Igreja Maná

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A Igreja Maná é uma seita Neopentecostais de origem portuguesa. Tem presença em mais de 80 países.

História[editar | editar código-fonte]

A igreja foi fundada oficialmente em Setembro de 1984 em Lisboa por Jorge Tadeu.[1]

Em 1990 Jorge Tadeu autodenominava-se "Apostolo". Ele construiu uma hierarquia para controlar melhor os crentes. Qualquer pessoa que tenha encontrado o sistema pode se tornar bispo sem ter concluído um estudo bíblico adequado em uma universidade reconhecida.

Jorge Tadeu usa seu próprio livro "Autoridade e Submissão" para ganhar soberania ou soberania ditatorial. Todo mundo tem que se submeter radicalmente a Jorge Tadeu e sua autoridade. Liberdade de expressão, liberdade de escolha e compreensão são, portanto, proibidas.

Outros princípios anticristãos incluem a proibição de ler outros livros cristãos e ouvir outros sermões. Segundo Jorge Tadeu é um pecado “fogo estrangeiro”. A pessoa que fizer isso será julgada e punida se um diácono, pastor ou bispo o fizer.

Televisão, Rádio e Media[editar | editar código-fonte]

A igreja Maná é detentora de vários canais de televisão e rádio em Portugal, Espanha, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Os canais de televisão KuriakosTV, TV Maná ManáSat 1 e têm emissão via satélite com alcance da Europa ocidental, Norte de África e África Austral, centro e leste dos Estados Unidos da América, América Central e América do Sul.

Escândalos e Polémicas[editar | editar código-fonte]

Eleições Legislativas de 2005[editar | editar código-fonte]

Em Fevereiro de 2005, a Igreja questionou a utilidade da participação dos cidadãos portugueses nas eleições legislativas. A iniciativa foi feita através de folhetos e de uma mensagem no seu site oficial.

Os folhetos aconselhavam o "voto cruzado" como forma de castigar os governantes e envergonhar o governo e todo o sistema que não está a ser correcto para com o povo português». Jorge Tadeu declarou que não iria votar e teceu diversas críticas aos governantes e aconselhou os cidadãos a ler a Constituição da República Portuguesa, de modo a conhecerem os seus direitos, pois os deveres «são demasiadamente exigidos pelos governantes e não há quem não os conheça».[2]

Proibição e Cisma em Angola[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2008, o Governo Angolano decidiu proibir a actividade da Igreja Maná por «violações sistemáticas» da lei angolana e da ordem pública, segundo um decreto-lei 14/92 no DR nº15, 1ª série, de 25 de Janeiro publicado no Diário da República de Angola.

Segundo a imprensa, um dos motivos desta decisão surgiu em Maio de 2007, quando o Bispo José Luís Gambôa foi suspenso por alegado desvio de fundos que teriam sido doados pela petrolífera Sonangol, com o objectivo de construir uma escola.[3]

Em Abril de 2008, Jorge Tadeu acusou o Ministro Angolano da Justiça (Manuel Aragão) e a empresa Sonangol de envolvimento num cisma religioso. Este cisma religioso consistiu na criação de um novo culto a Igreja Cristã da Arca de Noé, que estaria a atrair um grupo de bispos, pastores e fiéis da ilegalizada Igreja Maná em Angola, que decidiram demarcar-se de Jorge Tadeu.

Houve ainda troca de acusações entre Jorge Tadeu, que acusou os dissidentes de serem «pessoas com processos-crime em Angola por desvios de fundos e outros crimes», e os membros da Igreja Cristã da Arca de Noé acusaram Jorge Tadeu de "querer transformar a Igreja Maná numa religião política, que combate partidos políticos e pretende derrubar governos".[4]

No entanto, quer o governo Angolano, quer a própria Justiça, nomeadamente tribunais, juízes, etc. nunca deram qualquer tipo de explicação legal para a decisão tomada unilateralmente de ilegalizar a igreja Maná em Angola através de decreto sem qualquer tipo de notificação e/ou julgamento prévio, sendo por isso uma decisão de todo questionável em meios nacionais e internacionais, levando irremediavelmente ao debate do problema da liberdade religiosa nos países africanos de língua oficial portuguesa.

A OPA à Media Capital[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 2005, a Bolsa de Lisboa foi surpreendida por uma alegada oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital de um grupo sediado em Espanha (LP Brothers), com o apoio financeiro da Igreja Maná. A operação foi inicialmente comunicada à imprensa e posteriormente desmentida à CMVM.

Segundo um responsável da LP Brothers, o financiamento da operação seria assegurado pela Igreja Maná, através da sua unidade de media Maná Sat. A operação estava envolvida numa estratégia de investimento da empresa no valor de 43 milhões de euros para o mercado português. O caso foi levado a tribunal, depois de o Ministério Público (MP) ter acusado a empresa da prática ilícita de manipulação de mercado.[5]

Na altura, Jorge Tadeu afirmou que "a aquisição estava a ser estudada", acrescentando que já tinha pedido uma reunião com a Alta Autoridade para a Comunicação Social para se inteirar sobre "as características da licença, os accionistas e a situação financeira da TVI".[6]

Posteriormente, após Paes do Amaral ter afirmado que na Media Capital não havia espaço para mais parceiros estratégicos, Jorge Tadeu exigiu publicamente um pedido de desculpas e ameaçou com um "processo-crime por difamação". O líder da Igreja Maná aproveitou o incidente para revelar um pouco das actividades financeiras da Igreja: "A Igreja Maná trabalha com bancos, empresas de capital de risco e fundos de investimento bancário que se mostraram disponíveis a investir ou a fazer parcerias".[7]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]