Eddie Hart

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Eddie Hart
campeão olímpico
Atletismo
Modalidade 100 m
Nascimento 24 de abril de 1949 (70 anos)
Martinez, Estados Unidos
Nacionalidade norte-americano
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Munique 1972 4x100 m

Edward James "Eddie" Hart (Martinez, 24 de abril de 1949) é um ex-velocista e campeão olímpico norte-americano.

Em Munique 1972 integrou o revezamento 4x100 m com Larry Black, Gerald Tinker e Robert Taylor, que conquistou a medalha de ouro e igualou o recorde mundial para a prova – 38s19. [1]

Durante as eliminatórias dos 100 m rasos, realizada dias antes do revezamento, ele passou involuntariamente por uma grande controvérsia em sua carreira. Classificado para participar das quartas-de-final da prova, da qual era um dos favoritos ao ouro, ele chegou atrasado para a largada da sua bateria, a segunda, e perdeu a oportunidade de correr a final e ganhar a medalha. O problema foi que o técnico da equipe, Stan Wright, confundiu o horário da largada, consultando uma planilha de horários desatualizada, e não levou os atletas a tempo para o estádio. Apenas Robert Taylor conseguiu participar porque sua série era a última das quartas-de-final. [2]

Numa entrevista no ano 2000, seu companheiro de revezamento Taylor disse que os atletas dos 100 m e o técnico haviam deixado a Vila Olímpica em tempo, ou ao menos no que acreditavam ser o tempo certo. Enquanto esperavam o ônibus que fazia o transporte até o estádio, eles foram até o centro de transmissões da ABC acompanhar o que acontecia na tv e viram horrorizados os corredores se aprontando para correr a primeira bateria dos 100 m rasos, a bateria de um deles, Rey Robinson – que junto com Hart havia corrido os 100 m nas seletivas americanas em 9s9, igualando o então recorde mundial e eram os favoritos à medalha de ouro. Esquecendo o ônibus, os quatro fizeram uma corrida frenética até o estádio num carro dirigido por um funcionário da ABC, mas não deu tempo; tanto Robinson, que correria na primeira bateria, quanto Hart, que correria na segunda, não chegaram a tempo. Apenas Taylor, que correria na terceira, pode participar e chegou direto para a linha de largada, sem aquecimento e apenas retirando momentos antes do tiro de partida seu agasalho de treino. Ele ganharia a medalha de prata da prova.[2]

Hart continuou a correr por vários anos e, em 1989, aos 40 anos, quebrou o recorde mundial master para os 100 m rasos, marcando 10s6, marca que permaneceu imbatível por 14 anos. Ele nunca se lamentou da confusão e do destino que certamente lhe custou uma medalha de ouro e causou uma grande crise no Comitê Olímpico dos Estados Unidos, resultando na demissão do técnico depois do alarido na imprensa. Quando entrevistado e perguntado qual seria a pior memória de sua vida, Hart fala dos problemas de sua filha e ter que vê-la recém-nascida ligada a máquinas e tubos de respiração. Um ano depois de Munique ele se casou e pouco tempo depois teve uma filha. O bebê porém nasceu com problemas coronários e teve que ser submetida a uma cirurgia com seis meses de vida. Ficou claro, porém, ao entrar na idade escolar, que a menina tinha problemas mentais e não se desenvolvia intelectualmente da mesma maneira que as crianças da idade dela. Sua maior alegria foi vê-la participando e correndo no Special Olympics, o evento internacional criado para as pessoas com deficiência intelectual.[3]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Larry Black». Sportsreference. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  2. a b «Robert Taylor Dies at 59; Won 2 Medals in '72 Olympics». The New York Times. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  3. «Eddie Hart wins gold for his outlook». San Francisco Chronicle. Consultado em 12 de agosto de 2015