Iris Murdoch

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Iris Murdoch
Nome completo Jean Iris Murdoch
Nascimento 15 de julho de 1919
Dublin, República da Irlanda
Morte 8 de fevereiro de 1999 (79 anos)
Oxford, Inglaterra
Nacionalidade irlandesa
Cônjuge John Bayley
Ocupação Escritora e filósofa
Prémios James Tait Black Memorial Prize (1973)

Prémio Booker (1978)

Magnum opus Acasto: dois diálogos platónicos
Escola/tradição Filosofia analítica
Ética das virtudes
Platonismo Moderno
Ideias notáveis Soberania do Bem
Ideia da perfeição

Jean Iris Murdoch (Dublin, 15 de julho de 1919 - Oxford, 8 de fevereiro de 1999) foi uma escritora e filósofa irlandesa.

Frequentou escolas progressistas, primeiramente a Froebel Demonstration School e depois a Badminton School, em Bristol. Estudou Literaturas Clássicas, História Antiga e Filosofia na Somerville College, tendo efectuado uma pós-graduação também em Filosofia. Foi membro activo do Partido Comunista até se distanciar da ideologia; trabalhou na U.N.N.R.A. e deu aulas no Royal College of Art. A partir de 1963 dedicou-se à escrita, tendo produzido 26 romances em 40 anos, os últimos escritos já enquanto sofria de Alzheimer.

Em 1956 casou-se com John Bayley, crítico e professor. Faleceu a 8 de Fevereiro de 1999 em Oxford.

Em 2008, o The Times nomeou-a na sua lista dos "50 maiores escritores britânicos desde 1945"[1]. A sua história está retratada num filme de Richard Eyre intitulado Iris (2001), protagonizado por Kate Winslet e Judi Dench.

Em uma de suas obras mais conhecidas, A Soberania do Bem, ela aborda o conceito platônico de Ideia do Bem na psicanálise como necessário à moralidade e ao desenvolvimento da alma. Ele critica os existencialistas com um caráter "demoníaco" (relativo à potência do conceito grego daemon) insuficiente, pois afirma que o bem é real, e que só os “corrompidos pela filosofia” não acreditam que ele é real, e define sua filosofia como “naturalismo inclusivo não dogmático”. Em todas as obras dela o embate com os filósofos pode ser observado, tendo como inimigo o caráter fatalista que o pensamento existencialista desencadeou. Considerava a arte importantíssima, já que ela se opõe ao egoísmo e revela o real e o verdadeiro. Uma característica um pouco contraditória é o fato de a pensadora ser ateia e isso coloca ela no mesmo mundo sem propósito que os existencialistas que ela critica.[2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

Contos[editar | editar código-fonte]

  • Something Special (1957) [Algo de Especial] Pt-PT

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Peças[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Os 50 maiores escritores Britânicos desde 1945. 5 de Janeiro de 2008. The Times.
  2. Birchal, Thelma (8 de novembro de 2014). «A natureza da moralidade». Ciência Hoje. Consultado em 29 de setembro de 2020 
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.