O. J. Simpson

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O.J. Simpson

O. J. Simpson em 1990.
Running back
Informações pessoais
Data de nascimento: 09 de julho de 1947 (69 anos)
Local de nascimento: São Francisco, California
Informação da carreira
Estreou em 1969 pelo Buffalo Bills
Jogou pela última vez em 1979 pelo San Francisco 49ers
História da carreira
 Como jogador:
Pontos altos na carreira e prêmios
Estatísticas de carreira na NFL até a temporada de 1979
Corridas     2 404
Jardas     11 236
Touchdowns     61
Pro Football Hall of Fame


Orenthal James "O.J." Simpson (São Francisco, 9 de julho de 1947) é um ex-jogador de futebol americano e ator norte-americano.

Em 1995 foi acusado do assassinato de sua ex-mulher Nicole Brown e de seu amigo Ronald Goldman. Foi absolvido após um longo julgamento, que recebeu grande destaque na mídia.

Em setembro de 2007, voltou a ter problemas com a lei após ser preso em Las Vegas, Nevada, e posteriormente acusado de diversos crimes, entre eles assalto à mão armada, sequestro e formação de quadrilha[1]. Em 3 de outubro de 2008, foi considerado culpado de todas as acusações[2], permanecendo detido no Clark County Detention Center enquanto aguardava a promulgação da sentença, marcada para 5 de dezembro de 2008[3].

Julgado culpado, foi condenado a 33 anos de prisão, sendo 15 anos por sequestro, 6 anos por porte de arma durante o crime e 12 anos por roubo. A revista National Enquirer publicou, em 15 de fevereiro de 2011, que o mesmo teria sido espancado por um grupo de jovens skinheads, há cerca de um mês antes da publicação, no pátio da prisão. O motivo da briga seria por revelações de relações sexuais feitas pelo ex-jogador de futebol americano com mulheres brancas no passado, se vangloriando do fato. Com os socos e pontapés recebidos, o mesmo veio a desmaiar, ficando 3 semanas internado na enfermaria da penitenciária. De acordo com a revista, ainda não se recuperou mentalmente, além de falar pouco e ter medo de deixar sua cela. Segundo o The Huffington Post, a notícia demorou para ser divulgada porque a Direção da Penitenciária fez de tudo para manter a agressão em segredo - o que não conseguiram.

Julgamento por assassinato[editar | editar código-fonte]

O julgamento de Simpson começou em 26 de setembro de 1994 e durou 372 dias. Ele foi acusado de matar a facadas sua ex-mulher, Nicole Brown, e seu amigo, Ronald Goldman, em 12 de junho de 1994, entre 22 e 23 horas, em frente à casa dela.

Nicole, ex-garçonete, passou a viver com Simpson em 1978, depois que ele se separou da primeira mulher, Marguerite. Simpson e Marguerite foram casados por 11 anos e tiveram 3 filhos (um morreu aos 2 anos). Simpson e Nicole oficializaram a união com uma grande festa, em 1985. Tiveram 2 filhos. Nesse mesmo ano, Simpson quebrou, com um bastão de beisebol, os vidros do carro de Nicole, onde ela havia se refugiado após uma discussão. O divórcio aconteceu em 1992 e havia registros policiais de 3 agressões físicas de Simpson contra Nicole. Em 1993, Simpson chegou a invadir a casa da ex-mulher, que se trancou na cozinha.

Em 17 de Junho de 1994, ao ser acusado de duplo homicídio, Simpson desapareceu depois de deixar com amigos uma carta que anunciava seu desejo de suicídio. Foi perseguido pela polícia por 96 quilômetros, trancou-se durante horas em seu carro e em seguida se entregou. A perseguição a Simpsom ganhou grande cobertura da mídia, e dividiu as atenções com os eventos desportivos que aconteciam naquele mesmo dia, como a abertura da Copa do Mundo FIFA e o quinto jogo das finais da NBA entre New York Knicks e Houston Rockets.

O júri era formado por 9 negros, 2 brancos e 1 hispânico. Dos 12 jurados, 10 eram mulheres. O veredito "inocente" foi anunciado em 3 de outubro de 1995.

Números do julgamento[editar | editar código-fonte]

  • Foram ouvidas 133 testemunhas.
  • A palavra sangue, a mais citada, foi pronunciada 15 mil vezes no julgamento.
  • Aconteceram 16 mil objeções durante o julgamento.
  • Os autos tinham 50150 páginas, e 1 milhão de linhas escritas.
  • 20 milhões de pessoas assistiram o julgamento pela televisão. O anúncio do veredito bateu o recorde de audiência da chegada do homem à Lua, e do funeral do presidente John Kennedy, recordes antes quebrados em abril de 1973 com o show de Elvis Presley no Havaí.
  • A promotora Marcia Clark foi quem mais falou no julgamento: 37 mil palavras. Em segundo lugar, ficou o principal advogado de defesa, Johnnie Cochran, com 33 mil palavras.

Curiosidades do julgamento[editar | editar código-fonte]

  • Durante o julgamento, o ex-marido da promotora Marcia Clark vendeu à imprensa sensacionalista fotos em que ela aparece com os seios expostos.
  • O advogado de Simpson, Johnnie Cochran, foi acusado pela ex-mulher, num livro, de tê-la espancado com frequência. Ele era também advogado de Michael Jackson.
  • O juiz Lance Ito é filho de 2 imigrantes japoneses que se conheceram num campo de concentração para japoneses nos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial.

Revelações impressionantes[editar | editar código-fonte]

O. J. Simpson com a filha, Sydney Brooke, em 1986.

No livro "If I Did It", O. J. descreve como, hipoteticamente, teria executado o plano caso tivesse sido ele o responsável pelas mortes:

No dia em que o amigo de Nicole, Ronald Goldman, chegou para devolver alguns utensílios emprestados pela mãe de Nicole, Simpson resolveu agir. Foi ao carro, vestiu um par de luvas de golfe, e com uma faca em mãos entrou na casa de Nicole de modo ímpar. Gritando e discutindo, afirmando que Nicole tinha ido a uma noitada com o amigo. Nicole negou, Ronald também. Simpson entanto preferiu "crer" no cão de Nicole, que chegou na sala abanando o rabo para Ronald. Neste momento, Simpson teve um ataque de raiva e gritou: " Você já esteve aqui!". Foi o estopim de um dos crimes mais noticiados por todo os Estados Unidos. Simpson parte para cima de Ronald e com a faca, que havia trazido do carro, Simpson atinge fatalmente Ronald com dezenas de facadas. Feito isso, ataca Nicole, chegando a quase arrancar a sua cabeça.

A frieza com que Simpson narra a história, no seu livro, desperta ódio no povo americano, que fez manifestações contra a venda do livro. Chegando a ponto de um dos sócios mais importantes da editora pedir desculpas em público. A editora teve que destruir cerca de 400 mil exemplares do livro.

A sentença de Simpson não sofreu nenhuma alteração, pois nos Estados Unidos ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime.

Há ainda rumores de que, se comprovado que Simpson ganhou cerca de 900 mil doláres pela venda do livro, as famílias das vítimas podem reclamar uma parte desse valor. Vale lembrar que o pagamento 33,5 milhões, que Simpson deveria pagar às famílias das vítimas, ainda não foi quitado.

O novo julgamento de O. J. Simpson[editar | editar código-fonte]

Novamente, O. J. Simpson volta ao banco dos réus, para se defender de uma acusação de assalto a um hotel-cassino em Las Vegas, após 13 anos da morte de sua ex-esposa. O assalto aconteceu em 2007, e Simpson chegou a ser preso, mas foi solto ao pagar fiança de 125 mil doláres, valor esse que seria dobrado mais tarde por ordem da juíza Jackie Glass, obrigando o ex-jogador a pagar 250 mil doláres ao estado de Nevada.

As vítimas foram 2 vendedores de artigos esportivos para colecionadores. Eles estavam em um quarto de um hotel-cassino, e afirmaram que foram rendidos por Simpson e alguns outros homens, todos bem armados. Simpson negou, afirmou que ele só fora ao quarto para recuperar alguns objetos que eram seus de direito, afirmou também que não estava armado. Do quarto, foram subtraídos 2 trófeus e várias lembranças assinadas pelo ex-jogador.

O júri encarregado do caso de Simpson, "não teve dó, nem piedade", declarando-o culpado, em 3 de Outubro de 2008. A pena foi divulgada em 5 de Dezembro, sendo condenado a 33 anos de prisão efetiva, com sequestro e assalto à mão armada, entre as 12 acusações de que foi considerado culpado.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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