Espirometria

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Fazendo uma espirometria

Espirometria é um exame do pulmão, também conhecido como Prova de Função Pulmonar, Prova Ventilatória ou Exame do sopro, realizado por médico pneumologista e fisioterapeuta. A espirometria permite o registro de vários volumes e dos fluxos de ar. A palavra espirometria vem do latim spirare = respirar + metrum = medida. O termo foi criado em 1789 quando cientistas investigavam uma forma de aferir o volume de oxigênio utilizado na respiração. Em linhas gerais, a espirometria mede a velocidade e a quantidade de ar que um indivíduo é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões.

Trata-se de um exame não invasivo e indolor, porém em raras situações de potencial risco para o paciente devido às manobras forçadas ou quando a situação do paciente possa comprometer o resultado do exame.

O exame é realizado respirando-se pela boca através de um tubo conectado a um aparelho chamado espirômetro que é capaz de registrar o volume e a velocidade do ar respirado.

A interpretação deste exame exige conhecimento de fisiologia e da mecânica respiratória humana e de doenças relacionadas ao pulmão. Mediante avaliação, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia certifica médicos pneumologistas a laudar os exames.

Pacientes com asma, DPOC, bronquite, bronquiectasia, enfisema, fibrose cística, sarcoidose ou fibrose pulmonar devem fazer espirometria periodicamente (de 3 em 3 meses, ou de 6 em 6 meses). O seu exame de espirometria serve para avaliar o efeito do tratamento médico em sua doença.

Parâmetros[editar | editar código-fonte]

Os parâmetros de avaliação mais comuns na espirometria são a capacidade Vital (CV), capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado (VEF) em intervalos cronometrados de 0,5, 1 (FEV1), 2 e 3 segundos, fluxo expiratório forçado 25-75% (FEF25-75) e ventilação voluntária máxima (VVM).[1]

Capacidade vital forçada (CVF)
é o volume máximo de ar exalado com esforço máximo a partir do ponto de máxima inspiração.
Volume expiratório forçado em 1 segundo (FEV1)
é o volume de ar exalado no primeiro segundo a partir do ponto de máxima inspiração. Os valores médios dependem do sexo e da idade da pessoa. Valores entre 80 e 120% da média são considerados normais.
VEF1/CVF1
razão entre volume expiratório forçado (cronometrado) e capacidade vital forçada no intervalo de um segundo. Em adultos saudáveis, o valor deve ser de aproximadamente 70–85%, diminuindo com a idade.[2] Em doenças obstrutivas, como a asma, DPOC, bronquite crónica ou enfisema, o valor de VEF1 diminui devido ao aumento da resistência ao fluxo expiratório.
Fluxo expiratório forçado (FEF)
é o fluxo ou velocidade do ar que é exalado dos pulmões durante o ponto intermédio de uma expiração forçada.
Pico de fluxo expiratório (PFE)
(ou débito expiratório máximo instantâneo) é o débito máximo de ar conseguido durante uma expiração forçada máxima


Passo a passo do exame[editar | editar código-fonte]

Um profissional orienta o paciente sobre as etapas que devem ser feitas durante o teste. Mas em linhas gerais, funciona da seguinte maneira[3]:

  • Sentado, o paciente deverá respirar através de um bucal conectado ao espirômetro. Como não se pode desperdiçar o ar que o paciente está respirando, uma presilha de borracha tapará o nariz enquanto o paciente respira pela boca.
  • O técnico pode pedir:
  1. Respirar tranquilamente por algum tempo.
  2. Encher o peito completamente.
  3. Assoprar com o máximo de força e rapidez possível, até que o técnico peça para você repetir o processo.
  4. O paciente deverá repetir o assopro pelo menos 3 vezes.
  5. Provavelmente também será necessário assoprar lentamente algumas vezes.
  6. Após a finalização desta primeira parte, o técnico pode pedir que o paciente use um “spray” broncodilatador e o teste será repetido novamente após 15-20 minutos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Exames de Espirometria». surgeryencyclopedia.com. Consultado em 30 de abril de 2017 
  2. Clinic, the Cleveland (2010). Current clinical medicine 2010 2nd ed. Philadelphia, Pa.: Saunders. p. 8. ISBN 1416066438 
  3. Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia
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