Demografia da França

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A densidade populacional da República Francesa de acordo com censo de 1999.

A população da França é estimada em 65,4 milhões (janeiro de 2010),[1] sendo que aproximadamente 17% vivem ao redor de Paris (Île-de-France). A média da taxa de crescimento da população é: 0,55%. O PIB em poder de compra equivalente (PPP) foi de 35 375 mil dólares por capita em 2006. A população economicamente ativa é de 25 milhões. A taxa de desemprego está em 9%. Cerca de 20% da população passou dos 60 anos.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

A República Francesa oficialmente é um estado laico.[2] Em sua população estão representadas as principais denominações religiosas: católica 51%, ateus 31%, muçulmana 6%, protestante 2%, judia 1,5%, budista 1%, ortodoxa 0,5%, outras 7%.

Uma ampla variedade de religiões é praticada na França, pois a liberdade de culto é um direito assegurado na Constituição. De acordo com uma pesquisa de 2007, 51% se disseram católicos romanos, incluindo aqueles que não observam os ritos desta religião e que dentre estes 51%, apenas 10% praticam regularmente este credo.[3]

Estima-se que existam até 3,5 milhões de muçulmanos,[4] correspondendo a cerca de 6% da população francesa, e que segundo uma pesquisa realizada, 39% deles praticam as 5 orações diárias e que cerca de 70% dos muçulmanos da França já cumpriram o preceito do Ramadão. Esta é a religião que mais cresce neste país.[3]

Cerca de 31% dos franceses professam ser agnósticos ou ateus, 3% protestantes e 1% judeus.[3]

Idioma[editar | editar código-fonte]

O mapa da francofonia pelo mundo

O idioma oficial na França é o francês, proveniente do frâncico, variante linguística falada na Île-de-France que nos princípios da Idade Média e, ao longo dos séculos, se impôs ao resto das línguas e variantes linguísticas que se falam em quaisquer partes da França.

Apesar disto, esta imposição do francês tem sido fruto de decisões políticas tomadas ao longo da história, com o objetivo de criar um Estado uniformizado linguisticamente. Feito isto, o artigo 2 da constituição francesa de 1958 disse textualmente que «La langue de la République est le français».[5]

Este artigo tem servido para não permitir o uso oficial nos âmbitos de uso culto das línguas que se falam na França: o catalão, o bretão, o corso, o occitano, o provençal, o franco-provençal, o basco e o alsaciano. Somente se tem permitido ensinar alguma destas línguas como segunda língua estrangeira optativa na escola pública. A imigração proveniente de fora do país, assim como de regiões exclusivamente francófonas, faz com que a fração de falantes destas línguas seja cada vez mais baixo.

A França é um dos estados que não assinaram a Carta Europeia das Línguas Minoritárias. Apesar de tudo, hoje em dia, algumas instituições privadas têm procurado formalizar o uso destas línguas criando meios de comunicação, escolas primárias e secundárias para ensinar estas línguas ou convocar atos reivindicativos a favor de uma política linguística alternativa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Bilan démographique 2009». INSEE (em francês). 2010. Consultado em 14 de fevereiro de 2010 
  2. «Así es Francia». France diplematie (em espanhol). 2006. Consultado em 16 de abril de 2008 
  3. a b c France - International Religious Freedom Report 2008
  4. «A Report on the Size and Distribution of the World's Muslim Population - Europe Overview». INSEE (em inglês). October 2009. Consultado em 14 de fevereiro de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. «Constitution du 4 octobre 1958». conseil-constitutionnel 04.02.2008 (em francês). 2005  Parâmetro desconhecido |data_de_acesso= ignorado (ajuda)