Catarina Paraguaçu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2015).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
"O sonho de Catarina Paraguaçu" (Manuel Lopes Rodrigues, 1871). Igreja da Graça, Salvador.
Monumento aos Dois de Julho, Salvador, Bahia: alegoria a Catarina Paraguaçu.
Caramuru e Paraguaçu, Viana do Castelo (Portugal).

Catarina Álvares Paraguaçu (Bahia, 1495 - Bahia, 26 de Janeiro de 1583) foi uma indígena Tupinambá, da região onde hoje é o estado da Bahia. Segundo a certidão do batismo, realizado em 30 de Julho de 1528 em Saint-Malo, na França, e encontrada no Canadá, o seu nome verdadeiro seria "Guaibimpará" e não "Paraguaçu" (nome que significa "mar grande"), como registra frei Santa Rita Durão em seu poema Caramuru.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Teria sido oferecida como esposa por seu pai, o cacique Taparica, ao náufrago português Diogo Álvares, o Caramuru, que gozava de grande proeminência entre os Tupinambás da Bahia. Adotou o nome cristão de Catarina do Brasil. Catarina e Diogo Caramuru formaram a primeira família cristã do Brasil. Além disso, eles formaram a primeira família documentada do Brasil. É considerada a mãe simbòlica da nação brasileira.[1] Faleceu em idade avançada no ano de 1583 e elaborou testamento existente até hoje no Mosteiro de São Bento da Bahia no qual deixa seus bens para os monges beneditinos. Os seus restos mortais repousam na Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça, em Salvador.[1]

Uma imagem de Catarina Paraguaçu se encontra aos pés do Caboclo do Dois de Julho, monumento localizado na praça do Campo Grande no centro de Salvador.

Segundo uma lenda, Catarina teria tido sonhos frequentes com náufragos, sofrendo com fome e frio, entre eles, uma mulher com uma criança nos braços. Confiando no caráter místico dos sonhos da esposa, Caramuru teria mandado que procurassem pela orla, até que foram encontrados vários náufragos, mas entre eles não havia nenhuma mulher. Catarina sonhou novamente com a mesma mulher e ela teria lhe pedido que construíssem uma casa para ela na sua aldeia. Em pouco tempo foi encontrada uma imagem da virgem Maria com o menino Jesus nos braços, que esta localizada no altar da Igreja da Graça.[1]

Outra tradição também nos indica a fonte nos arredores do bairro da Graça na qual costumava se banhar, local no qual se localiza uma praça reformada pelo Poder Público.[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.