Embraer Legacy 600

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Embraer Legacy
Embraer Legacy
Tipo Avião executivo
Fabricante Brasil Embraer
Primeiro voo 2001 (13 anos)
Capacidade 12 ou 15 passageiros
Custo unitário Aprox. US$ 29,5 milhões
Comprimento Aprox. 26 metros
Envergadura Aprox. 21 metros
Altura Aprox. 6 metros


O Legacy 600 é uma aeronave bimotor executiva de médio porte e alcance intercontinental, de construção convencional em alumínio e ligas metálicas e com motorização turbofan, com capacidade para transportar 12 ou 15 passageiros, dependendo da configuração adotada, fabricado no Brasil a partir da década de 2000 pela então EMBRAER, que é hoje o terceiro maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo e tem mais de 40 anos de história na fabricação de aviões comerciais, aviões para uso executivo, entre eles o Embraer EMB-121 Xingu, aviões para uso militar, entre eles o Embraer EMB-314 Super Tucano, e até um utilitário para aviação agrícola, o Neiva EMB-202 Ipanema.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A longa e respeitável trajetória da então empresa estatal EMBRAER foi iniciada na década de 1970, em parceria com o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), com o projeto e a construção em larga escala do EMB 110 Bandeirante, turboélice para transporte regional de passageiros, seguida na década de 1980 com o turboélice Brasília, também para transporte regional de passageiros, mantida na década de 1990, já como empresa privatizada, com o desenvolvimento e a fabricação do EMB-145 / ERJ-145, entre outros da mesma família, para transporte regional de passageiros, e na década de 2000 pela família E-Jet, para transporte regional de passageiros, entre eles o Embraer 190.

Com o sucesso de vendas de suas aeronaves regionais a jato, a então EMBRAER focou o concorrido mercado de aviação executiva. O novo avião representou um grande avanço no aprendizado do setor executivo.

Justamente o ERJ-145, ou mais precisamente o seu derivado ERJ-135, menor e mais leve, também projetado para transporte regional de passageiros, foi utilizado pelos engenheiros da então EMBRAER como base para dar origem ao Legacy, uma aeronave projetada para ser utilizada exclusivamente no transporte executivo de pessoas ou, eventualmente, para passeio e turismo, ou seja, quando o Legacy foi lançado no início da década de 2000, grande parte das peças e partes utilizadas na sua fabricação, a sua aerodinâmica e sua estrutura, os sistemas elétrico, hidráulico, mecânico e eletrônico, enfim, a maior parte dos conceitos empregados já havia sido testada e aprovada na aviação regional, pelo ERJ-135.

Isto significa que, quando concebido, o Legacy já era uma aeronave madura em vários aspectos, donde resultou seu sucesso de vendas principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Características[editar | editar código-fonte]


O índice de despachabilidade é um indicador usado por fabricantes de aeronaves e empresas de transporte aéreo regular para avaliar a confiabilidade e produtividade de aeronaves, ou seja, nos dias atuais é natural que aeronaves bem projetadas, fabricadas dentro de padrões rígidos de controle de qualidade e que apresentam no dia-a-dia de trabalho índices de cerca de 98% ou mais, consigam se firmar no competitivo mercado de transporte aéreo regular de passageiros, pois as companhias aéreas precisam de aviões confiáveis para transportar com segurança seus passageiros, e na prática o Legacy é um ERJ-135 adaptado para transporte executivo, com algumas modificações no projeto, e toda a experiência adquirida pela EMBRAER no transporte aéreo regular de passageiros, nos 30 anos anteriores ao lançamento do Legacy, está presente nesse jato executivo.

O Legacy (incluindo as versões 600 e Executive) oferece quase todos os aviônicos e itens de conforto disponíveis nos seus principais concorrentes, com alcance de aproximadamente 5.700 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas).

O alcance do Legacy 600 e do Legacy Executive é o suficiente para viagens do Brasil (São Paulo / Guarulhos ou Campinas, por exemplo) para os Estados Unidos (Nova York / JFK ou Washington, por exemplo) com apenas uma escala para reabastecimento no Caribe (Porto Rico, por exemplo).

Por cerca de US$ 29,5 milhões a Embraer oferece o Legacy com alcance de cerca de 5.700 quilômetros, equipado com galley completa com refrigerador para bebidas, água mineral, sucos e refrigerantes, forno de micro-ondas e forno elétrico, cafeteira elétrica e armário para talheres, pratos e copos. O toalete possui pia para lavar as mãos e escovar os dentes e pode ser equipado com miniducha para banhos rápidos, como opcional solicitado pelo comprador. A cabine de passageiros está equipada com DVD player e CD player, telefone por satélite, fax e pontos de acesso à internet.

O Legacy oferece o sistema de navegação EFIS, incluindo os PFD (telas primárias) e os MFD (telas multifuncionais), o radar meteorológico colorido (instrumento de fundamental importância para uma viagem segura), o GPS, o TCAS, o EGPWS, o IRS (sistema de navegação inercial), a APU (unidade independente geradora de energia), entre outros recursos.

Modelo Shuttle[editar | editar código-fonte]

A EMBRAER fabrica também o modelo Legacy Shuttle, com capacidade entre 15 e 35 passageiros, segundo a configuração.

Mercado[editar | editar código-fonte]

Os principais e bem refinados concorrentes do Legacy são o Bombardier Global 5000, o Dassault Falcon 2000 e o G450: são aviões fabricados por empresas com tradição em projetos de aeronaves para transporte executivo, atendem a pessoas exigentes e com altíssimo poder aquisitivo..[2]

Mais de 900 unidades da família ERJ-145, incluindo o ERJ-140 e o ERJ-135, estão voando em muitos países, incluindo os mais competitivos mercados, entre eles Estados Unidos e os países europeus, comprovando assim as características desses aviões. E mais de 150 unidades do Legacy estão voando também nesses mercados.

Em 2008 foram anunciados os modelos Legacy 450 e Legacy 500.

Acidente[editar | editar código-fonte]

Em 29 de setembro de 2006, o Legacy tomou as manchetes dos jornais, quando chocou-se em pleno ar com um Boeing 737-800 da Gol Transportes Aéreos, (Voo Gol 1907), na Serra do Cachimbo, ao norte do estado do Mato Grosso. Choque que foi consequência de uma série de erros cometidos pelos pilotos americanos do Legacy e por certa negligência dos controladores de voo. O Legacy conseguiu pousar em uma base da Força Aérea Brasileira na região, apesar de avarias a uma das asas e à cauda. Já o Boeing 737-800 não teve a mesma sorte, caindo sobre a Floresta Amazônica, vitimando todas as 154 pessoas a bordo. Esta representa a terceira maior tragédia até então nos céus brasileiros, superada apenas pelo Voo TAM 3054 em 17 de julho de 2007 e pelo Voo Air France 447 em 1 de julho de 2009

Família Legacy[editar | editar código-fonte]

Em 2008, a então EMBRAER anunciou duas versões menores da aeronave: o Legacy 500 e o Legacy 450.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Capacidade: 12 ou 15 passageiros
  • Tripulação: 1 piloto, 1 co-piloto e 1 comissária
  • Motorização / Legacy 600 (potência): 2 X Rolls Royce AE3007A (7.426 libras / cada)
  • Motorização / Executive (potência): 2 X Rolls Royce AE3007A (7.953 libras / cada)
  • Alcance (Legacy 600): Aprox. 5.700 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas)
  • Velocidade de cruzeiro: Aprox. 810 km/h
  • Pista pouso: Aprox. 1.999 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios)
  • Teto de serviço: Aprox. 12.000 metros
  • Consumo / Legacy 600 (QAV): Aprox. 1.300 litros / hora (lotado / 75% potência)
  • Consumo / Legacy 600 (QAV): Aprox. 0,1 litro / passageiro / km voado
  • Comprimento: Aprox. 26 metros
  • Peso máximo decolagem (Legacy 600): Aprox. 22.500 kgf
  • Preço (Legacy 600): Aprox. US$ 29,5 milhões (novo)

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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