Frente de Libertação dos Açores

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Frente de Libertação dos Açores
Bandera FLA.png
Bandeira da FLA, uma adaptação da primeira bandeira da autonomia. Note-se a simbologia da proteção das estrelas pelo milhafre.
Datas das operações 8 de abril de 19751975
Líder José de Almeida
Motivos luta pela independência dos Açores
Área de atividade Açores Açores,  Portugal
Ideologia Independentismo
Principais ações ataques a sedes de partidos de esquerda
Ataques célebres 6 de junho de 1975 e invasão do emissor regional
Status as acções terminaram em 1975

A Frente de Libertação dos Açores (FLA) foi um movimento que, no contexto da Revolução dos Cravos em Portugal, pleiteou a independência dos Açores com relação aquele país. Foi uma organização similar à Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira.

História[editar | editar código-fonte]

O seu antecessor foi o Movimento para a Autodeterminação do Povo Açoriano, surgido em 6 de Junho de 1974. Com a implementação do comunismo em Portugal, alguns dos militantes do MAPA criaram a FLA, abertamente separatista, em Londres a 8 de abril de 1975, tendo levado a cabo acções violentas naquele mesmo ano.

Destacou-se como líder da organização o antigo deputado da Acção Nacional Popular à Assembleia Nacional, José de Almeida.

Em sua génese, o movimento apresentou-se marcadamente hostil em relação aos indivíduos de extrema esquerda. Embora tenha tido forte apoio da burguesia da ilha de São Miguel - proprietários e latifundiários receosos de uma possível nacionalização das suas terras, à semelhança do que sucedia em Portugal na época.

Sociologicamente esse grupo, em virtude da tradicional economia Micaelense, essencialmente agrária, tinha uma grande implantação local, com origem no sistema senhorial herdado do período do povoamento, e que à época ainda era preponderante.

José de Almeida tentou repetidas vezes negociar com o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América as condições para uma presumida independência do arquipélago, tendo todavia aquele órgão rejeitado qualquer tentativa de contacto, principalmente depois da estabilização da situação política em Portugal.

Do ponto de vista económico, os independentistas propuseram como principais meios de subsistência do seu projectado Estado, a renda que deveria vir da base das Lajes, na Terceira, e o recurso à energia geotermal, para suprir as necessidades energéticas que adviriam de um isolamento inicial face a Portugal. Refira-se a este propósito a manifesta suficiência dessas medidas, quando adicionadas à maior Zona Marítima da Europa, que é o mar dos Açores.

Apesar de todas as acções desenvolvidas no âmbito do plano de acção da FLA [1], não se conhece um seu responsável que tivesse sido condenado.

Presentemente, a FLA continua a desenvolver esforços, através do diálogo, para a referida independência dos Açores. Alguns dos seus ex-membros são hoje proeminentes figuras públicas do quotidiano açoriano, e um deles, João Bosco Soares da Mota Amaral, chegou inclusivamente a presidente da Assembleia da República.

Alguns dos argumentos mais fortes dos independentistas, são a proibição pela Constituição Portuguesa de partidos açorianos bem como de referendos e a presença do cargo de Representante da República que já teve o nome de Ministro da República e de Governador.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1975

Referências

  1. Rainer Daehnhardt recorda o deslocamento de jovens açorianos a Lisboa, a içarem a bandeira da FLA num mastro no Aeroporto da Portela, no Castelo de São Jorge e no monumento ao Marquês de Pombal naquela capital à época (in: Feitos dos Portugueses na Índia Consultado em 8 fev. 2009.
  2. «Cronologia pulsar da revolução». Universidade de Coimbra. Consultado em 27 de fevereiro de 2011 
  3. a b c «PREC: Cronologia do Ano de 1975 - XXII». Abril de Novo. Consultado em 27 de fevereiro de 2011 
  4. a b «Cronologia pulsar da revolução». Universidade de Coimbra. Consultado em 27 de fevereiro de 2011 
  5. «Cronologia pulsar da revolução». Universidade de Coimbra. Consultado em 27 de fevereiro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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