Giacomo Quarenghi

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Giacomo Quarenghi
Nascimento 8 de setembro de 1744
Rota d'Imagna
Morte 18 de fevereiro de 1817 (72 anos)
São Petersburgo
Sepultamento Cemitério Lazarev
Ocupação arquiteto, pintor
Magnum opus Instituto Smolny, Palácio de Alexandre
Movimento estético classicismo
Projeto do Instituto Smolny
Praça das Catedrais, pintura de Quarenghi em 1797.

Giacomo Quarenghi [ˈdʒaːkomo kwaˈreŋɡi] (Rota d'Imagna, 20 ou 21 de setembro de 1744 - São Petersburgo, 1 de março de 1817) foi o mais importante arquiteto italiano da tendência palladiana a trabalhar na Rússia.

Nasceu em família nobre e foi destinado a ou estudar Direito ou entrar para a Igreja Católica, mas foi-lhe permitido estudar pintura com G. Reggi em Bérgamo, que fora aluno de Tiepolo. Recebeu educação esmerada e viajou muito pela Itália. Visitou os templos gregos em Pesto e chegou em Roma em 1763. Ali estudou pintura com Anton Raphael Mengs e Stefano Pozzi, mas então passou a se dedicar à arquitetura. Inscreveu-se como aluno de Derizet e Posi, que pouco o impressionaram, mas, ao ler uma recente edição do L'Archiettura, de Palladio, queimou todos os seus desenhos e estudos anteriores, e acorreu às ruínas onde poderia "aprender a boa e perfeita escola". Em 1768 os monges beneditinos de Subiaco encomendaram um projeto de reforma da Igreja de Santa Escolástica a ele, iniciado em 1770. O prédio medieval foi inteiramente refeito em um estilo austero, diretamente derivado de Palladio. Mas quando o edifício foi aberto a uma inspeção em 1773, ainda incompleto, não suscitou nenhum entusiasmo no cardeal Braschi, o patrono das obras. Logo em seguida Braschi foi eleito papa, e Quarenghi percebeu que sua carreira não teria futuro na Itália. Em 1779 abriu-se uma oportunidade quando o embaixador russo visitou o país em busca de arquitetos para trabalharem para Catarina, a Grande. Aceito, partiu imediatamente para São Petersburgo, tornando-se o arquiteto favorito da imperatriz.[1]

Ali chegando, conheceu a produção do francês Claude-Nicolas Ledoux, pela qual se interessou grandemente, e que o auxiliou a aperfeiçoar seu próprio estilo. Tornou-se o autor de pelo menos dezenove grandes projetos, entre academias, teatros, palácios e outras edificações, que fizeram de São Petersburgo o mais importante centro do palladianismo no norte da Europa. Entre os mais notáveis estão o Teatro do Hermitage, o Palácio do Parque Inglês, o Banco do Estado, o Instituto Smolny e o Mercado dos Arcos, além de numerosas villas para a nobreza. Trabalhou na Rússia até depois da morte da imperatriz, e foi o inspirador de uma onda revivalista clássico-palladiana no final do século XIX, quando foi estilo de eleição na construção de prédios para bancos, uma tendência liderada por Viktor Schreter.[1][2]

Com a ascensão de Paulo I ao trono, que detestava tudo o que se relacionava com sua mãe, Quarenghi caiu em desfavor. Entrando na Ordem de Malta tornou-se o seu arquiteto oficial, mas suas encomendas permaneceram escassas, além de seu estilo estar saindo de moda. Então partiu para a Itália, onde foi recebido em triunfo, e passou a pintar aquarelas com vedute de cenários arquitetônicos. Também publicou livros com projetos arquitetônicos palladianos e criou desenhos para elementos decorativos. Sucedendo Paulo I, subiu ao trono russo Alexandre I, que voltou a prestigiá-lo. Tornou-se membro correspondente da Academia Imperial, mas seu projeto para a colunata do Palácio Anichkov recebeu severas críticas. Mesmo assim foi nobilitado pelo imperador e recebeu a Ordem de São Vladimir de Primeira Classe em 1814. Depois de 1804 retirou-se da cena pública, ainda considerado uma celebridade. Teve treze filhos em dois casamentos. Alguns permaneceram na Rússia e outros se mudaram para a Itália. No centésimo-quinquagésimo de sua morte foi-lhe erguido um busto em São Petersburgo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Kirk, Terry. The architecture of modern Italy. Volume 1 de The challenge of tradition, 1750-1900 [electronic resource]. Princeton Architectural Press, 2005. pp. 59-61
  2. Kirikov, Boris. The Architecture of Petersburg Banks. In Ananich, Boris; Brumfield, William & Petrov, Yuri. Commerce in Russian urban culture: 1861-1914. Woodrow Wilson Center Press, 2001. p. 112-126