Capão do Leão

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Município de Capão do Leão
Bandeira de Capão do Leão
Brasão de Capão do Leão
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 03/05
Fundação 3 de maio de 1982 (36 anos)
Gentílico leonense
Padroeiro(a) Santa Tecla
Prefeito(a) Mauro Nolasco (PT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Capão do Leão
Localização de Capão do Leão no Rio Grande do Sul
Capão do Leão está localizado em: Brasil
Capão do Leão
Localização de Capão do Leão no Brasil
31° 45' 46" S 52° 29' 02" O31° 45' 46" S 52° 29' 02" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Sudeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Pelotas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pelotas, Rio Grande, Morro Redondo, Cerrito, Pedro Osório e Arroio Grande
Distância até a capital 265 km
Características geográficas
Área 785,374 km² [2]
População 25 441 hab. est. IBGE/2016[3]
Densidade 32,39 hab./km²
Altitude 21 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,77 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 405 624,000 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 16 633 47 IBGE/2012[5]

Capão do Leão é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Capão" é uma palavra de origem tupi. Possui duas etimologias possíveis:

  • "mato redondo", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pu'ã ("redondo")[6].
  • "intervalo de mata", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pa'um ("intervalo")[7].

História[editar | editar código-fonte]

Origem do nome "Capão do Leão"

A origem do nome da cidade possui diversas ramificações, a principal é de que na região havia um capão (Mato isolado no meio dos campos) que abrigava um leão-baio, também conhecido como onça-parda, suçuarana, cougar, puma ou leão da montanha. Há registros de que o nome já existia no ano de 1809, quando o príncipe regente português Dom João VI pediu a instalação de uma capela no “lugar denominado Capão do Leão da fazenda de Pelotas”.

Os moradores da cidade relatam de três versões da origem do nome da cidade, a primeira conta sobre um comercio próximo a um capão, tal comercio pertenceria a um senhor português de nome ou sobrenome Leão. Este comercio seria parada de tropeiros que vinham da Campanha trazendo gado para as charqueadas de Pelotas. Mas quanto a esta versão é preciso analisar os seguintes fatos: Havia algum senhor de sobrenome Leão antes ou por volta de 1809? Haveria tal comercio por esta região, já que o comercio de feito por tropeiros geralmente era de gados capturados na região e nos campos rio-grandinos.

Outra versão da origem do nome é a de que por volta de 1900 um circo estava em temporada em Pelotas, porém, por sua irregularidade, a polícia fez uma blitz no local. É dito que tais artistas circenses fugiram do local e foram para regiões próximas, tal lugar seria a “Vila de Capão do Leão”, mas logo as autoridades estavam em seu encalço, por este motivo os artistas fugiram para a direção do Uruguai, mas antes disto tiveram que soltar diversos animais na região, entre eles micos, um leão africano e um urso. Todavia tal versão não explicaria como o nome da região já existiria em 1809, quando não era nada comum circos na região.

A última versão, e a mais plausível, é a de que na região haveria Leões-Baio (puma) próximos a um capão, os quais teriam dado o incentivo a origem do nome da cidade como Capão do Leão.[8]

Povos indígenas do período de pré-colonização na região do Capão do Leão

Pouco se sabe sobre a história dos povos indígenas do Brasil no período pré-colonial, porém o Historiador Joaquim Dias escreveu a respeito dos povos que viviam na região que hoje pertence a cidade do Capão do Leão, em um texto que foi publicado no jornal Tradição, entre 01 e 07de maio de 2009:

“Antes da colonização portuguesa no século XVIII, dois grupos indígenas ocupavam a área do atual território do município. Próximo ao São Gonçalo, nas várzeas e banhados do Pavão, nos terrenos arenosos do Arroio Fragata e às margens do Piratini – isto é, na porção oriental do Capão do Leão – havia pequenos grupos de MINUANOS. Estes eram índios de estatura baixa, porte corpulento e face sanguínea, comuns na bacia da Lagoa Mirim. Não há registros documentais de sua presença, porém achados arqueológicos comprovam que estiveram por aqui. Os minuanos pertenciam ao grupo pampeano, no qual se incluíam também os charruas e chanás.

O outro grupo indígena era o TAPE. Os índios tapes abundavam na região, fato verificado pela serra que recebe seu nome. Desde o Arroio Itaita, passando pelo Passo das Pedras, nas elevações do Descanso e das Almas, pela Hidráulica e por nossa zona-sede, estes índios viviam de modo seminômade, sobrevivendo da caça e da coleta e de uma incipiente agricultura. Seguramente muitos leonenses de nossa época são descendentes de tapes. Ao contrário dos minuanos, os tapes (que também eram chamados de arachanes) pertenciam ao grupo guarani, mais comum no Brasil, principalmente no litoral. Aliás, o grupo guarani foi aquele que mais influenciou culturalmente a nação brasileira. O hábito de tomar banho, o consumo do aipim, a cestaria, lendas e palavras, entre outras coisas, são uma herança guarani. Não por acaso, a própria palavra CAPÃO é de origem guarani.” (DIAS, 2009)[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 31º45'48" sul e a uma longitude 52º29'02" oeste, estando a uma altitude de 21 metros.

Possui uma área de 784 716 km² e sua população estimada em 2010 era de 24.300 habitantes.

Em seu território está localizada a segunda maior serra de granito do mundo[carece de fontes?].

O território leonense é banhado pelos arroios São Pedro e Padre Doutor, e pelo canal São Gonçalo, o município é cortado pela linha férrea que liga Rio Grande a Cacequi, e pelas BRs 116 e 293.

Distritos e Bairros[editar | editar código-fonte]

O município conta com três distritos: Pavão, Hidráulica e Passo das Pedras.

Conta também com 6 bairros: Centro, Teodósio, Cerro do Estado, Parque Fragata e Jardim América (maior bairro do município maior do que a própria sede da cidade) e com vilas como a vila da palha, vila nova(Pombal) vila Maria, Sítio São Marcos, Loteamento Zona Sul, Vila Armazém Brasil ( uma das mais antigas da cidade). Capão do Leão conta também com a UFPEL com sede no bairro Jardim América na localidade da Embrapa onde há um intenso fluxo de trânsito e de pessoas.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Brasão do município[editar | editar código-fonte]

Em 1984, foi montado um concurso para definir um brasão para o Capão do Leão. Quem ganhou o concurso foi um militar e o prêmio foi entregue pelo prefeito Madruga, junto com a inauguração da biblioteca pública em 7 de setembro de 1984.

É um brasão tripartido onde na parte superior há um leão e uma pedra representando a pedra da bandeira. Na parte inferior esquerda há um vacum representando a pecuária, forte no município e, na direita, as plantações de arroz.

Segundo estudiosos de heráldica, o brasão está fora das regras.

Economia[editar | editar código-fonte]

A base da economia leonense é a agricultura, seguida do extrativismo mineral em geral, comércio, indústrias de pequeno, médio e grande porte, e também a prestação de serviços.

As grandes indústrias instaladas em Capão do Leão são a Cosulati (Danby|Cosulati), a Avipal, SLC Marfrig, BBM Logistica e a Votorantim Celulose e Papel , a SBS Engenharia e a Ivaí Engenharia.

Mídia[editar | editar código-fonte]

VHF

UHF

HDTV

Em Implantação

Rádios AM[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Pelotense (620 kHz)
  • Rádio Cultura (1320 kHz)
  • Rádio Cultura Rio Grandina (740 kHz)
  • Rádio Minuano (1410 kHz)
  • Rádio Cassino (830 kHz)
  • Rede Cidade RS (1550 kHz)

Rádios FM[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Comunitária América FM (87,9 MHz)
  • Rádio Atlântida FM (95,3 MHz)
  • Rádio Dez FM (91,9 MHz) "ÚNICA EMISSORA COMERCIAL DE CAPÃO DO LEÃO"
  • Rádio Alegria FM (89,5 MHz)
  • Rádio Federal FM (107,9 MHz)
  • Rádio Marinha FM (102,7 MHZ)
  • Rádio Oceano FM (97,1 MHZ)
  • Rádio União FM (99,9 MHZ)
  • Rádio Rede Aleluia FM (93,3 MHZ)
  • Rádio Mais Nova FM (94,5 MHZ)
  • Rádio Gaúcha FM (102,1 MHZ)

Fatores Estratégicos Positivos[editar | editar código-fonte]

A proximidade com a cidade de Pelotas (Polo Regional) e Rio Grande (Polo Naval) e as rodovias BR-116, BR-392 e a BR-293, que cruzam o território municipal o que contribui para o escoamento da produção da região.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Destacam-se, no município, o Cerro das Almas (antes conhecido como Serranía del Pabón, segundo um mapa do século XVIII); as pedreiras, principal atividade econômica do município; a Estância Santa Tecla e a Cacimba do Padre Doutor (tio do patrono da imprensa brasileira, Hipólito José da Costa); as cercas de pedra da época dos escravos; o Túmulo do Enforcado; os obeliscos de pedra em comemoração ao fim da Primeira Guerra Mundial e da Segunda Guerra Mundial; a Ferrovia Rio Grande-Cacequi; a Mesa de Pedra (marco de topografia do exército de 1949); a Toca do Miguel; a Gruta das Santinhas, no antigo Horto Florestal; a Pedra do Dedo (formação rochosa batizada assim pelos moradores); o monumento símbolo de Capão do Leão; a estátua de bronze em homenagem aos graniteiros; o busto de Elberto Madruga (primeiro prefeito da cidade); e a Pedra da Bandeira, que já não existe mais. Entretanto, a maioria desses marcos está correndo risco ou simplesmente foi abandonado, a mercê de ladrões e vândalos.[10]

Política[editar | editar código-fonte]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • Elberto Madruga (1983/1985) – faleceu em 1985, sendo substituído pelo vice, Getúlio Victória
  • Getúlio Victória (1985-1989)
  • Manoel Nei Neves (1989/1992)
  • Getúlio Victória (1993/1996)
  • Manoel Nei Neves (1997/2000)
  • Vilmar Schmitt (2001/2004)
  • Vilmar Schmitt (2004/2008)
  • João Quevedo (2009/2012)
  • Claudio Vitória (2013/2016)
  • Mauro Nolasco (2017/2020)

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 23 de junho de 2017. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.340
  7. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.168
  8. DIAS, Joaquim (22 de junho à 05 de Julho de 2007). «Capão do Leão - 1982 à 2007». Jornal Tradição  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. DIAS, Joaquim (01 à 07 de maio de 2009). «Quem eram os primeiros habitantes do Capão do Leão?». Tradição  Verifique data em: |data= (ajuda);
  10. «FARIAS, Bruno Martins. MEMÓRIAS LEONENSES: personagens, lugares históricos e lendas de Capão do Leão. São José. Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, 2009. Disponível em:<www.memoriasleonenses.xpg.com.br>». Consultado em 8 de maio de 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]