Fontes Rocha

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José Fontes Rocha
Informação geral
Nome completo José Fontes Rocha
Nascimento 20 de setembro de 1926
Origem Porto
País Portugal Portugal
Morte 15 de agosto de 2011 (84 anos)
Gênero(s) Música popular portuguesa
Instrumento(s) Guitarra portuguesa
Afiliação(ões) Amália Rodrigues

José Fontes Rocha ComM (Porto, 20 de setembro de 1926 – Lisboa, 15 de agosto de 2011[1]) foi um exímio executante[2] e compositor em guitarra portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 12 anos, impulsionado por seu avô paterno, Joaquim Rocha, que era compositor e regente de banda, aprendeu solfejo e iniciou-se em violino.[1] Todavia, influenciado pelo pai, António Rocha, que tocava guitarra portuguesa entre amigos, a partir dos 16 anos passou a dedicar-se a este instrumento a par do exercício na profissão de electricista.[1] Daqui e no decurso dos quinze anos seguintes, partilhou conhecimentos e saudável concurso fadista entre os destacados dedilhadores nortenhos daquela época, Álvaro Martins, barbeiro, e Samuel Paixão, empregado bancário.

Apreciador dos mais destacados guitarristas de então, Raúl Nery,[1] Carlos Paredes, Francisco Carvalhinho e José Nunes, em 1956 e a convite deste último, decidiu experimentar a tarimba lisboeta, integrando o elenco artístico do «Restaurante Patrício», na Calçada do Carriche. Porque logrou emprego nos Correios, optou por radicar-se na capital, enquanto mais se embrenhava na lide fadista. Tocava no retiro do «Pampilho», também na Calçada do Carriche, quando a gerência da conceituada «Adega Mesquita» o contratou a tempo inteiro, o que lhe permitiu, com sustentação garantida, profissionaliuzar-se como guitarrista.

É a partir da «Adega Mesquita» que passa a aconpanhar o então famoso Fernando Farinha e realiza várias digressões ao Canadá e aos Estados Unidos (1962). Integrando o quarteto de guitarras encabeçado por Raúl Nery, ao lado de Júlio Gomes e Joel Pina, alcança o apreço e a amizade de Amália, de quem em breve passa a acompanhante dilecto nas primeiras deslocações da diva pelo mundo. Das geniais composições de Alain Oulman para Amália Rodrigues, foi o providencial dedilhador e solista dos vários trechos passados à guitarra portuguesa.

Fontes Rocha, no decurso da sua longínqua carreira e além do largo reportório musical que compôs, acampanhou as mais lídimas e bem posicionadas vozes da ribalta fadista.

Segundo opinião do instrumentista Pedro Caldeira Cabral, Fontes Rocha tomava «como modelos os estilos dos históricos Armandinho e José Nunes, cuja influência no seu tipo de sonoridade é perfeitamente reconhecível. Desenvolveu no entanto, com persistência notável, uma série de aperfeiçoamentos na sonoridade das guitarras, introduzindo técnicas de surdina, redesenhando também a forma das unhas e o ângulo de ataque das cordas».

Logo após seu passamento, o jornal «Público» convidou o editor de música gravada David Ferreira a pronunciar-se sobre os méritos de Fontes Rocha, tendo este considerado tratar-se de «um guitarrista revolucionário e arranjador genial, que preferia sempre o serviço aos holofotes». Referiu ainda: «É sabido que a música precisa de artistas e de carregadores de pianos, mas é difícil encontrar alguém como José Fontes Rocha, tão bom a ligar os cabos como a fazer a luz».

Em 2005, recebeu o Prémio Amália Rodrigues para Melhor Compositor de Fado.[1]

A 10 de Junho de 2010, foi feito Comendador da Ordem do Mérito.[3]

Era avô de outro renomado guitarrista, Ricardo Rocha.

Referências

  1. a b c d e «Morreu José Fontes Rocha, guitarrista de Amália Rodrigues». público.pt. 15 de agosto de 2011. Consultado em 27 de agosto de 2011. Arquivado do original em 28 de janeiro de 2012 
  2. «Morreu José Fontes Rocha, guitarrista de Amália Rodrigues (1926-2011)». aeiou.expresso.pt. 16 de agosto de 2011. Consultado em 27 de agosto de 2011 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Fontes Rocha". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 7 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]