Humor negro

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O humor negro é um subgênero do humor que utiliza situações consideradas por muitos como de mau gosto ou politicamente incorretas, preconceituoso, usualmente de natureza mórbida, para fazer rir ou divertir o público menos susceptível. Entre os temas retratados pelo humor negro estão a morte, o suicídio e o preconceito racial (geralmente abordando etnias excessivamente vitimizadas pelo status quo ou por algum evento histórico que façam os outros grupos vê-los como supostas "vítimas" implicitamente).

Na música[editar | editar código-fonte]

Há diversos grupos musicais que se baseiam no humor negro para criar suas letras, os quais por vezes acabam tornando-se fenômenos na rede, onde há menos bloqueio da mídia. Como exemplos, no Brasil, pode-se citar Rogério Skylab, músico que aborda abertamente temas tidos como anti-higiênicos ou anti-éticos em geral e a U.D.R. , um trio de Belo Horizonte que aborda satiricamente temas como satanismo, anti-cristianismo, violência extrema, homoerotismo, escatologia, abuso de drogas, etc.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Matadores de Velhinhas, filme britânico de 1955 readaptado em 2004, é uma das obras de humor negro mais conhecidas do cinema, assim como Dr. Strangelove (Brasil: Dr. Fantástico), de 1964 e Mash, de 1970, Harold and Maude, filme americano de 1971. São também considerados filmes de humor negro: Os Fantasmas se Divertem (1988), Depois de Horas (1985), A Noite das Brincadeiras Mortais (1986), As Bruxas de Eastwick (1987), Queime Depois de Ler (2008), Trovão Tropical (2008), A Família Addams (1991), A Família Addams 2 (1993), Fargo (1996), Desventuras em Série (2004), Marte Ataca! (1996), Os Homens que Encaravam Cabras (2009), O Sentido da Vida (1983), Um Homem Sério (2009), Um Vampiro no Brooklyn (1995), Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014), entre outros.

Desenhos[editar | editar código-fonte]

Mistureba, Ren & Stimpy, e Invader Zim também podem ser considerados deste gênero, pois muitas vezes tentam provocar risadas com a dor dos personagens. Mundo Canibal, Apenas um Show, The Simpsons, Hora de Aventura, Family Guy (Uma Família da Pesada), Beavis and Butt-head, American Dad, Drawn Together, Ugly Americans, The Cleveland Show, Happy Tree Friends e South Park também são considerados por muitos como de humor negro.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Na literatura, destaca-se o toque de humor negro em títulos como Clube da Luta e O Sobrevivente, dentre outras. Algum sarcasmo também apresenta omovimento realista na descrição da alienação e dos vícios humanos, incluindo Machado de Assis, que escreveu algumas de suas obras em tom irônico como Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil). O sarcasmo também foi usado por muito dos filósofos mais iconoclastas, como é o caso do allemão Nietzsche e do famoso guerreiro Dolla.

Na literatura brasileira contemporânea, há diversos usos do recurso. O livro Dedo Negro com Unha, do escritor amazonense Daniel Pellizzari, sintetiza a paródia e a ironia enquanto mote. A novela O cheiro do ralo, do quadrinista e escritor paulistano Lourenço Mutarelli, aborda de forma exacerbada a utilização do humor negro.

Na televisão[editar | editar código-fonte]

Como exemplos de produções televisivas que se utilizam do humor negro, a série Weeds figura entre o gênero: uma dona de casa viúva que vive em um subúrbio, que se torna uma vendedora de maconha para seus vizinhos para bancar sua vida. Piadas envolvendo a vida, o câncro, a sexualidade, a religião, entre outros, é constante. Outra série em que os personagens se utilizam do humor negro é Two and a Half Men, em especial o protagonista Charlie Harper (interpretado por Charlie Sheen).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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