John Milton (tradutor)

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John Milton
Nascimento 1956 (62 anos)
Birmingham
Nacionalidade  Inglaterra
Cidadania  Brasil
Alma mater USP
Ocupação Tradutor, professor e agente de tradução
Prémios Indicado ao Prêmio Jabuti de tradução (por Hamlet)
Magnum opus Agents of translation

Tradução: teoria e prática

John Milton (Birmingham, 7 de janeiro de 1956) é um tradutor, professor e agitador cultural inglês, de cidadania brasileira. Conquanto sua obra seja veiculada globalmente, bem como seu reconhecimento como pesquisador de tradução, tornou-se um dos principais agentes de tradução literária do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Especialista na obra de Shakespeare[1], autor cujas obras Hamlet, Romeu e Julieta e Otelo traduziu com M. R. Bertin. Já com o famoso citarista Alberto Marsicano traduziu obras dos poetas românticos John Keats e Percy Bysshe Shelley. Também possui trabalhos a respeito das traduções logradas pelo Clube do livro, e por Monteiro Lobato.

Tem orientado mais de sessenta trabalhos de pós-graduação, entre dissertações, teses e pós-doutorados, nos mais diversos âmbitos da pesquisa de tradução e interpretação na Universidade de São Paulo[2].

Como orientador, esteve envolvido diretamente em traduções e estudos de traduções de autores como Lord Byron (Don Juan), John Donne, E. E. Cummings, Geoffrey Chaucer, Henry James, Lewis Carroll, Ezra Pound, James Joyce, Robert Frost, Paulo Rónai, Tennessee Williams, entre muitos outros[3].

Edita há vinte anos a notável revista "Cadernos de Literatura em Tradução"[4], da USP. Além disso, é um dos idealizadores e fundadores do programa de pós-graduação em Estudos da Tradução[5] da mesma universidade.

Sempre atento aos acontecimentos e às discussões a respeito de tradução literária no país, pôde descrever e registrar quase simultaneamente a assim chamada "guerra das traduções", que foram as acaloradas discussões entre os poetas concretos (Haroldo de Campos e Augusto de Campos) versus o polemista Bruno Tolentino[6], momento crucial da literatura e tradutologia nacionais, quando seus maiores nomes trocaram "tamancadas públicas" em prol da arte tradutória do país.

Vem sistematicamente tomando parte nas celebrações anuais do Bloomsday, dia dedicado a homenagear o escritor James Joyce, que começou a ser realizado por Haroldo de Campos em 1988, e desde então conta com saraus e shows de diversos poetas, tradutores, artistas e músicos[7].

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Autor / Tradutor[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Entrevista sobre Shakespeare.». Jornal Cruzeiro. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  2. «Lattes John Milton». Universidade de São Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  3. «Lattes John Milton». Universidade de São Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  4. Cadernos de Literatura em Tradução. «Revista editada por John Milton». Cadernos de Literatura em tradução. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  5. «Estudos da Tradução / USP». Universidade de São Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  6. Cadernos de tradução. «Augusto de Campos e Bruno Tolentino: a guerra das traduções». Cadernos de Tradução. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 
  7. «Bloomsday». Cultura SP. Consultado em 11 de janeiro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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