Gilbert Durand

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Gilbert Durand
Nascimento 1 de maio de 1921
Morte 7 de dezembro de 2012 (91 anos)
Nacionalidade França Francês
Ocupação Professor universitário

Gilbert Durand (1 de maio de 19217 de dezembro de 2012[1]) foi um professor universitário francês conhecido por seus trabalhos sobre o imaginário e mitologia.

Professor de filosofia de 1947 a 1956, professor titular e professor emérito de sociologia e de antropologia da Universidade de Grenoble II, é co-fundador - juntamente com Léon Cellier e Paul Deschamps, em 1966 -, e atualmente diretor, do Centro de Pesquisas sobre o Imaginário (Centre de recherche sur l'imaginaire), bem como membro do Círculo de Eranos. Foi participante da Resistência Francesa durante a 2ª Guerra Mundial.

Discípulo de Gaston Bachelard, de Henry Corbin e de Carl Jung, mestre de Michel Maffesoli, Gilbert Durand é reconhecido mundialmente nos meios acadêmicos; seu centro de pesquisa, atualmente, coordena vários outros centros de pesquisa ao redor do mundo, incluindo o Centro de Estudos do Imaginário, Culturanálise de Grupos e Educação (CICE, pertencente à Faculdade de Educação da USP)

A obra de Durand (2002) se apresentou como a base teórico-epistemológica. Durand (2002) apresentou cinco aspectos na compreensão do imaginário e seus efeitoshistóricos e sociais que devemos ter atenção a polissemia dos símbolos, as derivações das distintas recepções nas diversas comunidades, as identificações culturais que dão vida aos símbolos, as flutuações biográficas que guiam os indivíduos e a difusão dos símbolos submetidos a diferentes lógicas socioculturais.

O símbolo e o mito servem com base antropológica pela qual se constrói a significação histórica. Além disso, ele acredita que uma sociedade só se perpetua se as instituições repousam sobre fortes crenças coletivas.     

E segundo Durand (2002) todo o imaginário será devedor de três esquemas básicos, o mítico heróico, mítico místico e mítico dramático. O primeiro sendo derivado das imagens aéreas, de colocar-se de pé, que são imagens masculinas devido a organização a partir das imagens fálicas. O segundo mítico místico seria imagens de escavação, interioridade e das profundezas seriam imagens do universo feminino. E o mítico dramático se configuraria a partir das imagens de movimento, rítmicas, que equilibrariam as forças masculinas e femininas das imagens.                 

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A imaginação simbólica. São Paulo: Cultrix, 1988.
  • As estruturas antropológicas do imaginário. Lisboa: Presença, 1989.
  • De la mitocrítica al mitoanálisis. Figuras míticas y aspectos de la obra.

Barcelona: Anthropos, 1993.

  • A fé do sapateiro. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1995.
  • Campos do imaginário. Lisboa: Instituto Piaget, 1998.
  • O imaginário: ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]