhaço em Minas Gerais (ERMG) não pode ser considerada como uma única área de endemismo, e que mesmo as condições geológicas, climáticas e bióticas diferem significativamente entre as regiões norte, central e sul da ERMG.[29] Esses resultados, corroborados por outros pesquisadores, ressaltam a singularidade de cada área de Campo Rupestre, independentemente de seu tamanho. Essa característica única também evidencia a fragilidade dos conceitos de compensação ambiental aplicados aos Campos Rupestres, uma vez que há pouca similaridade florística entre suas áreas e muitas espécies são particularmente adaptadas às condições específicas de seus ambientes de inserção.[30][31]
Fitogeografia
[editar | editar código]Colli-Silva et al. (2019),[32] propuseram a divisão de duas províncias para os Campos Rupestres da Serra do Espinhaço, baseados nos padrões de distribuição de espécies endêmicas de angiospermas, sendo diferidas pelos seus perfis florísticos e de formas de vida:
- Província da Chapada Diamantina:
Corresponde à porção norte da Serra do Espinhaço, no estado da Bahia, entre aproximadamente 10°–15°S e 40°–43°W. Esta faixa montanhosa, com altitudes geralmente acima de 900 m, foi anteriormente incluída na Província da Caatinga na regionalização de Morrone (2014).[33] Caracteriza-se por um maior predomínio de espécies arbustivas e maior riqueza relativa de espécies das famílias Fabaceae, Melastomataceae e Asteraceae. Sua localidade-tipo é o Parque Nacional da Chapada Diamantina.
- Província do Espinhaço Meridional:
Corresponde à porção sul da serra, no estado de Minas Gerais, entre 14°-16°S e 41°-44°W, e era anteriormente tratada como parte da Província do Cerrado. É a província com maior riqueza de espécies endêmicas, possuindo um perfil florístico dominado por espécies herbáceas e maior riqueza das famílias Eriocaulaceae e Velloziaceae.
Dentro desta província, são reconhecidos três distritos:
- Distrito Grão-Mogol: Localizado no extremo norte da província, situado nos municípios de Grão Mogol, Montes Claros e Monte Azul. Sua localidade-tipo é o Parque Estadual Grăo Mogol (16°36′51″S, 42°57′22″W).
- Distrito Planalto de Diamantina: Compreende o trecho central, mais extenso e amplo, abrangendo a Serra do Cipó, a Chapada Diamantina e a Serra do Cabral, localizado em diversos municípios. Sua localidade-tipo é o Parque Nacional da Serra do Cipó (19°20′57″S, 43°37′10″W).
- Distrito Quadrilátero Ferrífero: Localizado no extremo sul, na região metropolitana de Belo Horizonte. A localidade-tipo é o Parque Nacional da Serra do Cipó (19°49′01″S, 43°57′21″W).
Acredita-se que as diferenças florísticas entre as duas províncias estejam ligadas a suas distintas histórias geológicas e climáticas. A porção norte da Serra do Espinhaço, onde se situa a Chapada Diamantina, é considerada mais antiga e geologicamente estável, enquanto a porção sul, correspondente ao Espinhaço Meridional, é mais jovem e teve uma história geodinâmica mais complexa.
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