Estratégia da tensão

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A Estratégia da tensão é um termo genérico aplicável a um complexo de ações engendradas por membros de facções filiadas pela Ideologia a "Casos Políticos" que queiram estabelecer essa chamada nova ordem de Tensão.

Nem sempre sendo de uma chamada elite nacional e/ou global, podendo ser de origem estranha ao Estado e/ou a Constituição vigente. Visando sempre a múltiplos alvos, mas sempre de origem e com o objetivo de criar insegurança e desestabilização psicológica, social ou politicamente uma população, uma região ou um Estado e de modo a criar uma opinião pública favorável à instauração de um Estado policial e ambiente de extremo Terrorismo.

Seus instrumentos são ilegais, incluindo frequentemente meios violentos, como ataques terroristas, como exemplo temos o Caso de 11 de Setembro de 2001 ocorrido nos Estados Unidos.

Os assassinatos, sequestros, operações paramilitares , guerra psicológica, extorsão, incitação a Motim e disseminação de boatos por agentes provocadores, infiltrados, nem sempre do governo constituído, sendo a maior parte dessa prática com origem em oposição, mais que situação, segundo relatórios de Inteligência e/ou Interpol. Os executores poderão ou não ser membros dos serviços secretos do Estado ou organizações afiliadas.

Embora ainda haja um certo ceticismo quanto à existência de tal estratégia, há casos provados, na história recente, notadamente quanto à realização de operações false flag (« falsa bandeira»), caracterizando a Estratégia de tensão (Terrorismo). Sendo nos dias de hoje estudado como fenômeno identificado já na Segunda Guerra Mundial, como de Guerra total. sendo o caso, por exemplo, de atentados a princípio atribuídos a organizações de extrema esquerda. Posteriormente, indícios, documentos e provas mostraram conexões entre os executores materiais desses atos - geralmente indivíduos ligados a organizações políticas de direita ou extrema direita - e os serviços secretos e vice - versa, de quase todos os países da OTAN ou mesmo de Estados neutros, como a Suíça, bem como estranhos a esses, devendo ser exaustivamente estudados.

Origem[editar | editar código-fonte]

A expressão estratégia da tensão no conceito da Guerra total, nem sempre de Guerrilha - urbana, foi criada após a série de atentados ocorridos durante a Guerra Fria na Europa , particularmente entre 1969 e 1974. Na Itália teriam tido a finalidade de deslegitimar o Partido Comunista Italiano que, naqueles anos (1968 - 1978), estivera a ponto de se tornar o primeiro partido político do país, chegando a obter 34% de aprovação, em 1976, o característico do chamado Terrorismo, mais modernamente.

Atentados na Itália[editar | editar código-fonte]

E é justamente na Itália que se registra a primeira referência à estratégia da tensão , após o atentado à Banca Nazionale dell'Agricoltura, em Milão, em 12 de dezembro de 1969, quando 16 pessoas morreram e 88 ficaram feridas. Outros eventos semelhantes se seguiram, como se anotou acima.

Entre os grandes atentados do período ocorreu em San Benedetto Val di Sambro, na província de Bolonha, região da Emília-Romanha, em 4 de agosto de 1974, e ficou conhecido como "massacre do Italicus". Uma bomba de alto potencial explodiu no carro 5 do trem Roma - Munique, via Brennero, provocando a morte de 12 pessoas e ferindo outras 44.

Posteriormente ainda se registraram dois outros eventos importantes. Em 2 de agosto de 1980, o massacre da gare central de Bolonha resultou na morte de 85 pessoas, ferindo outras 200, quando um explosivo de fabricação militar, colocado em uma valise abandonada, explodiu na sala de espera de 2ª. classe da estação ferroviária. A ação foi atribuída aos NAR - Nuclei Armati Rivoluzionari, uma organização terrorista de tipo fascista.

Posteriormente, em 23 de dezembro de 1984, houve o último grande atentado incluído na estratégia da tensão: o massacre do trem rápido 904 ou "massacre de Natal", que atingiu um trem proveniente de Nápoles com destino a Milão, nas proximidades do local do "massacre do Italicus", ocorrido 10 anos antes. Por suas características e pelos personagens envolvidos, a comissão parlamentar italiana sobre o terrorismo considerou este último atentado como o ponto de ligação entre os anos de chumbo e a guerra da Máfia, iniciada nos primeiros anos da década de 1990.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Atentados[editar | editar código-fonte]

Do chamado atentado do Riocentro foi um frustrado ataque à bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador

Riscos a saúde[editar | editar código-fonte]

O medo gerado pela estratégia de tensão pode gerar pressão alta,[1] ataque cardíaco, AVC,[2] inflamação[3] e outas doenças cardiovasculares[4] Esse medo pode te fazer também um mal investidor.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Stuart Christie, Stefano Delle Chiaie: Portrait of a Black Terrorist, London: Anarchy Magazine/Refract Publications, 1984. 182 pp. ISBN 0-946222-09-6
  • Chernyavsky, V., ed. The CIA in the Dock: Soviet Journalists on International Terrorism, Moscow: Progress Publishers, 1983. 176 pp.
  • Daniele Ganser: Nato's Secret Armies: Operation Gladio and Terrorism in Western Europe. Frank Cass, London 2005, ISBN 0714685003
  • Philip Willan, Puppetmasters: The Political Use of Terrorism in Italy, London: Constable and Company, 1991. 375 pp. ISBN 0-09-470590-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]