Gabriel Monod

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Gabriel Monod
Nome nativo Gabriel Monod
Nascimento 7 de março de 1844
Ingouville
Morte 10 de abril de 1912 (68 anos)
Versalhes
Cidadania França
Alma mater Escola Normal Superior de Paris
Ocupação medievalista, historiador, professor universitário
Empregador Universidade de Paris

Gabriel Monod (Ingouville, 7 de março de 1844 - Versalhes, 10 de abril de 1912) foi um historiador francês, sobrinho de Adolphe Monod.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Ingouville, uma comuna francesa na região administrativa da Alta-Normandia, no departamento Seine-Maritime, foi educado em Le Havre, em seguida, mudou-se para Paris para completar sua educação, ficando alojado alojamento com a família Pressensé. As influências de Edmond de Pressensé, um pastor e grande teólogo, e de Madame Pressensé, uma mulher de intelecto superior e sentimento refinado, que dedicou sua vida a obras educacionais e de caridade, causaram uma ótima impressão sobre ele.

Em 1865 deixou a École Normale Supérieure, e foi para a Alemanha, onde estudou na Universidade de Göttingen e na Universidade Humboldt, em Berlim. O ensino de Georg Waitz parece ter direcionado definitivamente seus estudos para a história da Idade Média. Retornando à França em 1868 foi nomeado por Victor Duruy para dar aulas sobre a história, seguindo o método utilizado nos seminários Alemães, na École des Hautes Études.

Quando a Guerra Franco-Prussiana eclodiu, Gabriel Monod, com seus primos Alfred e Sarah Monod, organizou uma ambulância com o qual acompanhou toda a campanha, de Sedan ao Le Mans. Ele escreveu um pequeno livro de memórias desta campanha, Allemands et Français (1871), em que falou dos conquistadores sem amargura, e esta atitude foi ainda mais louvável, pois sua mãe era originária da Alsácia, e foi incapaz de se resignar à perda da Alsácia e Lorena. Quando a guerra terminou ele voltou a lecionar.

Monod mesmo disse que seus alunos foram seus melhores livros, pois seu destino seria ensiná-los. Não tanto fatos novos, mas a forma de estudá-los, procurando desenvolver neles uma idéia de crítica e de verdade.

Em 1875 fundou a Revue Historique, que rapidamente tornou-se uma grande autoridade em matéria de educação científica. Alguns de seus artigos nesta e outras publicações periódicas foram reunidas em forma de livro, Les Maîtres de l'histoire: Ernest Renan, Hippolyte Taine, Jules Michelet (1894); Portraits et souvenirs (1897: em Victor Hugo, Fustel de Coulanges, Victor Duruy, etc).

Faleceu em 1912 em Versalhes e foi sepultado no Cemitério Gonards.