Humor negro

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O humor negro é um subgênero do humor que utiliza situações mórbidas,[1] de "politicamente incorretas"[carece de fontes?], para extrair comicidade, ou que insere elementos mórbidos, macabros e/ou trágicos em situações cômicas.[2][3][4] Entre os temas retratados pelo humor negro estão a morte,[5] doenças, desgraças, entre outros.[6]

Na música[editar | editar código-fonte]

Há diversos grupos musicais que se baseiam no humor negro para criar suas letras, os quais por vezes acabam tornando-se fenômenos na rede, onde há menos bloqueio da mídia. Como exemplos, no Brasil, pode-se citar Rogério Skylab, músico que aborda abertamente temas tidos como anti-higiênicos ou antiéticos em geral e a U.D.R., um trio de Belo Horizonte que aborda satiricamente temas como satanismo, anticristianismo, violência extrema, homoerotismo, escatologia, abuso de drogas, etc.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Matadores de Velhinhas, filme britânico de 1955 readaptado em 2004, é uma das obras de humor negro mais conhecidas do cinema, assim como Dr. Strangelove (Brasil: Dr. Fantástico), de 1964 e Mash, de 1970, Harold and Maude, filme americano de 1971. São também considerados filmes de humor negro: Os Fantasmas se Divertem (1988), Depois de Horas (1985), A Noite das Brincadeiras Mortais (1986), As Bruxas de Eastwick (1987), Queime Depois de Ler (2008), Trovão Tropical (2008), A Família Addams (1991), A Família Addams 2 (1993), Fargo (1996), Desventuras em Série (2004), Marte Ataca! (1996), Os Homens que Encaravam Cabras (2009), O Sentido da Vida (1983), Um Homem Sério (2009), Um Vampiro no Brooklyn (1995), Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014), Idiocracia (2006), entre outros.

Desenhos[editar | editar código-fonte]

Em causa estão os desenhos de Mistureba, Ren & Stimpy, Invader Zim, Kochikame também podem ser considerados deste gênero, pois muitas vezes tentam provocar risadas com a dor dos personagens, por cenas de morte, suicidio e preconceito racial.

Mundo Canibal, The Simpsons, Futurama, Family Guy (Uma Família da Pesada), Robot Chicken, The Brak Show, Aqua Teen Hunger Force, Space Ghost Coast to Coast, Beavis and Butt-head, American Dad, Drawn Together, Ugly Americans, The Cleveland Show, Happy Tree Friends, South Park também são considerados por muitos como de humor negro devido às cenas de sangue em desenhos e também por má influência às crianças.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Na literatura, destaca-se o toque de humor negro em títulos como Clube da Luta e O Sobrevivente, dentre outras. Algum sarcasmo também apresenta o movimento realista na descrição da alienação e dos vícios humanos, incluindo Machado de Assis, que escreveu algumas de suas obras em tom irônico como Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil). O sarcasmo também foi usado por muito dos filósofos mais iconoclastas, como é o caso do alemão Nietzsche e do famoso guerreiro Dolla.

Na literatura brasileira contemporânea, há diversos usos do recurso. O livro Dedo Negro com Unha, do escritor amazonense Daniel Pellizzari, sintetiza a paródia e a ironia enquanto mote. A novela O cheiro do ralo, do quadrinista e escritor paulistano Lourenço Mutarelli, aborda de forma exacerbada a utilização do humor negro.

Na televisão[editar | editar código-fonte]

Como exemplos de produções televisivas que se utilizam do humor negro, a série Weeds figura entre o gênero: uma dona de casa viúva que vive em um subúrbio, que se torna uma vendedora de maconha para seus vizinhos para bancar sua vida. Piadas envolvendo a vida, o cancro, a sexualidade, a religião, entre outros, são constantes. Outra série em que os personagens se utilizam do humor negro é Two and a Half Men, em especial o protagonista Charlie Harper (interpretado por Charlie Sheen). No Brasil,programas de televisão como Pânico na Band e Hermes e Renato são de humor negro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Brandão, Décio Alves (2014). Dicionário auxiliar de palavras cruzadas 2ª ed. (Torrinha: Clube de autores). p. 133. ISBN 978-85-910328-0-8. 
  2. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda (1975). Novo dicionário da língua portuguesa (Rio de Janeiro: Nova fronteira). p. 740. 
  3. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda (1999). Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa 3ª ed. (Rio de Janeiro: Nova fronteira). p. 1065. ISBN 85-209-1010-6. 
  4. Kobs (2012). Interpretação de textos para concursos (Curitiba: IESDE). p. 150. ISBN 978-85-387-3008-8. 
  5. Ribeiro, M. M. C. (Outubro 2008). "Do trágico ao drama, salve-se pelo humor!". Estudos de psicanálise (31). ISSN 0100-3437.
  6. Borba, Francisco S. (2004). Dicionário UNESP de português contemporâneo (São Paulo: UNESP). p. 726. ISBN 85-7139-576-4. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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