Gaspar de Guzmán, Conde-Duque de Olivares

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Gaspar de Guzmán, Conde-Duque de Olivares
Nascimento 6 de janeiro de 1587
Roma
Morte 22 de julho de 1645 (58 anos)
Toro
Cidadania Espanha
Alma mater Universidade de Salamanca
Ocupação político, militar
Prêmios Grandeza
Religião Igreja Católica

Gaspar de Guzmán y Pimentel Ribera y Velasco de Tovar, conde-duque de Olivares e duque de San Lúcar la Mayor (Roma, 6 de Janeiro de 1587Toro, 22 de Julho de 1645) foi um político espanhol, favorito e ministro de Filipe IV. Como primeiro-ministro (1621-1643), esgotou a Espanha em negócios externos e numa fracassada tentativa de reforma doméstica. Seu empenho em recapturar os Países Baixos levou seu país a um importante envolvimento na Guerra dos Trinta Anos (16181648), e suas tentativas de centralizar o poder e aumentar os impostos de guerra provocaram revoltas na Catalunha e em Portugal, o que acabou por provocar a sua queda.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Passou os primeiros anos da sua vida em Itália, onde o pai era embaixador de Filipe II de Espanha, junto da Santa Sé. Tanto o Papa Clemente VII como o seu pai favoreciam a sua inclinação para os estudos eclesiásticos, por ser o terceiro filho, mas a morte de seus irmãos mais velhos mudou a sua vida. Casou-se com sua prima, Inés de Zúñiga y Velasco. A seu pai devia a habilidade política, o tacto diplomático e a astúcia, que o levam ao cargo de primeiro-ministro de Filipe IV de Espanha. Tanto em Madrid como em Sevilha, vive com grande ostentação, o que lhe acarreta dificuldades económicas.

A partir de 1615, faz parte da corte do infante D. Filipe, filiado no partido de Uceda. Quando o infante sobe ao trono, o poder passa para as mãos de Olivares, que manda matar e prender as figuras mais destacadas do reinado anterior, como Rodrigo Calderón.

Além do título referido, Olivares torna-se camareiro-mor do reino, grande escudeiro e chanceler das Índias. Constrói uma enorme fortuna, enriquece a família e dá à corte de Espanha uma magnificência inaudita, à custa de enormes sacrifícios dos súditos. O seu principal objectivo político, aparentemente, era unificar os diversos reinos da Península Ibérica. Procurou igualmente deter o declínio industrial e comercial ibérico, o que não se afigurava tarefa fácil pois a mentalidade aristocrática espanhola escarnecia das profissões mercantis.

Quanto à política exterior, segue a mesma linha de Filipe III de Espanha que, por sua vez, continuou a de seu pai. Em 1621, terminada a paz de «doze anos» com a Holanda, não procura a paz definitiva e a guerra que se seguiu traz consequências desastrosas para Espanha.

No que respeita a Portugal, tenta sufocar a revolta de 1640, enviando ao duque de Medina Sidónia, capitão-general da Andaluzia, o irmão da duquesa de Bragança, que ilude o encargo. Olivares consegue apenas a prisão de D. Duarte de Bragança, irmão de João IV de Portugal, visto que a guerra continuava indecisa para ambas as partes.

O fracasso da sua política era evidente. A burguesia, que previa a sua queda, afastava-se dele; corriam brochuras, epigramas e documentos, um dos quais intitulado Delitos e Feitiçarias, continha uma impressionante quantidade de delitos atribuídos ao ministro.

Em 1643 sai de Madrid, perdida a confiança do rei, a caminho de Loeches, de onde passou para Toro, onde morreu.