Jaime Martins Barata

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Martins Barata
Nome completo Jaime Martins Barata
Nascimento 7 de março de 1899
Santo António das Areias, Concelho de Marvão
Morte 15 de maio de 1970 (71 anos)
Campolide, Lisboa
Nacionalidade Portugal Português
Área Pintura; Mural; Ilustração; Numismática; Filatelia
Formação Escola Normal Superior da Universidade de Lisboa
Publicações Elementos de desenho, com Luís Passos; Elementos de História da Arte para uso da 4ª e 5ª classes dos liceus, com Leitão de Barros

Jaime Martins Barata (Santo António das Areias, Concelho de Marvão, 7 de Março de 1899Campolide, Lisboa, 15 de Maio de 1970) foi um artista plástico português. A sua obra numerosa inclui selos, moedas, ilustrações, livros e pinturas monumentais.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Concluiu o curso dos liceus em Portalegre. Mudou-se para Lisboa em 1910, com sua mãe e o irmão. Diplomou-se na Escola Normal Superior da Universidade de Lisboa, tendo depois trabalhado como professor do ensino secundário, nos liceus de Pedro Nunes, em Lisboa, de Portalegre, de Setúbal, de Gil Vicente e de Passos Manuel em Lisboa.

Teve ascensão rápida na sua carreira artística. Discípulo de Raquel Gameiro, depressa se notabilizou nas exposições anuais da Sociedade Nacional de Belas Artes, onde recebeu as medalhas de 3ª, 2ª e 1ª Classe em aguarela, e 2ª em gravura. Foi diretor artístico do semanário O Domingo Ilustrado[1] e coube-lhe, também, a ilustração da revista Música [2] (1924-1925) bem como do Inventário de Lisboa [3] (1944-1956).

Produziu em 1937, em colaboração com Luís Passos um livro de ensino do desenho[4].Em 1939 viajou na Alemanha e em França para actualizar os seus conhecimentos no domínio do ensino do desenho.

Em 1940, por ocasião da Exposição do Mundo Português, Martins Barata foi convidado, sob a direção de Cottinelli Telmo, a realizar dois trípticos para o Pavilhão de Lisboa, representando cenas da Conquista da Cidade por Afonso Henriques e os Cruzados, e Cerco dos Castelhanos no tempo de D. João I. No pátio do pavilhão criou também o que viria a ser a sua única experiência de escultor: um enorme baixo relevo que evocava um trecho de Lisboa seiscentista. Estes tripticos encontram-se hoje no Salão Nobre da Alfândega do Porto. Em 1947, colaborou com Almada Negreiros na realização gráfica dos dois grandes volumes de Lisboa, 8 séculos de História[5].

Entre 1947 e 1968, Martins Barata ocupou o cargo de Consultor-Artístico junto da Administração Geral dos CTT.

Moeda de 20 Escudos 1966 Lisboa Ponte Salazar

Vida Privada[editar | editar código-fonte]

Em 5 de Janeiro de 1926, Jaime Martins Barata casou, em Lisboa, com Maria Emília (Màmia) Roque Gameiro, filha de Alfredo Roque Gameiro, havendo os seguintes filhos: Maria Antónia Roque Gameiro Martins Barata, José Pedro Roque Gameiro Martins Barata, Alfredo Roque Gameiro Martins Barata e Maria da Assunção Roque Gameiro Martins Barata.


Representações[editar | editar código-fonte]

►  Mural a fresco

1951 - No transepto da basílica de S. Eugénio, em Roma, no altar votivo de "Nossa Senhora de Fátima"

1954 - No Palácio de Justiça de Santarém, “Cortes de Almeirim

1956 - No Palácio de Justiça de Vila Real, “D. Pedro de Menezes recebe o Aleo

1959 - Na capela do Instituto de S. José, Vila do Campo, Viseu, “O Bom Pastor

1959 - No Palácio de Justiça do Montijo, “Chegada de D. João IV

1961 - No Palácio de Justiça do Porto, “Casamento de D. João I” e “Embarque para Ceuta

1962 - No Palácio de Justiça de Aveiro, "José Estêvão"

1963 - No Palácio de Justiça de Olhão, "Viagem do caíque Bom Sucesso"

1964 - No Palácio de Justiça de Vila Franca de Xira, “Afonso de Albuquerque

1966 - No Palácio de Justiça de Seia, “Torneio dos Doze de Inglaterra"

1966 - No Palácio de Justiça de Fronteira, “Batalha dos Atoleiros

1966 - Na capela da Casa-Museu Nogueira da Silva, em Braga, “Sagrado Coração de Jesus

1968 - No baptistério da Igreja paroquial de Póvoa e Meadas, “S. João Baptista

1968 - No Palácio de Justiça de Castelo Branco, “O Juízo Final

1969 - No Palácio de Justiça de Vila Pouca de Aguiar, “O Decepado

1970 - No Palácio de Justiça de Lisboa, “O Mestre de Avis

Mural a secco

1952 - No átrio do Instituto Português de Oncologia, “Madame Curie”, “Alegoria ao IPO” e “Röentgen

1956 - Na Igreja de S. Tiago da Covilhã, “Sagrado Coração de Jesus

Tela

1940 - Na Exposição do Mundo Português: Painéis no Pavilhão de Lisboa e outros

1944 - Na Escadaria do Palácio de São Bento, "Cortes medievais"

1945 - No átrio do Conservatório Nacional, “Dramaturgos” e “Músicos

1947 - Telas para ilustração do livro "Lisboa, oito séculos de história"

1956 - No salão nobre do Tribunal de Contas, em Lisboa, "Episódios da sua história"

1959 - Painéis da "Procissão de Corpus Christi" I e II, para o antigo Ministério das Corporações (agora na sala de entrada do Recolhimento de Santos-o-Novo)

1961 - No navio Funchal, "Gonçalves Zarco"

1963 - No Palácio de Justiça de Gouveia "Moisés"

Painel

1964 - Na Sede do Banco Nacional Ultramarino, em Lisboa, “O Fomento Ultramarino e a Metrópole

Tapeçaria

1949 - No Forte de São Julião da Barra, “Os Descobrimentos - Infante D. Henrique e chegada de Vasco da Gama a Calicute

1962 - No Palácio de Justiça do Funchal

1964 - No Palácio de Justiça de Lamego, “Cortes de Lamego

1966 - No Palácio de Justiça de de Oliveira do Hospital, “Viriato

Vitral

1961 - Na Basílica do Sameiro

Livros ilustrados

1922 - Dos trabalhos manuais no Liceu Português (Dissertação de exame)

1930 - Os Lusíadas, de Luís de Camões contados às creanças e lembrados ao povo

1931 - Elementos de História da Arte, de Leitão de Barros e Martins Barata

1933 - A Odisseia, adaptação de João de Barros

1933 - Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, adaptação de Aquilino Ribeiro

1934 - História Trágico-Marítima, adaptação de António Sérgio

1935 - O Caramuru, de José de Santa Rita Durão, adaptação de João de Barros

1936 - A vida do Infante Santo, de José de Esaguy

1936 - Crónica do Condestável de Portugal, adaptação de Jaime Cortezão

1936 - Como se aprende a conversar, de José Guerreiro Murta

1937 - Elementos de desenho, de Luíz Passos e Martins Barata

1937 - Benditas entre as mulheres, de Teresa Leitão de Barros

1938 - Grandes Reportagens de outros tempos, de Amador Patrício

1938 - O livro de ouro das conservas portuguesas de peixe, de Leitão de Barros

1938-9 - Peregrinações em Lisboa, de Norberto de Araújo

1943 - Legendas de Lisboa, de Norberto de Araújo 

1947 - Lisboa, oito séculos de História, de Matos Sequeira

1947 - Como se faz um Selo Postal

1948 - A Última Obra do Poeta Afonso Lopes Vieira

1958 - A revelação fotográfica de Jesus Cristo, de António Augusto Velasco Martins

1968 - O Navio São Gabriel e as Naus Manuelinas

► Selos

1940 - Centenário da Fundação e da Restauração

1943 - Caravela

1944 - 2º Centenário do nascimento de Félix Avellar Brotero

1945 - Navegadores Portugueses,   1º Centenário da Escola Naval

1946 - 1º Centenário do Banco de Portugal;   3º Centenário da proclamação da Padroeira de Portugal

1947 - 8º Centenário da tomada de Lisboa aos mouros

1948 - 3º Centenário do nascimento de S. João de Brito

1949 - 16º Congresso internacional de História da Arte

1950 - Ano Santo;   4º Centenário da morte de S. João de Deus

1951 - Encerramento do Ano Santo;   5º Centenário do povoamento da ilha Terceira

1952 - 3º Aniversário da OTAN;   8º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins;   Centenário do nascimento do Prof. Doutor Gomes Teixeira

1953 - D. Dinis (cavalinho);   5º Centenário do nascimento da Princesa Santa Joana;   Centenário do Selo Postal Português (D. Maria II)

1954 - 150º Aniv. da fundação da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda;   4º Centenário da fundação da Cidade de S. Paulo

1956 - Dia da Mãe

1957 - Almeida Garret

1958 - Rainha Santa Isabel e São Teotónio

1969 - 5º Centenário do nascimento de Vasco da Gama

Moedas de 2$50 (1963-1998), 5$00 (1963-1989) e 10$00 (1971-1982)

Notas de 5, 10, 20, 50, 100, 500 e 1000 Angolares, para o Banco de Angola (1945)

Medalhas Militares: Medalha de Valor Militar, Medalha da Cruz de Guerra, Medalha de Serviços Distintos, Medalha de Comportamento Exemplar, Medalha Comemorativa das Campanhas

Referências

  1. Rita Correia (10 de Novembro de 2007). «Ficha histórica: O Domingo Ilustrado (1925-1927)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 3 de Outubro de 2014 
  2. Jorge Mangorrinha (1 de Outubro de 2013). «Ficha histórica: Música: revista de artes (1924-1925)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de Janeiro de 2015 
  3. Hemeroteca Digital (8 de novembro de 2017). «Newsletter: Inventário de Lisboa(1944-1956)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 14 de novembro de 2017 
  4. Elementos de desenho Luiz Passos, Martins Barata, Lisboa: Sá da Costa, 1937
  5. Lisboa Oito Séculos de História Matos Cequeira (Org.). Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1947

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arquivo Distrital de Portalegre, Registo de Nascimento e Baptismo de Jaime Martins Barata., 7 março 1899 e 27 abril 1899.
  • BARROS, Leitão de; BARATA, Jaime Martins - Elementos de História da Arte para uso da 4ª e 5ª classes dos liceus. 3ª edição, Lisboa: Edições Paulo Guedes, 1931.
  • ELIAS, Mário - Martins Barata, pintor alentejano. In IBN MARUÁN Revista Cultural do Concelho de Marvão. N.º 7, Marvão: Câmara Municipal de Marvão / Edições Colibri, Dezembro de 1997, pp. 295–298.

Notas

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