Convento da Lapa

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Convento da Lapa
Invasão do Convento da Lapa por soldados portugueses e martírio da Madre Joana Angélica
Início da construção 1733
Inauguração 1744 (271 anos)
Diocese Arquidiocese de São Salvador da Bahia
Geografia
País  Brasil
Cidade Salvador

O Convento da Lapa é um importante monumento histórico, religioso e arquitetônico localizado na cidade de Salvador, Bahia, no Brasil. É o segundo mais antigo convento feminino fundado em solo brasileiro, sendo o mais antigo o Convento de Santa Clara do Desterro. Ambos estão localizados na Avenida Joana Angélica, na região central da capital baiana.

Seu nome oficial é Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa. Na atualidade, em bom estado de conservação, em plena Avenida Joana Angélica - movimentada via que une o Campo da Pólvora ao antigo centro, ainda hoje chamado de "Comércio", nas instalações do Convento mantém a Universidade Católica do Salvador algumas unidades de ensino.

História[editar | editar código-fonte]

Madre Joana Angélica - Convento da Lapa - Salvador-BA
Mausoléu da Madre Joana Angélica de Jesus, mártir

Sua construção teve início nas imediações dos importantes sítios do Mosteiro de São Bento, acima do Dique do Tororó, no bairro da Lapa, na cidade de Salvador, por volta de 1733.

Consta que esse início foi fruto de promessa, feita por João de Miranda Ribeiro, de construir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Lapa, o que deu origem à posterior construção do convento, feita com auxílio de outros tantos.

Inaugurado em 1744, nele instalam-se as novas internas juntamente com duas monjas clarissas do Convento de Santa Clara do Desterro que haviam sido designadas para os cargos de abadessa e mestra na nova fundação, conforme Frei Jaboatão:

Em 7 de setembro de 1744, sairam deste mosteiro (do Desterro) para fundadoras do de Nossa Senhora da Lapa, nesta mesma cidade, a Madre Maria Caetana da Assumpção por abadessa, e a Madre Jozefa Clara de Jesus, por vigária e mestra; esta ficando ali incorporada por Breve Apostólico, e a outra voltou outra vez para o seu mosteiro em 10 de dezembro de 1750.[1]

A 19 de Fevereiro de 1822 a cidade foi palco de um dos muitos distúrbios que precederam a Guerra pela Independência na Bahia. Os soldados portugueses, perseguindo os brasileiros, tentam invadir o mosteiro, sob argumento de que ali se ocultavam revoltosos. Obstando-os, e temendo pela sevícia de suas internas, posta-se a Abadessa Joana Angélica, pagando o gesto com a vida, tornando-se, assim, a primeira mártir da Independência do Brasil.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Tanto o convento como a igreja seguem o modelo arquitetônico português dos séculos XVII e XVIII.

Possui, no seu interior, três altares, sendo o da capela-mór com sua cúpula no formato de coroa, sustentado por colunas ditas salomônicas (também usadas em outras construções religiosas da Capital baiana, a exemplo da Igreja de Conceição da Praia). Sua pintura é atribuída a Veríssimo de Souza Freitas.

O presbitério tem belos azulejos, e está protegido por gradil de ferro.

Em 1754 vieram de Lisboa as pedras entalhadas que ornam a portada da igreja, junto com vidros e a imagem da santa padroeira.

Referências

  1. JABOATÃO, Antonio de Santa Maria. Novo orbe seráfico brasílico, ou, Crônica dos frades menores da província do Brasil. Rio de Janeiro: Typ. Brasiliense de Maximiniano Gomes Ribeiro, 1862. 779 p. cap. XXVIII vol. III Parte Segunda

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • JABOATÃO, Antonio de Santa Maria. Novo orbe seráfico brasílico, ou, Crônica dos frades menores da província do Brasil. Rio de Janeiro: Typ. Brasiliense de Maximiniano Gomes Ribeiro, 1862.