Catedral Sagrado Coração de Jesus (Porto Velho)

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Catedral Sagrado Coração de Jesus é a catedral católica de Porto Velho, no estado de Rondônia. Apesar de ter tido sua pedra fundamental lançada em 3 de maio de 1917 — presentes o Bispo do Amazonas, Dom João Irineu Joffily, e o Superintendente Municipal, Joaquim Augusto Tanajura — somente em 1927 a catedral teve sua construção definitiva efetivamente iniciada.

Catedral de Porto Velho

História[editar | editar código-fonte]

Ao mesmo tempo,ela é um estilo romano,e gótico,pois por dentro ela é estilo gótico,e por fora estilo romano,por isso falamos que ela é uma

Catedral Metropolitana
Sagrado Coração de Jesus
Estilo dominante Gótico
Início da construção 1927
Religião Católica
Diocese Arquidiocese de Porto Velho
Arcebispo Dom Roque Paloschi
Website Catedral de Porto Velho
Geografia
País Brasil
Cidade Porto Velho
Endereço Praça Pe. João Nicoletti, snº

mistura.Construída em local selecionado em 1917 pelo próprio arcebispo Joffily, sua localização corresponde hoje ao extremo leste do bairro Caiarí, em frente ao Paço Municipal de Porto Velho. A primeira missa realizada na Capela Provisória do Sagrado Coração de Jesus, foi celebrada pelo padre Antônio Carlos Peixoto, na manhã de 10 de novembro de 1926, tendo como ajudante o Prefeito Municipal, Prudêncio Bogéa de Sá. Em agosto de 1927, o padre Peixoto, então secretário geral da Prelazia de Porto Velho, delegou poderes a uma comissão formada pelos senhores Prudêncio Bogéa de Sá, como presidente, Francisco Alves Erse, engenheiro da EFMM, e José Centeno, comerciante, para administrar as obras de construção do novo templo. Já em 26 de setembro de 1927 foi iniciada a abertura das covas dos alicerces da nova catedral. Os trabalhos seguiram com dificuldades, embora contando com o auxílio direto da população e de autoridades laicas. Logo passaram a contar com o apoio incansável do padre João Nicoletti, cujo nome foi atribuído à praça do Paço Municipal, em frente à Catedral, e tem seu túmulo no interior do templo. As telhas para a cobertura chegaram em Porto Velho a 8 de janeiro de 1929, a bordo do navio Madeira-Mamoré. Foram transportadas desde o porto até o local da obra pelos marinheiros e pelos habitantes da cidade. As pinturas originais de cunho religioso no interior da Catedral, foram executadas pelo padre Ângelo Cerri e por Afonso Ligório. Os vitrais que a circundam, com temas da Via Sacra, foram todos doados pela comunidade portovelhense. Modernamente, a artista Rita Queiroz fez algumas restaurações e incluiu uma obra sua. Nesse período inicial, foi construída apenas a parte que hoje corresponde à nave central e o campanário. Somente a partir de 1945 foram realizadas as obras de expansão, surgindo o novo altar e suas laterais.

"Terror na Catedral"[editar | editar código-fonte]

Em 4 de dezembro de 2005, junto com outras 55 cidades do Brasil, celebrou-se o acendimento das luzes do Natal da Catedral, na Campanha "Natal de Luz". O evento, patrocinado pela Eletrobrás, por meio da CERON, teve apoio logístico da Prefeitura de Porto Velho[1].

Às 19h45min o espetáculo pirotécnico transcorria com normalidade, mas um dos foguetes pirotécnicos não explodiu no ar, caindo em meio a centenas de pessoas. No local, havia cerca de dez mil pessoas. Houve pânico e, pelo menos, vinte pessoas foram atendidas às pressas, dez com queimaduras[2]. Outras dezesseis deram entrada no Pronto Socorro João Paulo II, três em estado grave (porém sem risco de morte)[3]. No total, 40 pessoas foram feridas, das quais não se registrou nenhum óbito. Muitas vieram a padecer de sequelas físicos e/ou emocionais.

Divulgou-se a notícia em rede nacional.

Laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Estado constatou problema na fabricação do produto: ao atingir a altura ideal para explosão, um rojão teria falhado, vindo a cair sobre o público que assistia e participava do espetáculo[4].

Contudo, as investigações sobre a responsabilidade do caso ainda não se encerraram.

O episódio ficou conhecido como Terror na Catedral.

Apurações (até nov/2006)[editar | editar código-fonte]

Transcorrido cerca de um ano, as investigações pertinentes ainda não são foram apresentadas como definitivas.

Entretanto, o Instituto de Criminalística da Secretaria de Estado de Segurança do Estado de Rondônia já apurou que "houve utilização de foguetes pirotécnicos com data de validade vencida". Isso significa, conforme constatado, presença de umidade além do admitido para produtos dessa natureza, o que teria levado ao retardo na explosão — explosão de efeitos decorativos e estéticos, que deveria ter ocorrido na altura de projeto, evidentemente muito acima (e seguramente) do público que participava do evento.

Das quarenta pessoas atingidas pelo sinistro, treze buscaram auxílio junto à CERON, no que foram prontamente atendidas. Seis concluíram o atendimento e a assistência médica. Sete ainda continuam a receber assistência plena da parte da empresa, com custeio de todas as necessidades médico-hospitalares pertinentes. Uma destas sete veio a ficar incapacitada em uma das pernas, em virtude do impacto da explosão e da queimadura produzidos pelo rojão.

A Centrais Elétricas de Rondônia S.A. – CERON, empresa do sistema Eletrobrás, conquanto tenha sido obrigada a arcar com as despesas médico-hospitalares das vítimas, foi, na realidade, apenas a realizadora do evento Natal de Luz, simultaneamente acontecido, sob a direção da Eletrobrás em todas as demais capitais das Unidades da Federação.

Competiu-lhe tão-somente o estudo, o projeto e a instalação da iluminação decorativa alusiva ao Natal, com a mensagem Natal de Luz. A pirotecnia usualmente associada a eventos dessa natureza, embora contratada pela CERON, não lhe pode ser imputada em termos de responsabilidade. Tal responsabilidade é devida ou à empresa contratada para a realização do show pirotécnico ou à empresa fabricante dos foguetes pirotécnicos utilizados.

Segundo o delegado de policia da 1ª Delegacia da Policia Civil de Rondônia, o inquérito ainda não foi concluído por motivos burocráticos. Carta precatória foi enviada no inicio de 2006 à delegacia onde se localiza a "Fábrica de Fogos Nuclear", para o inquirir e colher informações técnicas sobre o material usado nas bombas. "Constantemente estamos requerendo resposta através da Polinter, responsável pela comunicação entre delegacias, e pedindo renovação de baixa junto ao Ministério Público, para aumentar o tempo de entrega do inquérito", explica o delegado. Esclarece que, desde a instauração do processo, ficou clara a sua complexidade, presumindo-se demora na conclusão.

Segundo o Código Penal Brasileiro, após analisada a intenção, o acusado pode ser enquadrado no crime de lesão corporal culposa, considerado de menor potencial ofensivo com pena de dois meses a um ano, com agravante de material explosivo que pode aumentar a pena em até dois anos. A depender da interpretação do juiz, pelos dois crimes, o tempo máximo de prisão que pode haver é de três anos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

[1º.12.2005] Catedral de Porto Velho recebe iluminação natalina

[4.12.2005] Urgente! Terror na Catedral: bomba de show pirotécnico explodiu em meio a centenas de pessoas

[4.12.2005] Terror na Catedral - Confira imagens exclusivas

[5.12.2005] Terror na Catedral: João Paulo II atendeu 16 vítimas, três em estado grave

[16.01.2006] Para vítimas da Catedral, pesadelo ainda continua

[29.11.2006] Terror na Catedral: 1 ano depois da tragédia ninguém foi punido