Francesc Ferrer

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Francesc Ferrer
Francisco Ferrer
Fotografia de Francisco Ferrer
Nascimento 10 de janeiro de 1859
Alella, Espanha
Morte 13 de outubro de 1909 (50 anos)
Barcelona, Espanha
Nacionalidade Espanhol
Ocupação Pedagogo e político
Portal Portal da Anarquia

Francesc Ferrer i Guàrdia (Alella, 10 de janeiro de 1859  — Barcelona, 13 de outubro de 1909[1]) foi um pensador anarquista catalão, pedagogista, criador da Escola Moderna (1901), um projeto prático de pedagogia libertária.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Francesc Ferrer i Guàrdia nasceu em Allela (uma pequena localidade perto de Barcelona) em 10 de janeiro de 1859, filho de pais católicos, cedo se tornou anticlerical e juntou-se à loja maçônica Verdad, de Barcelona. Apoiou o pronunciamento militar de 1886, que pretendia proclamar a República, mas diante do fracasso deste, Ferrer teve de exilar-se em Paris. Sobreviveu ensinando espanhol até 1901, e durante este período criou os conceitos educativos que aplicaria em sua Escola Moderna. Isso tudo foi possível com a ajuda da Dama Marcela Carolina.

Escola Moderna[editar | editar código-fonte]

A Escola Moderna transformou-se em um movimento de caráter internacional de apoio dos trabalhadores a educação antiestatal e anticapitalista.

Segundo Maria Aparecida Macedo Pascal, "Ferrer desenvolveu o método racional, enfatizando as ciências naturais com certa influência positivista, privilegiando a educação integral. Propõe uma metodologia baseada na cooperação e respeito mútuo. Sua escola deveria ser freqüentada por crianças de ambos os sexos para desfrutarem de uma relação de igualdade desde cedo. A concepção burguesa de castigos, repressão, submissão e obediência, deveria ser substituída pela teoria libertária, de formação do novo homem e da nova mulher. Ferrer considerava que o cientificismo não era um saber neutro. Aqueles que tem o poder se esforçam por legitimá-lo através de teses científicas".

Perseguição e prisão[editar | editar código-fonte]

Devido a intolerância da igreja, em 1906, Ferrer foi preso sob suspeita de envolvimento no ataque de Mateu Morral, ex-colaborador de curta passagem, como tradutor e bibliotecário da Escola, que perpetrou um atentado frustrado contra o rei Afonso XIII de Espanha, sendo absolvido um ano depois. Entretanto, durante sua estadia na prisão a Escola Moderna foi fechada. No ano seguinte, viajou pela França e Bélgica; neste último país, fundou a Liga Internacional para a Educação Racional da Infância.

Execução[editar | editar código-fonte]

Em 13 de outubro de 1909 foi executado na prisão de Montjuïc durante a lei marcial, acusado de ter sido o instigador da revolta conhecida como a Semana Trágica de Barcelona em 1909.

Legado[editar | editar código-fonte]

Pouco tempo depois de sua execução, numerosos partidários das ideias de Ferrer criaram Escolas Modernas em vários países associadas aos sindicatos, inclusive no Brasil vinculados a Confederação Operária Brasileira - COB. A primeira Escola Moderna do Brasil foi fundada em São Paulo em 1909, e funcionou na Av. Celso Garcia, 262. Em 1913 a Escola Moderna n.º 2 foi fundada, também em São Paulo, pelo anarquista e sindicalista Adelino Tavares de Pinho, e em 15 de junho de 1915, a Universidade Popular de Cultura Racionalista e Científica criada pelo sindicalista e anarquista Florentino de Carvalho. A primeira e mais notável Escola Moderna dos Estados Unidos foi fundada em Nova Iorque, em 1911. Suas ideias libertárias influenciaram a filosofia educacional da Nova Escola de John Dewey e a pedagogia de Paulo Freire, no Brasil, entre outros.

Em 2011 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o pedagogo e político dando o seu nome a uma rua no Alto dos Moinhos.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SAFÓN, Ramón. O racionalismo combatente de Francisco Ferrer Guardia. Imaginário. São Paulo. 2003. 96p.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]