Cráton

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Províncias geológicas da Terra (USGS)

Cratões (português europeu) ou crátons (português brasileiro) (do grego kratos, significando "força") são unidades geológicas bastante antigas da crosta continental, tendo se mantido relativamente estáveis por no mínimo 500 milhões de anos. Por estabilidade entende-se que estes se mantiveram preservados e foram pouco afetados por processos tectônicos de separação e amalgamação de continentes ao longo da história geológica do planeta.

São formados por rochas muito antigas, com até 4,5 bilhões de anos de idade. São compostos por dois tipos de rochas: as magmáticas, que se formam com o resfriamento e a cristalização do material magmático; e as metamórficas, rochas preexistentes, que foram alteradas pela ação da pressão e das elevadas temperaturas geradas tanto nos deslocamentos das placas, quanto nos vulcanismos.

Cratões com a sua idade de formação (texto em italiano).

Quando falamos que os crátons são estáveis, não significa que estamos dizendo que eles não passam por transformações. Porém, neles, os agentes endógenos ou internos de transformação do relevo praticamente não atuam. Por isso, as rochas são, externamente, muito desgastadas, em virtude da ação dos agentes externos ou exógenos, tais como a água, o vento e o clima.

Por essas razões, o relevo das áreas onde se localizam os crátons costuma abranger, em geral, regiões de planaltos com baixas altitudes e algumas depressões relativas.

Os crátons são divididos em dois tipos principais de estruturas: os escudos cristalinos e as plataformas.

Escudos Cristalinos: são também chamados de maciços antigos e caracterizam-se por serem compostos por rochas cristalinas (magmáticas e metamórficas). São tipos de crátons que afloraram na superfície, ou seja, não foram recobertos por outros tipos de estruturas geológicas.

Plataformas: são composições de crátons recobertas por outras formações estruturais, geralmente por camadas de sedimentos, as bacias sedimentares. São também conhecidas por embasamentos cristalinos e geralmente são formadas por regiões de depressões relativas, salvo quando a cobertura sedimentar é muito extensa.

Em geral, os crátons possuem uma grande importância para os estudos referentes à estrutura e ao passado geológico do planeta, pois apresentam uma elevada riqueza em termos de tipos e quantidades de minerais metálicos, como o ferro, o cobre, o alumínio e o estanho. Além disso, os crátons, por serem formações constituídas há muito tempo e estáveis, apresentam as mais antigas rochas do planeta.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]