Carl Lewis

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Carl Lewis
Informações pessoais
Nome completo Frederick Carlton Lewis
Modalidade Atletismo
Nascimento 1 de Julho de 1961 (53 anos)
Birmingham, Alabama
Nacionalidade  Estados Unidos
Compleição Peso: 81 kg Altura: 1,91m

Willian Frederick Carlton 'Carl' Lewis (Birmingham, 1 de julho de 1961), é um ex-atleta dos Estados Unidos que ganhou dez medalhas olímpicas, nove das quais de ouro, e dez medalhas nos campeonatos mundiais de atletismo, oito das quais de ouro, em uma carreira que se estendeu de 1979, quando ele alcançou uma posição na classificação mundial, até 1996, quando ele ganhou seu último título olímpico e subsequentemente se retirou das pistas[1] . Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo, criado no mesmo ano como parte das celebrações pelo centenário da IAAF.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Biografia e Carreira[editar | editar código-fonte]

Carl Lewis

Lewis foi um velocista que liderou o ranking mundial nos 100m e 200m metros rasos, e eventos de salto em distância com frequência, de 1981 a início de 1990, foi nomeado Atleta do Ano pela Track and Field News, em 1982, 1983 e 1984, e estabeleceu recordes mundiais nos 100m, 4 por 100 metros, e 4 por 200 metros. Suas 65 vitórias no salto em comprimento durante 10 anos consecutivos são um dos maiores períodos de invencibilidade do atletismo mundial.

Carl Lewis foi recordista mundial dos 100 metros entre 1987 e 1994 (somente tendo perdido o recorde para Leroy Burell entre junho e agosto de 1991).

Numa prova lendária de salto em comprimento contra Mike Powell em 1991, chegou a fazer a marca de 8,91m, que não valeria como recorde mundial apenas por causa do vento acima de 2,0 m/s (logo depois deste salto, Mike Powell bateu o recorde mundial com 8,95m)[1] . Ainda assim, Carl Lewis detém até hoje a 3ª melhor marca da história da prova, 8,87m.

As realizações de sua vida lhe renderam inúmeros prêmios, sendo inclusive eleito o "Esportista do Século"[3] pelo Comitê Olímpico Internacional e nomeado "Olympian of the Century" pela revista esportiva americana Sports Illustrated[4] .

Em 2009, foi nomeado embaixador da FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação ligada a ONU[3] .

Controvérsia e Caso de Doping[editar | editar código-fonte]

Em 2003, o jornal "The Orange Register" noticiou que Carl Lewis não poderia ter disputado a Olimpíada de Seul, em 1988, pois teria sido flagrado no antidoping numa seletiva dois meses antes. Seu exame apontou um estimulante achado em antigripais, proibido pelo Comitê Olímpico Internacional. O jornal publicou uma carta em que Lewis recebeu só uma advertência do Comitê Americano (USOC). O caso, normalmente, seria passível de cancelamento da marca obtida pelo atleta e julgamento para suspensão. O vencedor da prova dos 100 metros rasos já havia sido pego no teste antidoping, com a medalha indo para Carl Lewis. Se ele fosse suspenso, esse seria o maior escandâlo de doping da história. Documentos divulgados por Wade Exum, diretor de Controle Antidoping do Comitê Olímpico dos EUA entre 1991 e 2000, reforçaram suspeitas de que o USOC encobriu mais de 100 casos de doping em dez anos. Nas eliminatórias para Seul, a entidade teria ocultado testes positivos de Joe DeLoach e Andre Phillips[5] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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