Epitonium scalare

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaEpitonium scalare
Concha de E. scalare.
Concha de E. scalare.
Concha de E. scalare, coletada no sul da ilha de Luzón, Filipinas.
Concha de E. scalare, coletada no sul da ilha de Luzón, Filipinas.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
(sem classif.) clado Caenogastropoda[1]
(sem classif.) clado Hypsogastropoda
(sem classif.) grupo informal Ptenoglossa
Superfamília: Epitonioidea[1]
Família: Epitoniidae
Género: Epitonium
Röding, 1798[1]
Espécie: E. scalare
Nome binomial
Epitonium scalare
(Linnaeus, 1758)[1]
Sinónimos
Turbo scalaris Linnaeus, 1758
Scala scalaris (Linnaeus, 1758)
Scalaria scalaris (Linnaeus, 1758)
Epitonium breve Röding, 1798
Epitonium lineatum Röding, 1798
Epitonium medium Röding, 1798
Epitonium principale Röding, 1798
Scalaria conica Lamarck, 1801
Scalaria pretiosa Lamarck, 1816
Epitonium multivariciferum E. A. Smith, 1911
Scalaria pretiosa var. minor Grabau & King, 1928
Epitonium laevis Grabau & King, 1929
Epitonium minor Grabau & King, 1929
Epitonium pygmaeum Grabau & King, 1929
Epitonium subtile Grabau & King, 1929
(WoRMS)[1]

Epitonium scalare (nomeada, em inglês, precious wentletrap ou staircase shell[2] e, em português, escalária-preciosa)[3] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Epitoniidae. Foi classificada por Linnaeus, com a denominação de Turbo scalaris, em 1758, na obra Systema Naturae. É nativa das costas do sul do Japão e Taiwan ao sudoeste do oceano Pacífico[4][5] (Filipinas e Indonésia)[6] e no oceano Índico[7] (do Mar Vermelho até Madagáscar e África do Sul)[1]; considerada a espécie-tipo de seu gênero.[8]

Descrição da concha e habitat[editar | editar código-fonte]

Concha leve, com oito ou nove voltas bem arredondadas e frouxamente enroladas, conectadas umas às outras por costelas finas e semelhantes a varizes[7], com até sete centímetros de comprimento em sua totalidade.[6] A separação de suas voltas é tão completa que não há sutura (junção de uma volta com a outra)[7], como no caso da maioria das conchas de espiral, univalves. Suas costelas têm a aparência de uma gaiola branca[2], com abertura branca, envolvendo as espirais brilhantes de cor rosa pálida ou bege[7], como os degraus de uma escadaria em espiral[2] (daí provindo sua denominação de espécie: scalare).[9][10]

É encontrada em águas rasas da zona entremarés, até profundidades de quase 30 metros.[4]

Utilização de Epitonium scalare pelo Homem[editar | editar código-fonte]

Conchas de Epitonium scalare são conhecidas por ser atrativas ao colecionismo, com os primeiros colecionadores europeus, no século XVIII, as valorizando acima dos rubis e pagando altos valores por um espécime. No auge de sua popularidade, no século XIX, esta espécie custava várias centenas de libras, cada exemplar[2], e supostamente foi tão procurada que artesãos chineses as falsificaram, usando farinha de arroz em pasta; com a fraude sendo descoberta apenas quando se lavavam tais "conchas" em água.[5] O imperador Francisco I, marido de Maria Teresa, pagou 4.000 florins por um espécime não-falsificado. Elas ocuparam um lugar de destaque nos armários da imperatriz Catarina da Rússia e da rainha da Suécia. Embora não sejam mais considerados itens raros, ainda são muito admiradas, e espécimes belos são cobiçados, como sempre; mas seus preços, hoje em dia, são uma fração modesta do que foram em épocas anteriores.[2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f «Epitonium scalare» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  2. a b c d e SAUL, Mary (1974). Shells. An Illustrated Guide to a Timeless and Fascinating World (em inglês). London: Country Life. p. 43. 192 páginas. ISBN 0-600-38048-3 
  3. Ferreira, Franclim F. (2002–2004). «Conchas» (em inglês). FEUP. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  4. a b ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 68. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  5. a b WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 42. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  6. a b «Epitonium scalare (Linnaeus, 1758) - precious wentletrap» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  7. a b c d DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 53. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  8. «Epitonium» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  9. «scalaris (Latin)» (em inglês). WordSense Dictionary. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018. Of, pertaining to or resembling a flight of stairs, or a ladder. 
  10. Barritt, Michael J. (14 de abril de 2016). «Precious Wentletrap (Epitonium scalare (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 8 de setembro de 2018 
  11. LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 49. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3