Inveja do útero e da vagina

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Na psicologia feminista os termos inveja do útero e inveja da vagina denotam a ansiedade não expressa que alguns homens sentem na inveja natural das funções biológicas específicas das mulheres (gravidez, parto, aleitamento materno) — emoções que impulsionam sua subordinação social das mulheres, e para dirigirem-se ao sucesso na perpetuação de seus nomes através de legados materiais.[1] Cada termo é análogo ao conceito de inveja feminina do pênis, derivado da teoria do desenvolvimento psicossexual, presente na psicologia Freudiana; eles abordam as dinâmicas do papel social de gênero subjacentes à “inveja e fascínio com os seios femininos e a lactação, com a gravidez e o parto, e a inveja da vagina [que] são pistas para um complexo de feminilidade dos homens, que se defendem contra por meios psicológicos e socioculturais”.[2]

Inveja do útero denota a inveja que os homens sentem de um papel principal da mulher de alimentar e sustentar a vida. Ao cunhar o termo, a psiquiatra Neo-Freudiana Karen Horney (1885–1952) propôs que os homens experimentam a inveja do útero mais fortemente do que as mulheres experimentam a inveja do pênis, porque “os homens precisam depreciar as mulheres mais do que as mulheres precisam depreciar os homens”.[3] Como psicanalista, Horney considerou a inveja do útero uma tendência cultural, psicossocial, como o conceito de inveja do pênis, ao invés de uma característica psicológica masculina inata.

Posteriormente, em Eve's Seed: Biology, the Sexes, and the Course of History (2000), o historiador Robert S. McElvaine estendeu o argumento de Horney que a inveja do útero é um fator poderoso e elementar na insegurança psicológica sofrida por muitos homens. Ele cunhou o termo Síndrome Não-Menstrual (SNM), denotando a inseguraça de um homem diante dos poderes biológicos e reprodutivos da mulher; portanto, a inveja do útero impulsiona os homens a definirem suas identidades em oposição às mulheres. Por isso, homens que são invejosos do poder reprodutivo das mulheres insistem que um “homem de verdade” deve ser “não-mulher”, portanto eles procuram dominar socialmente as mulheres — o que eles podem fazer ou não durante a vida — como compensação psicológica pelo que os homens não podem fazer biologicamente. [4]

Inveja da vagina denota a inveja que os homens sentem em relação às mulheres por terem uma vagina. Em Psychoanalysis and Male Sexuality (1966), Hendrik Ruitenbeek relacionam a inveja da vagina com o desejo dos homens de serem capazes de dar à luz e de urinar (maior taxa de fluxo) e se masturbar de maneiras fisicamente diferentes daquelas disponíveis para os homens, e que tal inveja psicológica pode produzir misoginia em homens neuróticos.[5] Além disso, em Vagina Envy in Men (1993), o médico Harold Tarpley elucida as diferenças teóricas entreo os conceitos de inveja da vagina, inveja do útero, inveja dos seios, e inveja do parto, emoções onde os homens sofrem inveja — “um desejo relutante da excelência ou da vantagem de outro” — das capacidades biológicas femininas das mulheres da gravidez, do parto, do aleitamento materno, e da liberdade do papel-social de nutrir fisicamente as crianças.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Horney, Karen. Feminine Psychology. [S.l.]: W.W. Norton Company, New York, 1967.
  2. Warnes, H., Hill, G. (1974) Gender Identity and the Wish to be a Woman Psychosomatics journal Vol. 15, No. 1, pp. 25–29
  3. Horney, Karen. The collected works of Karen Horney (volume II). [S.l.]: W.W. Norton Company, New York.
  4. McElvaine, Robert S. (2000) Eve’s Seed: Biology, the Sexes, and the Course of History McGraw-Hill, New York pp. 72–78.
  5. Ruitenbeek, Hendrik (1966) Psychoanalysis and Male Sexuality Rowan & Littlefield, New York p. 144
  6. Tarpley, Harold (1993) Vagina Envy in Men Journal of the American Academy of Psychoanalysis and Dynamic Psychiatry Vol. 21, pp. 457–464
  • "Vagina Envy in Men" Tarpley, H. (1993). Journal of the American Academy of Psychoanalysis and Dynamic Psychiatry 21:457–464.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]